quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A Magia das Árvores




A Magia das Árvores


E a Sua Importância Decisiva Para o Ser Humano


Carlos Cardoso Aveline


Árvores. A mera presença delas desperta uma paz e um sossego na alma humana. Esse é um segredo que explica por que – desde os tempos mais remotos – em todos os cantos do mundo, os sábios e místicos têm usado florestas como locais de refúgio e de inspiração.

Há uma relação natural e instintiva entre a árvore e o homem. Até os seus modos de respirar se completam. Aquele que medita pode aprender com as árvores uma sábia e serena imobilidade. Na antiga Índia, conta a lenda que Gautama Buda alcançou a iluminação ao pé de uma grande árvore chamada Bodhi, símbolo da sabedoria universal. Sentou-se ali em um entardecer, foi saudado amorosamente pelos seres da floresta, e travou sua batalha final. No momento da aurora, venceu definitivamente a ilusão e a ignorância.

É difícil imaginar seres tão benéficos quanto as árvores. Elas embelezam a paisagem, dão sombra, madeira, frutas, e são o refúgio e abrigo de pássaros e outras espécies de animais. Comunicam o subsolo com a atmosfera e purificam o ar. Atraem nuvens, regulam as chuvas, estabilizam o clima e garantem a umidade do solo. Combatem a erosão e evitam o excesso de ventos.

Mas, além das suas funções vitais e práticas, a árvore tem uma forte natureza mágica. Ela é universalmente considerada um símbolo do relacionamento entre céu e terra. Com sua estrutura vertical – o tronco – a árvore estabelece um eixo simbólico de ligação entre o mundo físico e o mundo divino. Por outro lado, seus galhos, ramos, folhas e frutos reúnem toda uma comunidade de aves, insetos, répteis e pequenos mamíferos, o que é um símbolo da infinita diversidade da vida.

Naturalmente, o Paraíso da tradição judaico-cristã é um bosque. Ali, segundo Gênesis, II, “Deus fez crescer do solo toda espécie de árvores formosas e boas de comer”. Porém, há duas árvores que se destacam nesse local sagrado. Uma delas é a árvore da sabedoria, que dá o conhecimento do bem e do mal. A outra é a árvore da vida, que simboliza a imortalidade.

Estas duas árvores não são inteiramente exclusivas da Bíblia: em seu tratado sobre história das religiões, Mircea Eliade destaca que os antigos babilônios também situavam duas árvores na entrada leste do Céu. Uma era a árvore da vida, e a outra a da verdade.

No Bhagavad Gita hindu (Cap. XV), o Universo é uma árvore invertida que tem suas raízes no céu e suas folhas e frutos na Terra. Seu nome é Asvartha, e sua imagem simboliza a manifestação concreta da vida cósmica. A mesma árvore com raízes no céu e frutos na terra aparece sob o nome de Yggdrasil no folclore dos países do Norte da Europa.

Do ponto de vista microcósmico, essa árvore mitológica representa cada alma humana, cujas origens e raízes estão na eternidade, mas cujas folhas e frutos são as atividades práticas do mundo concreto.

Mas, macrocosmicamente, esta árvore simboliza o universo material como um todo, que surge periodicamente do mistério e do mundo oculto para florescer em uma vida física e espiritual infinitamente variada.

Cada ser humano, como cada árvore, é uma miniatura e um resumo do universo. Esse é um dos motivos pelos quais temos tanto a ganhar convivendo com as árvores. A experiência de comunhão com elas faz parte de uma comunhão maior com toda a natureza e liberta a alma humana de seu sofrimento. John Muir, o grande pioneiro da preservação ambiental, deu seu testemunho a respeito.

Certo dia, no final do século 19, John estava decepcionado com alguns seres humanos. Para recuperar a consciência da sua unidade interior com todas as formas de vida, ele foi nadar sozinho em um grande lago, em região desabitada. Mais tarde, contou: “Foi o melhor batismo de água que jamais experimentei”. Ao sair do lago, ele olhou para o norte e viu as montanhas. Observou como as curvas suaves do vale desciam até mergulhar nas águas do lago. Então decidiu: “Agora terei outro batismo. Vou mergulhar minha alma no alto céu. Avançarei entre os pinheiros, entre as ondas de vento do topo das montanhas”.(1) Para Muir, não havia templo melhor que a natureza a céu aberto.

