domingo, 10 de março de 2013

A Ação Humanitária Eficaz...



Madre Teresa de Calcutá

“Ao ajudar o desenvolvimento dos outros, o teosofista acredita que não está apenas ajudando-os a cumprir o Carma que é deles, mas que também está, no sentido mais estrito, cumprindo o seu próprio Carma como indivíduo. O que ele tem sempre em vista é o desenvolvimento da humanidade, do qual tanto ele como os outros são partes integrantes. E ele sabe que qualquer fracasso da sua parte em responder ao que há de mais elevado em si causa um atraso não só para si mesmo, mas para todos, no avanço evolutivo. Por suas ações, ele pode tornar mais difícil ou mais fácil, para a humanidade, alcançar o próximo nível, mais elevado, de existência. (“A Chave Para a Teosofia”, H. P. Blavatsky, capítulo 12; página 234 na edição da Theosophy Co., India.)

Deste modo, é através do cumprimento correto dos deveres da vida, como um Sacrifício (Yajna) oferecido ao Eu Superior, o Eu de Todos, que o verdadeiro devoto ingressa no caminho do serviço mais elevado a seus semelhantes e a todos os seres, o caminho que produz harmonia, iluminação e progresso espiritual para todos. À luz do conhecimento espiritual que surge em nós através da devoção pelo Ser de todos os seres e do cumprimento do nosso dever,  começamos a identificar cada vez mais claramente as maneiras, as motivações e os métodos de serviço altruísta que produzem o maior bem para todos.
“Nós acreditamos na tarefa de aliviar a fome da alma, tanto quanto, se não mais do que a fome do estômago”, escreveu H.P.Blavatsky.   

Os sofrimentos e as dores do homem surgem de pensamentos e ações baseados em idéias equivocadas da vida, porque ele tem que colher o que plantou. O homem sábio, portanto, ao mesmo tempo que alivia a aflição dos outros, sempre que as condições o permitem, também os ajuda, até onde é possível, a alcançar uma perspectiva mais elevada da vida; a obter uma base mais verdadeira de pensamento e ação e uma compreensão da sua responsabilidade e do seu dever em relação aos seus semelhantes. Portanto, o estudante que aspira a um verdadeiro serviço altruísta pela humanidade estará sempre esforçando-se para preparar-se, através do estudo, da exemplificação e do serviço, para ser mais capaz de ajudar e ensinar outras pessoas; e colocando em prática, todo o tempo, as idéias teosóficas de compaixão, ensinadas e exemplificadas pelos grandes professores e benfeitores da humanidade:
“Aja individualmente e não coletivamente; siga os preceitos do Budismo do Norte: ‘Nunca ponha comida na boca de um faminto através das mãos de outra pessoa’; ‘Nunca deixe que a sombra do teu próximo (uma terceira pessoa) se coloque entre você e o objeto da sua generosidade’; ‘Nunca dê tempo para que o sol seque uma lágrima antes que você o faça’. E também, ‘Nunca dê dinheiro aos necessitados, ou comida para o sacerdote que a pede à sua porta, através dos seus empregados, para que o seu dinheiro não diminua a gratidão, e sua comida não se transforme em bílis.’ (“A Chave Para a Teosofia”, H.P.B., capítulo 12, pp. 241-242 da edição da Theosophy Company, Índia)

As idéias teosóficas sobre caridade significam um esforço pessoal pelos outros; uma compaixão e amabilidade pessoais; um interesse pessoal no bem-estar dos que sofrem; uma simpatia, uma previsão e uma assistência pessoais em seus problemas ou necessidades. Nós, teosofistas, não acreditamos em dar dinheiro ... através das mãos de outras pessoas ou organizações. Acreditamos em dar ao dinheiro mil vezes mais poder e eficácia através do nosso contato pessoal e nossa simpatia com aqueles que o necessitam... porque a gratidão faz mais bem à pessoa que a sente, do que à pessoa por quem ela é sentida.” (Ibid., p. 242 da edição indiana da Theosophy Co.)

 NOTA:   [1]  Estas palavras entre aspas constam da frase final da Declaração da LUT. (Nota do tradutor)




imagem: Google.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Teosofia...




"Podes criar no dia de hoje as tuas chances para o dia de amanhã. Na Grande Viagem as causas semeadas a cada hora produzem a colheita dos seus efeitos, porque uma justiça inflexível governa o mundo. Com a força poderosa da sua ação impecável, ela traz para os mortais vidas de felicidade ou sofrimento, resultado cármico de todos os nossos pensamentos e ações anteriores."
Helena P. Blavatsky


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A Decisão de Agir





A Decisão de Agir

Fortalecer a vontade implica fazer menos coisas - ou pelo menos ter um foco mais claro na vida, e colocar tudo o que se faz em função deste foco -; porque uma mente dispersa não tem a possibilidade 
de desenvolver uma vontade forte. Ao contrário. Uma mente dispersa é um sintoma infalível da ausência de uma vontade diretora.
Para que a vontade não seja cega, é necessário fortalecer também a visão.
A clareza de visão surge de um objetivo de vida nobre e amplo, elevado, livre das distorções do desejo pessoal. O desejo, o medo e a ambição escravizam o rumo do pensamento e distorcem violentamente
a visão se não forem deixados de lado, ou, pelo menos, observados com vigilância e neutralizados.
Há áreas da vida em que nossa vontade é mais forte, em outras não tanto. É preciso buscar e identificar os nossos "pontos cegos", em que não enxergamos, ou em que enxergamos com dificuldade.
É importante olhar as coisas desde vários pontos de vista. O óbvio é frequentemente difícil de ver. Comparadas todas as nossas impressões, avaliadas as informações disponíveis, devemos perceber com calma o momento correto para tomar a decisão,
sabendo a responsabilidade que ela implica.
Uma vez tomada uma decisão, deve-se colocá-la em prática com força, dando sempre o máximo de importância à ligação entre o que pensamos, o que dizemos, o que decidimos, e o que fazemos.

Fraternalmente, Carlos.
Fonte: e-grupo SerAtento:
www.filosofiaesoterica.com


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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Cultivo da Tranquilidade




O Cultivo da Tranquilidade

É Mais Eficaz Avançar Passo a Passo
Sílvia Lúcia de Oliveira

“Não faz nenhuma diferença o que nós fazemos;
o que importa é como nós fazemos qualquer coisa.
E como sempre há algo sendo feito, nós sempre
temos a oportunidade de fazê-lo corretamente.”
Robert Crosbie

O tempo parece-nos na maioria das vezes curto o suficiente para justificar a agonia de fazer tudo rápido, de um jeito qualquer, dispensando caprichos e reflexões que exigiriam mais alguns minutos. Escoando no atropelo, vamos alinhavando uma vida sem debruns e acabamentos. Deixa-se de lado o que parece à primeira vista ser dispensável, utilizando um critério de escolha que prioriza rapidez e sacrifica todos os demais quesitos. E sobe a pressão arterial aos solavancos de um viver turbinado de afazeres.

Fazemos as coisas sem nelas pensar, sem que nossa mente se permita sedimentar decisões, questionar sentidos e significados. Muito do estresse cotidiano e de suas conseqüências pessoais e coletivas é fruto desse tocar a vida ao ritmo de urgências fabricadas. A agitação física e mental estabelece um turbilhão de pensamentos simultâneos que turvam a atenção e sobrecarregam nosso sistema de raciocínio. Cansamo-nos mais, atrapalhamo-nos desejando abarcar vários assuntos num só ato. E pior, prosseguimos deixando coisas caírem pelo apressado caminho de nossa existência.

Entretanto, por mais que sejam atravessados momentos ou situações agitadas, a mente tranqüila sempre será mais capaz de buscar e encontrar as melhores alternativas, abreviando esforços e frustrações. Nossas ocupações podem ser adequadamente cumpridas na cadência dos dias, sem a necessidade de nos preocuparmos com o que possa eventualmente deixar de ser feito. O tempo mostrará se o que foi deixado para trás fará ou não falta. Na maioria absoluta das vezes, as pequenas falhas cotidianas não se transformarão em perdas irreparáveis.