A árvore é cantada em prosa e verso nas mais diferentes culturas, e está presente nas imagens primordiais das várias religiões. O taoísmo ensina que uma árvore sagrada, um pessegueiro, cresce na montanha K’un-lun e floresce uma vez a cada mil anos. São necessários três mil anos para que o fruto desse pessegueiro amadureça. O seu pêssego milenar é grande como um melão, mas vermelho e brilhante. Uma mordida nele é suficiente para que a pessoa prolongue sua vida até mil anos. Só os imortais, que alcançaram a sabedoria eterna, têm as credenciais necessárias para alimentar-se com o fruto do pessegueiro em flor.(2)

Era nas florestas que os sábios taoístas, budistas e hindus se refugiavam, mantendo-se afastados ao mesmo tempo da sociedade mundana e das burocracias religiosas. Também os magos druídas desenvolveram sua sabedoria nas florestas.

O humilde e silencioso crescimento de cada árvore é um símbolo cósmico da transformação do que é pequeno no que é grande, do que é potencial no que é real. No Novo Testamento, Jesus afirma que o Reino dos Céus é “semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou em suas mãos e lançou em sua horta; ele cresce, torna-se árvore, e as aves do céu se abrigam em seus ramos” (Lucas, 13: 18).

Mas a popularidade universal das árvores não impediu a sua constante destruição em função de interesses materiais de curto prazo.

No mundo antigo, as novas civilizações surgiam saudáveis em regiões bem florestadas. Algum tempo depois, as populações já se multiplicavam e o consumo de madeira crescia excessivamente. As árvores eram usadas como lenha – algo indispensável para fundir metais – e também como material para construir casas e barcos.

É verdade que o mundo grego já procurava proteger suas florestas desde Aristóteles. As cidades da Grécia tinham os seus arvoredos sagrados, equivalentes aos parques nacionais de hoje. Mas, apesar das cautelas, esses bosques intocáveis foram destruídos. A decadência de Atenas, a partir de 404 a.C. está relacionada com o esgotamento das suas florestas durante as guerras.

Cada sociedade que ganhava poder e influência usava a guerra como meio de expandir-se. Então as reservas florestais eram usadas para fundir metais, para produzir armas e construir navios de combate. O desmatamento descontrolado provocava a erosão do solo, que destruía a produtividade agrícola, provocando a decadência da sociedade e finalmente a sua derrota nas guerras. Por isso, Helena Blavatsky escreveu que a decadência de uma civilização se segue à destruição das suas florestas tão inevitavelmente quanto a noite segue o dia.

O mundo romano, como a sociedade grega, devia sua força às árvores. A floresta era considerada mãe de Roma. Todo o crescimento do império romano se baseou sobre o uso das florestas e de outros recursos naturais, no seu próprio território e nos territórios de povos distantes. Mas valeu a regra geral e o caso de Roma não foi uma exceção: no seu devido tempo, a destruição das florestas e da base ecológica da vida ajudou a provocar a decadência e o fim do vasto império que dominava o mundo.(3)

Ao longo de milênios, enquanto alguns cortavam as árvores, outros as viam como seres sagrados. Com seu charme encantador, elas sempre inspiraram sentimentos religiosos. Na Inglaterra, só no século 11 a Igreja cristã, finalmente, decretou que era “pecado” construir um santuário em torno de uma árvore. Mas em 1429, o clérigo de Bungay ainda sustentava que as imagens religiosas não tinham muito valor, e que as árvores tinham mais energia e virtude, “sendo mais adequadas ao culto do que pedras ou madeira morta esculpida com a forma de um homem”. Alguns dos primeiros protestantes consideravam que se podia rezar tanto nos bosques como nas igrejas.

Quando a madeira começou a escassear na Inglaterra do século 17, surgiu a prática do reflorestamento e a preservação florestal ganhou força. A admiração pelas árvores também se apoiava em certos mitos cristãos, na época considerados literalmente verdadeiros. Em 1670, por exemplo, John Smith, especialista em silvicultura, sustentava que alguns carvalhos ingleses ainda vivos haviam surgido no primeiro verão depois do Dilúvio, e que uns poucos entre eles eram, inclusive, “do momento da Criação do mundo”.