Podemos fazer muitas coisas se nos permitirmos dar um passo de cada vez, um após o outro, sem nos desviarmos de metas propostas e procurando sempre a melhor forma possível. Com o pensamento liberto das pressões desnecessárias, conseguimos olhar a vida saboreando suas cores, seus sabores e principalmente estabelecendo importância adequada a cada momento.

A tranqüilidade é o fruto maduro de uma atitude de viver caprichosamente germinada nos pequenos atos e nas situações banais do dia a dia. Tranqüilidade se cultiva, com zelo e cuidado persistentes; não se compra pronta e nem se engole em cápsulas. Quando se alcança tal equilíbrio, se descobre uma serenidade profunda e duradoura, jamais conquistada com a química dos remédios.

Retornando às palavras iniciais de Crosbie, o que importa na vida é o modo como fazemos as coisas, independente de serem simples ou complexas; rotineiras ou não. O fundamental é caprichar, fazer bem feito e, como a pressa sempre foi inimiga da perfeição, manter sempre a calma e a preservar a tranqüilidade.                                           
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A crônica acima foi publicada inicialmente na edição de 15 de maio de 2010  do jornal 'Agora', em Rio Grande, RS.


www.filosofiaesoterica.com

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sábado, 13 de outubro de 2012

O Poder das Crianças



O Poder das Crianças
Caros Amigos,
Para nossa leitura, lembrando que hoje é o Dia das Crianças, trago um trecho do texto O Poder das Crianças, de nosso amigo Carlos:
"A primeira imagem que temos de Jesus é a do menino recém-nascido na manjedoura, com a pobreza e o despojamento exigidos dos verdadeiros Iniciados. Mas essa criança divina é perseguida pela lógica do mundo egoísta, simbolizada por Herodes, que busca destruir a inteligência espiritual. Esse é o processo de provação do discípulo e do Iniciado, que deve enfrentar não só incompreensões e boicotes da parte de outras pessoas, incapazes de entendê-lo, mas também é perseguido por seus próprios hábitos do passado e por seu carma acumulado. O caminho que vai até a ressurreição final da alma é longo, estreito, cheio de espinhos e armadilhas.
Na filosofia oriental, o Iniciado –  que vive em seu coração a unidade de todas as coisas – é considerado “aquele que nasceu pela segunda vez”.  E Jesus Cristo ensina:
“Aquele que não receber o Reino dos Céus como uma criança não entrará nele” (Lucas, 18: 17). E ainda:  “Deixem as crianças e não as impeçam de vir até mim, pois delas é o Reino dos Céus” (Mateus, 19:13).
A força espiritual das crianças e a magia do amor que elas derramam em torno de si não são frutos do acaso. São efeitos práticos da lei da evolução e da reencarnação. A filosofia esotérica ensina que na primeira grande etapa do processo pós-morte a alma passa uma temporada em kama-loka (local dos desejos) e ali há uma purificação. Depois, no segundo estágio, chamado de devachan ou local dos deuses em sânscrito, a alma vive uma exaltação espiritual e uma longa bem-aventurança. Esse estágio é tão duradouro, cronologicamente, que se atribui a ele “uma eternidade”.   Daí a idéia ocidental de que o Paraíso é eterno: o cristianismo bebeu na fonte das religiões mais antigas."

Obrigada e um abraço a todos,
Silvia

Fonte: Silvia é integrante do Grupo SerAtento vinculado ao www.filosofiaesoterica.com