Exageros à parte, os fiéis das paróquias inglesas faziam uma peregrinação anual. Durante a caminhada, paravam de quando em quando diante de um carvalho de maior porte para ler as escrituras e rezar ao pé da árvore, que consideravam sagrada. O poeta inglês Alexander Pope escreveu que uma árvore é “uma coisa mais nobre do que um príncipe em traje de coroação”. As árvores eram temas de livros. Plantá-las era um esporte em toda a Europa. Essa tendência cultural compensou, em parte, a devastação causada pela revolução industrial, cuja poluição ambiental era extrema.(4)

O que dizer do Brasil? Nosso país deve seu nome a uma árvore. Depois de 500 anos de desmatamento, ainda somos donos de mais da metade da maior floresta tropical do mundo. As árvores ocupam lugar central em nossa história, nossa economia e nossa cultura. As lendas tradicionais falam de Curupira, o deus que protege as florestas brasileiras. Ele é um pequeno índio com os pés voltados para trás, e seu corpo não tem os orifícios necessários para as excreções indispensáveis à vida. Por isso, o povo do Pará o chama de muciço. No Amazonas, Curupira é visto como um pequeno índio de quatro palmos de altura, careca, mas com o corpo coberto de pelos. No rio Tapajós, ele tem apenas um olho.

O pequeno deus Curupira é dotado de uma força extraordinária. Para experimentar a resistência das árvores antes de uma tempestade, ele bate nelas com o calcanhar. Curupira tanto mostra a caça como a esconde. Sua função é proteger a mata e seus habitantes. Todo aquele que derruba ou estraga inutilmente as árvores é punido por ele com o castigo de caminhar indefinidamente pelo bosque sem poder lembrar do caminho de casa. Por isso era temido pelos indígenas.

“Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do europeu fixou em papel e comunicou a países distantes”, escreveu Luis da Câmara Cascudo. José de Anchieta já o citava em uma carta de 1560. Mas seu nome tem variações: no Maranhão, esse deus da floresta se chama Caipora. Ele tem uma presença marcante nas lendas do sul brasileiro, e ganha o nome de Curupi no Paraguai e na Argentina.(5)

Os mitos brasileiros registram o conceito de caapora (caipora no norte e nordeste) para designar genericamente qualquer um dos espíritos da natureza que aparecem nas florestas. Mas Caapora também está associado aos pequenos animais selvagens, enquanto que Anhanga é o espírito que protege os animais maiores, como a paca, a anta, a capivara e o veado. A caipora nordestina é mulher, aparece quase sempre montada em um porco-do-mato, e ressuscita os animais abatidos.

O simbolismo universal das árvores é rico e complexo – e estimula a busca da sabedoria. Cada espécie de árvore irradia uma influência e uma vibração próprias, que os seres humanos buscam descrever com palavras. O espírito do cipreste, por exemplo, representa a imortalidade. O pinheiro, a árvore escolhida para as festas de Natal, é outro símbolo da vida espiritual. A acácia representa a verdade, assim como o sicômoro simboliza a bondade.

O carvalho é a árvore de Zeus, de Júpiter, e simboliza a força divina e o eixo do mundo. A aveleira, que dá a avelã, representa a fertilidade e ainda fornece a madeira de que são feitas as varinhas mágicas. A figueira e a oliveira simbolizam a abundância. A figueira também pode representar o eixo do mundo, como o carvalho. A videira é uma árvore sagrada tanto na tradição egípcia como na antiga Israel, e alguns a associam à Árvore da Vida. A mamona – que aparece na breve história bíblica de Jonas – simboliza a imprevisibilidade do futuro e nos ensina o desapego. Ela nos faz lembrar que, apesar das aparências, a vida raramente é linear e contínua.

Os significados e as influências espirituais das árvores são inesgotáveis. Em diferentes momentos da nossa vida, cada árvore – em um parque, uma rua ou um quintal – traz a nós mensagens diferentes. Devemos estar abertos ao diálogo silencioso com estes seres benéficos. Há inúmeras vantagens nisso.

Segundo o filósofo Plotino, todas as plantas buscam a felicidade. De fato, a filosofia esotérica ensina que, assim como os animais mais evoluídos já fazem força para aproximar-se do desenvolvimento mental, as plantas, por sua vez, avançam no sentido do desenvolvimento das emoções.

Ora, as árvores estão entre os habitantes mais sábios e evoluídos de todo o reino vegetal. Há inúmeros relatos de que elas são capazes, à sua maneira, não só de receber os nossos sentimentos de amizade mas também de responder a eles. Nossa pobre inteligência humana só tem a ganhar quando percebemos a inteligência das árvores. O conteúdo das lições que elas nos trazem, porém, depende da nossa capacidade de deixar de lado as coisas pequenas, que pensamos que conhecemos, e de abrir-nos para a magia da vida.


NOTAS.

(1) “The Life of John Muir”, de Linnie Marsh Wolfe, The University of Wisconsin Press, Wisconsin, EUA, 364 pp., ver p. 193.

(2) “Seven Taoist Masters”, tradução do chinês para o inglês de Eva Wong, Ed. Shambhala, Boston e Londres, 1990, 178 pp. Ver p. 19.

(3) Para saber mais sobre a importância decisiva das florestas na história das civilizações humanas, veja a obra “História das Florestas”, de John Perlin. Ed. Imago, RJ, 1992, 490 pp.

(4) Sobre a importância das árvores na cultura inglesa, veja a obra “O Homem e o Mundo Natural”, de Keith Thomas, Cia. das Letras, SP, 1988, 454 pp., especialmente as pp. 253-266.

(5) “Geografia dos Mitos Brasileiros”, Luís da Câmara Cascudo, Ed. Itatiaia (USP), SP, 1983, 345 pp., ver pp. 84-86.


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Veja o livro “A Vida Secreta da Natureza”, de Carlos Cardoso Aveline, Terceira Edição, Ed. Bodigaya, 2007, 158 pp. Visite www.bodigaya.com.br



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Chegará o dia em que este gesto será a regra...


Foto da frente de combate ao incêndio que devastou a Austrália.

Lindo Presente que ganhamos... Quero deixar aqui neste Cantinho que tem a mesma vibração...

Obrigada Lê !(Helena C. de Araujo)

NÃO BASTA APAGAR O FOGO (IMAGEM DO ANO)


São pequenos gestos que podem mudar o amanhã de alguém especial.
De vez em quando há coisas bonitas que valem a pena partilhar.
NÃO BASTA APAGAR O FOGO... 
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"Quem não entende um olhar, muito menos entenderá uma longa explicação."
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Essa é uma das imagens mais lindas que já vi. 
Olha a troca: olhar, gesto... Maravilhoso! 
O universo é um, não importa se somos um monte de átomos que forma a espécie (animal) humana, vegetal, estrelar...
Somos poeira atômica do mesmo sistema, do mesmo universo, não somos nem mais nem menos. O que nos faz maior ou menor é isso, esse gesto lindo que vem da chama divina que cada um possui mais ou menos acesa (alguns esquecem ou desconhecem que a possuem) dentro de si.



quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Nada está morto ou destituído de inteligência



Nada Está Morto ou Destituído de Inteligência


Toda Natureza é Consciente

A psicologia “moderna” mantém uma triste ilusão antropocêntrica: a ilusão segundo a qual o ser humano é o dono exclusivo da consciência.

Assim como outras áreas de conhecimento científico, a psicologia convencional parte da premissa de que o universo é inconsciente. Ela pensa que o mundo vegetal também é inconsciente. Ela vai além e considera que o mundo animal é inconsciente, e que o próprio ser humano é, amplamente, governado por algo que ela insiste em chamar de “inconsciente”.

O que vemos nesta situação é uma forma estreita de consciência imaginando que só ela própria é consciência, e que tudo o mais no universo é destituído de inteligência.

A arrogância − neste caso − é diretamente proporcional à ignorância. Em pleno século 19, H.P. Blavatsky escreveu:

“A ordem inteira da natureza evidencia uma marcha progressiva em direção a uma vida mais elevada. Há um planejamento na ação das forças aparentemente mais cegas. Todo o processo de evolução, com suas adaptações intermináveis, é uma prova disso. As leis imutáveis que eliminam as espécies fracas e frágeis, abrindo espaço para as fortes, e que asseguram ‘a sobrevivência do mais adaptado’, embora sejam cruéis na sua ação imediata − trabalham todas em função daquela grande meta. O próprio fato de que ocorrem adaptações, e que os mais adaptados realmente sobrevivem na luta pela existência, mostra que o que é chamado de ‘Natureza inconsciente’ constitui na verdade um agregado de forças manipuladas por seres semi-inteligentes (Elementais) guiados pelos Espíritos Planetários Superiores (Dhyan Chohans), cujo agregado coletivo forma o verbum manifestado do LOGOS imanifestado, e constitui ao mesmo tempo a MENTE do Universo e a sua LEI imutável.” [1]

E H.P. Blavatsky acrescenta, na edição original do texto, a seguinte nota de rodapé:

“Tomada em um sentido abstrato, a Natureza não pode ser ‘inconsciente’, porque ela é a emanação da consciência ABSOLUTA e portanto é um aspecto desta (no plano manifestado). Onde está o homem suficientemente audaz para pretender negar que a vegetação e mesmo os minerais têm uma consciência própria e peculiar? Tudo o que ele pode dizer é que esta consciência está além da sua compreensão.”