Foto: Terezinha Canabarro

domingo, 7 de outubro de 2012

Medicina Interior ou Medicina Sutil





Medicina Interior  ou  Medicina Sutil
(...)
 A mente, a dimensão sutil, em suma, pensamentos e emoções estão por detrás de todas as nossas doenças e padecimentos. A cura do corpo precisa ser acompanhada ou mesmo precedida da cura da mente, sem o que, não há real processo efetivamente terapêutico. Conhecer e cuidar do corpo, o veículo físico e material, é muito importante, não resta dúvida, porém, cuidar apenas dessa dimensão não basta, não é suficiente. Via de regra, as pessoas aplicam praticamente toda a energia psíquica e esforço físico em algo que será, em última instância, descartado. Investir cem por cento das forças apenas na dimensão material implica imenso desperdício e um visível desequilíbrio que precisa ser urgentemente revisto.
Desconhecer ou desconsiderar a natureza da mente que habita, anima, orienta, dirige, direciona e guia o corpo significa ignorar a dimensão mais fundamental do ser humano e, portanto significa a incapacidade de conceber uma medicina mais integral, coerente, lúcida e, por conseguinte, mais equilibrada e sábia.
Conhecer a mente de forma apropriada e tratar os desequilíbrios, as feridas e as afecções mais sutis das pessoas, com zelo e atenção, representam os novos horizontes e desafios dos profissionais e médicos do futuro, pois o tratamento da dimensão sutil promoverá grande impacto sobre a saúde física, tanto individual quanto coletivamente, e esta nova abordagem afetará muito positivamente todas as demais áreas da vida e da atividade humana.
Esta é a senda que falta ao andarilho, ao desbravador, percorrer.  A uma tal medicina, que não descarta, não desconsidera nem subestima e, sobretudo, que inclui, como seu próprio cerne e âmago, a dimensão sutil, não-material, do ser humano, a esta nova medicina eu denomino de Medicina Sutil ou Medicina Interior.

Fonte: Medicina Interior.  Dr. Enio Burgos, Ed.Bodigaya, 3º Edição, pg 21.
Imagem: Google

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O LADO OCULTO DE BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES





O LADO OCULTO DE BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES

Talvez porque Walt Disney tivesse sido um maçon, ele escolheu esse conto com muito carinho.
Branca de Neve representa o ser iniciado, que nasce na terra. Três mulheres, são representadas neste conto.
A primeira, sua mãe, que morreu quando ela nasceu, levando com ela todo o passado, todas as lembranças, representa o esquecimento quando descemos a esse plano, o passado.
Branca de Neve o presente a ser vivido.
Sua Madrasta o futuro, o desafio, as provas por qual terá que passar.
O espelho é a consciência, na medida em que o tempo passa o corpo físico se degrada, esse confronto é inevitável: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu”, O espelho sempre responderá:
- VOCÊ ONTEM, porque hoje estou mais velho, amanhã mais.
A Madrasta resolve mandar matar Branca de Neve, quer o seu coração, como prova da morte da pureza, da inocência, e Branca de Neve então foge pela floresta, se ficasse no seu castelo, não descobriria seu interior, começa a iniciação, pois a floresta representa o INTERIOR de cada ser. Vai lidar com os seus medos, vai passar pela noite escura da alma.
Neste caminho ela vai encontrar todos os elementos da natureza, e lidar com suas energias representadas por SETE ANÕES.
Os anões são os centros vitais de forças, os CHAKRAS.
O MESTRE representa o CHAKRA CORONÁRIO, ele é o chefe, a consciência espiritual;
O ZANGADO representa o CHAKRA FRONTAL, pois ele é racional, se baseia na lógica e no raciocínio, intelecto;
O FELIZ, representa o CHAKRA LARÍNGEO, é o mais gordinho, tem relação com as glândulas tireoide, é comunicativo, alegre;
O DENGOSO, representa o CHAKRA CARDÍACO, é sentimental, emotivo, chorão, apaixonado;
O SONECA, representa o CHAKRA UMBILICAL, o inconsciente, instinto primitivo, o sono, emoções inferiores;
O ATCHIM representa o CHAKRA ESPLÊNICO (sexual), é o chakra responsável pelo filtro das energias nos órgãos sexuais, também responsável pelas alergias, ansiedades.

O DUNGA representa o CHAKRA RÁDICO, BÁSICO, RAIZ, representado pela inocência, pelo principio, o menino, o inicio da coluna vertebral, é o chakra dos instintos.
Na relação da história, Dunga foi o primeiro a ver Branca de Neve. Nota-se no conto que o Mestre é quem lapida as pedras preciosas. O Mestre confunde as palavras quando fica nervoso, é uma das características do Chakra Coronário quando estiver em mal funcionamento a confusão, o atrapalhamento das ideias.
A Branca de Neve conquista os Sete Anões, domina o Sete Mágico, domina os chakras.
O sete é também por excelência o número vibracional da mudança. Isso atrai para si, um confronto derradeiro, o lado negro surge trazendo o desafio crucial do interior.
A bruxa representa esse lado negro, oculto, essa força inconsciente.
A maçã o CONHECIMENTO. Provar o conhecimento significa morrer, dentro do esoterismo isso significa a MORTE INICIÁTICA.
Os anões a colocam num caixão de vidro, significando que ela está presa em si mesmo.
Surge então o Cavaleiro, uma figura até então indiferente na história, ele significa a energia masculina, a PINGALA, a energia Kundalini positiva, a ação, fazendo uma analogia com o Tarot, o cavaleiro é o carro, o caminho, a carta número 7, símbolo do fogo.
O beijo é o encontro da energia branca, negativa (Lua), feminina chamada de IDA da Kundalini, com a energia do fogo (Sol) Intimidade com o corpo, prazer.
Intimidade com o corpo, prazer.
E quando isso acontece O SER DESPERTA, ascende, transcende, conquista a si mesmo, levanta, se torna INTEGRAL.
Assim fecha a história da saga humana, um horizonte de luz, com um castelo nas nuvens. Um arco íris com um pote de ouro no final.
O “E FORAM FELIZES PARA SEMPRE” não é uma visão míope e boba do amor romântico, mas a descrição do momento em que o homem vence seus próprios defeitos e apossa-se do que tem de mais puro e belo: sua alma. (Ascenção)

Fonte: internet
imagem: Google

sábado, 8 de setembro de 2012




A Humanidade Está Em Construção



A Vida Tal Como a Conhecemos é Apenas a
Matéria-Prima Para a Vida Como Ela Pode Ser

 S. Radhakrishnan
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Publicado pela primeira vez em 1939, o texto a seguir [1] expressa adequadamente a visão de futuro 
da filosofia esotérica autêntica. S. Radhakrishnan descreve a fraternidade planetária como o futuro natural
da nossa humanidade. Ele sugere que a auto-disciplina e a auto-responsabilidade são parte do caminho para uma vida comunitária que tenha como base a sabedoria. Nascido em setembro de 1888, Sarvepalli Radhakrishnan foi o primeiro vice-presidente e o segundo presidente da Índia após a independência. Ele escreveu diversas obras importantes sobre as filosofias da Índia, e ajudou a expandir a ponte intercultural entre as tradições do Oriente e do Ocidente. Os livros de Radhakrishnan - entre eles The Principal Upanishads”, “An Idealist View of Life” e “Indian Philosophy” (este em dois volumes) - têm
numerosos elementos em comum com a teosofia original de Helena Blavatsky. Além disso, Sarvepalli Radhakrishnan fez oposição às guerras e às armas nucleares. Ele defendeu o fim das castas e mesmo das classes sociais na Índia. Amigo pessoal do Sr. B. P. Wadia - um dos principais líderes da Loja Unida de Teosofistas [2] - S.Radhakrishnan foi um verdadeiro estadista. Ele sabia que o nosso planeta é uma comunidade
sem fronteiras, cuja evolução ocorre através da lei da ajuda mútua.
(Carlos Cardoso Aveline)
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As verdades fundamentais de uma religião espiritual são duas: 1) o nosso verdadeiro eu é o ser supremo, que devemos descobrir, e no qual devemos transformar-nos; 2) este ser supremo é o mesmo em todos.
Quando uma alma encontra a sua essência, ela não é mais consciente de si como um ser isolado. Ela passa a ser consciente da vida universal, da qual todos os indivíduos, raças, e povos são apenas variações.
Um impulso único anima todas as aventuras e aspirações do ser humano. A experiência da alma que percebe a sua unidade essencial com todos os seres está expressa nas palavras “eu faço parte de você e você faz parte de mim”. [3]
A fraternidade é vida; a falta de fraternidade é morte. Não podemos escapar da solidariedade secreta da raça humana. Ela não pode ser abolida pelas insanidades passageiras do mundo. Aqueles que buscam viver em paz com os membros da sua própria espécie e com todos os seres não aceitam, satisfeitos, o massacre de milhares de seres humanos, usando como desculpa o fato de que eles não pertencem à sua raça ou seu país. Trabalhando a partir de uma visão mais ampla, que tudo abrange, eles ignoram os modos artificiais de viver que nos seduzem e nos afastam das fontes naturais da vida. 
Nossas atitudes cotidianas diante de outros povos e nações são máscaras artificiais, hábitos mentais e emocionais laboriosamente cultivados através de um longo exercício da dissimulação. A natureza social do ser humano é distorcida e assume formas estranhas devido ao veneno que é colocado em seu sangue e que o transforma em um animal feroz. O racismo e o nacionalismo, que nos estimulam a exacerbar nossos sentimentos mais inferiores, a ameaçar e enganar, a matar e saquear, tudo com um sentimento de que somos profundamente virtuosos e estamos cumprindo a vontade de Deus, são ideologias abjetas para os que estão espiritualmente despertos.  Estes sabem que todas as raçase nações vivem sob a mesma abóboda celeste. Eles proclamam uma nova relação social e buscam construir uma nova sociedade com liberdades civis para todos os indivíduos, e com liberdade para todas as nações, grandes e pequenas.
Uma Meta Elevada e uma Decisão Estável
Não podemos ficar desanimados com o colapso de uma civilização construída sobre a audácia da dúvida especulativa, sobre o impressionismo moral e o entusiasmo confuso e feroz por raças e povos, porque tal civilização tem em si elementos anti-sociais e anti-éticos, que merecem ser destruídos.
Uma tal civilização não está planejada para priorizar o bem da humanidade em seu conjunto, mas para garantir a comodidade de alguns poucos privilegiados, entre os indivíduos, e entre as nações. Tudo o que for realmente valioso será preservado no novo mundo que está lutando por nascer.
Apesar das aparências, vemos na atual inquietação do mundo o surgimento gradual de uma grande luz, a confluência de esforços vitais, uma compreensão crescente de que há um espírito secreto no qual todos vivem em comunidade, e do qual a humanidade é o mais alto instrumento na Terra.
Há um desejo crescente de expressar esse conhecimento e de estabelecer um reino do espírito na Terra. A ciência produziu os meios necessários para o transporte fácil de seres humanos e a comunicação do pensamento. Intelectualmente, o mundo está unido por uma rede de ideias comuns e conhecimento recíproco.
Até mesmo obstáculos como os dogmas religiosos já não são tão fortes como eram no passado. O progresso do pensamento e da visão crítica está ajudando as diferentes religiões a fazerem soar a nota da verdade eterna e universal, a verdade do espírito. Esta é a verdade que a vida busca e obedece, e através dela a vida encontra a felicidade em todos os tempos e lugares. 
Somos capazes de ver mais claramente que a verdade de uma religião não está no que é especifico e exclusivo dela, nem é a mera letra morta da lei, na qual os sacerdotes procuram insistir, e pela qual os fiéis estão dispostos a lutar. A verdade está naquilo que cada religião é capaz de compartilhar com todas as outras. A compreensão suprema que a humanidade deve alcançar de si mesma e do mundo só pode ser alcançada através dos valores que são humanos e universais.  
A humanidade ainda está em construção. A vida tal como a conhecemos é apenas a
matéria-prima para a vida como ela pode ser. Estão ao alcance da nossa espécie uma plenitude e uma liberdade até aqui inéditas. Basta unir-nos como seres humanos e avançar com uma meta elevada e uma decisão estável.
O Poder dos Indivíduos
O que se necessita não são declarações solenes e programas de ação, mas o poder do espírito nos corações humanos, um poder que nos ajudará a disciplinar nossas ações e libertar-nos da cobiça e do egoísmo, e a organizar o mundo que desejamos.
NOTAS:
[1] Traduzido do volume “Eastern Religions and Western Thought” (“Religiões Orientais e Pensamento Ocidental”) de S. Radhakrishnan; primeira edição, 1939, Oxford University Press; Third impression, Oxford India paperback, 1989, 396 pp., ver pp. 32-34.
[2] A amizade entre o estadista e o teosofista está registrada no texto “B.P. Wadia, a Life of Service to Mankind”, do Sr. Dallas TenBroeck, que pode ser encontrado na seção temática  “Learning from Example: The Lives of Some Theosophists and Sages”, em www.TheosophyOnline.com e  www.FilosofiaEsoterica.com .
[3] Há aqui uma alusão indireta à tradicional saudação indiana “Namastê”, que significa: “O ser divino em mim saúda o ser divino em você.”
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A Ecologia da Mente...



A Ecologia da Mente
Meios Para Encontrar a Harmonia Interior

Carlos CardosoAveline

O equilíbrio ecológico é apenas a fraternidade, a harmonia, e a relação de causa-e-efeito unindo as diferentes formas de vida nos vários reinos da natureza. Mas sou humano, tenho muito por aprender, e é correto que me pergunte:
“Será possível viver de fato a fraternidade no dia-a-dia da sociedade que me rodeia hoje? Como posso  viver uma ecologia interior, harmonizando-me com a vida humana em geral, aqui e agora, por meu próprio mérito e esforço e  sem impor condições prévias aos outros?
Algumas idéias básicas podem ser úteis na tentativa de viver a ecologia da mente e de ser igualmente fraterno para com todos.

1 ) Em primeiro lugar o erro alheio não deve fazer com que eu me sinta autorizado, nem remotamente, a errar da minha parte. Perceber um erro não justifica outro.A verdadeira auto-estima não surge da comparação em que se atribui desvantagem aos outros. A satisfação com o erro alheio é muitas vezes uma fuga de nossas próprias frustrações, e deve ser vencida pela observação atenta do mecanismo da inveja e da competição.

 2 ) O erro alheio não deve causar excessiva indignação. Pode-se combater o erro alheio, especialmente quando ele tem conseqüências negativas sobre os inocentes. Mas a indignação excessiva nos cega e tira a serenidade.  É preciso combater o erro, não a pessoa que errou. E a indignação exagerada diante do erro pode ser um disfarce da inveja. Perde-se muita energia com indignação emocional diante dos erros alheios.  Em alguns casos, estes erros são inclusive imaginários, no todo ou em parte.  O excesso de indignação é uma energia que seria melhor empregada no nosso próprio auto-aperfeiçoamento. Esta última tarefa é algo que ninguém pode fazer por nós.

3 ) Saber ouvir a crítica aos nossos  próprios erros.Ouvir os outros, em geral, já é difícil. Ouvir uma crítica  a nós é mais difícil ainda. Inconscientemente, gostamos de supor que somos infalíveis. É preciso ouvir de fato as críticas dirigidas a nós. São verdadeiras?  Então é  preciso coragem para mudar. São falsas? Depois de um exame honesto, neste caso, devemos deixar que a crítica injusta entre por um ouvido e saia pelo outro.

4 ) Não devo enxergar erros alheios onde eles não existem.Muitos erros alheios são miragem e alucinação. É cômodo transferir para fora pontos fracos nossos, ou exagerar  as falhas dos outros para poder chegar à conclusão de que somos perfeitos, e apenas o mundo é que – injustamente – não nos compreende
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5 ) Devo fazer o bem. Não basta manter-me livre tanto do mal quanto do sentimento de raiva contra o mal. É preciso também fazer coisas boas, duráveis, equilibradas. E isto não só no aspecto pessoal, como também na dimensão familiar, social e política. Porque não há muros dividindo um setor e outro da nossa vida. Não é a crítica que elimina o mal, mas a prática firme e paciente do bem, por parte de quem procura ter o máximo de discernimento diante da vida.

6 ) Devo tornar acessível aos outros a prática do equilíbrio e da harmonia. Em casa, no trabalho, na convivência com pessoas e animais, devo colocar ao alcance de todos alguns mecanismos simples, pelos quais a fraternidade humana possa manifestar-se. Isto será eficaz na medida da simplicidade pessoal com que for feito. Deve ser algo natural. Se não estiver ocorrendo, todo o processo precisa ser repensado, porque está faltando algo importante.

7 ) Ter uma meta e um programa definidos para minha vida. A vida de uma pessoa é algo demasiado importante para perder-se em meio aos problemas e ilusões diárias, lembranças de ontem e esperanças para a semana que vem. Quais são os meus objetivos existenciais? De que forma  pretendo fazer da minha vida algo realmente significativo e útil? O que desejo aprender – e realizar – até os 90 anos de idade? São perguntas importantes. E não é por casualidade que, quando enfrentadas, acabam conduzindo aos outros seis pontos abordados anteriormente. O sétimo ponto é, de certa forma, o primeiro.
Assim, a ecologia da mente está presente em nossos relacionamentos e vida diária, em nossos pensamentos e emoções. Antes de olharmos o ecossistema externo, é bom olharmos para o nosso conteúdo interior. Estaremos sendo ecologicamente corretos nos campos das relações humanas?

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O texto acima corresponde ao capítulo quatro da obra “Apontando Para o Futuro”, Carlos Cardoso Aveline, Ed. PrajnaParamita, Porto Alegre, 1996
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Veja o livro “A Vida Secreta da Natureza”, de  Carlos Cardoso Aveline, Terceira Edição, Ed. Bodigaya, 2007, 158 pp. Visite www.bodigaya.com.br



imagem: Google

sábado, 25 de agosto de 2012

Aceitação - O início da transformação





Aceitação - O início da transformação

A primeira impressão que temos quando ouvimos ou pensamos em aceitar, seja uma pessoa, um fato ou uma circunstância é de que estaremos nos submetendo ou nos subjugando, desistindo de lutar, sendo fracos.
De verdade, se quisermos modificar qualquer aspecto da nossa vida e de nós mesmos, devemos começar aceitando.
A aceitação é detentora de um poder transformador que só quem já experimentou pode avaliar.
É difícil aceitar uma perda material ou afetiva; uma dificuldade financeira; uma doença; uma humilhação; uma traição.
Mas a aceitação é um ato de força interior, sabedoria e humildade, pois existem inúmeras situações que não estão sob o nosso controle.
As pessoas são como são, dificilmente mudam. Não podemos contar com isso. A única pessoa que podemos mudar, somos nós mesmos, portanto, se não houver aceitação, o que estaremos fazendo é insensato, é insano. Ser resistente, brigar, revoltar-se, negar, deprimir, desesperar, indignar-se, culpar, culpar-se são reações emocionais carregadas de raiva. Raiva do outro, raiva de si mesmo, raiva da vida. E a raiva destrói, desagrega.
A aceitação é uma força que desconhecemos porque somos condicionados a lutar, a esbravejar, a brigar.
Aceitar não é desistir, nem tão pouco resignar-se. Aceitar é estar lúcido do momento presente e se assim a vida se apresenta, assim deve ser. Tudo está coordenado pela Lei da ação e reação.
No instante em que aceitamos, desmaterializamos situações que foram criadas por nós, soluções surgem naturalmente através da intuição ou fatos trazem as respostas e as saídas para o problema. Tudo é movimento. Nada é permanente.
A nossa tendência “natural” é resistir, não aceitar, combater tudo o que nos contraria e o que nos gera sofrimento. Dessa forma prolongamos a situação.

Resistir só nos mantém presos dentro da situação desconfortável, muitas vezes perpetuando e tornando tudo mais complicado e pesado.
Quando não aceitamos nos tornamos amargos, revoltados,frustrados, insatisfeitos, cheios de rancor e tristeza, e esses padrões mentais e emocionais criam mais dificuldades, nunca trazem solução.
Aceitar é expandir a consciência e encontrar respostas, soluções, alívio. Aceitar é o que nos da confiança.
É fundamental entender que aceitar não significa desistir e seguir adiante com otimismo.
Ter muitos propósitos a serem atingidos é nossa atitude saudável diante da vida. Aceitar se refere ao momento presente, ao agora.
No instante que você aceita, você se entrega ao que a vida quer-lhe oferecer. Novas idéias surgem para prosseguir na direção desejada, saindo do sofrimento.
Ana Cristina Pereira


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