Esta é mais uma evidência no sentido de que, segundo a teosofia, não há matéria morta no universo, e a consciência universal permeia tudo o que existe. Em seu livro “A Lei do Triunfo”, Napoleon Hill escreveu sobre a inteligência presente em cada célula orgânica, e ligou este fato a certos hábitos de alimentação:

“As células de toda vegetação, bem como as da vida animal, são dotadas de um elevado grau de inteligência. (...) Pelo fato de que muitas formas animais (inclusive o homem) vivem de devorar os animais menores e mais fracos, a ‘inteligência celular’ desses animais que entram no homem e se tornam parte dele traz consigo o medo nascido da experiência de ter sido comida viva.” [2]

De fato, a literatura teosófica ensina que comer carne − isto é, comer cadáveres de animais − é algo que embrutece o ser humano, e este embrutecimento começa pelo nível da inteligência celular. Napoleon Hill aborda a interação entre as emoções e os órgãos digestivos do ser humano:

“Sabe-se que os aborrecimentos, as emoções ou os temores interferem com o processo digestivo e, em casos extremos, detêm inteiramente este processo (.....). É claro, pois, que o espírito cumpre um papel na química da digestão e da distribuição dos alimentos” [3]

Napoleon Hill discute a relação entre o estado de espírito do indivíduo e a inteligência celular do seu corpo físico:

“A preguiça não é mais do que o resultado da ação de uma mente pouco ativa sobre as células do corpo. (.....) As células agem de acordo com o estado mental, exatamente da mesma maneira como os habitantes de uma cidade agem de acordo com a psicologia da massa que a domina. Se um grupo de cidadãos eminentes procura fazer com que a cidade adquira a reputação de ‘progressista’, esta ação influencia a todos os que vivem ali. Uma mente ativa e dinâmica conserva as células do corpo em constante estado de atividade.” [4]

E ainda:

“Os pensamentos dominantes na nossa mente − ou seja, os pensamentos mais profundos e freqüentes que nos vêm − influenciam a ação do nosso corpo. Cada pensamento posto em ação pelo cérebro atinge e influencia todas as células do corpo.” [5]

Não existem, portanto, coisas ou seres inconscientes. Existem apenas seres e objetos cuja consciência nós ainda somos incapazes de perceber. Em algum momento, a psicologia convencional terá que adequar-se à verdade dos fatos e ir além da pretensão darwinista do século 19, segundo a qual a única forma existente de consciência é a consciência verbal do hemisfério cerebral esquerdo do ser humano, aquela consciência que rotula e classifica, e que julga o futuro com base no passado.

Na verdade, toda natureza é consciente, embora nem todos os seres tenham a consciência individualizada, ou percepção auto-consciente. Além disso, é importante saber que a percepção auto-consciente – de acordo com o budismo e a filosofia esotérica – é também uma forma de ilusão, de maya. Para que se alcance a sabedoria, ela deve ser transcendida, ao mesmo tempo que é preservada como instrumento.

O hemisfério cerebral esquerdo é útil, mas as inteligências das outras áreas cerebrais também devem ser usadas. (Um Estudante de Teosofia)

NOTAS:

[1] “The Secret Doctrine”, Helena P. Blavatsky, “Theosophy Company”, Los Angeles, volume I, pp. 277-278. Na edição da Ed. Pensamento, SP. Ver “A Doutrina Secreta”, vol. I, pp. 308-309.

[2] “A Lei do Triunfo”, de Napoleon Hill, José Olympio Editora, RJ, 18ª Edição, 1997, 736 pp., ver p. 132.

[3] “A Lei do Triunfo”, obra citada, p. 58.

[4] “A Lei do Triunfo”, obra citada, p. 609.

[5] “A Lei do Triunfo”, obra citada, p. 614.

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Fonte: "O Teosofista", boletim mensal de www.filosofiaesotérica.com

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Laboratório...


A vida é o cadinho que abriga a Alma...

A intenção é o fogo que cataliza a reação...

O laboratório?

O Planeta Terra, que possibilita a transformação...

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imagem: google

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A Saúde do Planeta Terra e o Apocalípse...


A Saúde do Planeta Terra e o Apocalipse! 


O que isso tem a ver com a nossa saúde e com as nossas ações?
 
Recentemente recebi de presente do meu amigo e professor Dr. Francisco di Biase (Gran Ph.d,. neurocirurgião e neurocientista, medalha Albert Schweitzer de Ciência e Paz -Albert Schweitzer University - Suiça) o seu mais recente livro denominado “Caminhos para a Paz” em co-autoria com Mário Sergio F. Rocha. Este livro é prefaciado por outro Gran Phd. Prof. Alfonso Roldan Moré que diz entre outras passagens assim: “ As civilizações tem passado por guerras absurdas que somente respondem aos piores instintos do ser humano... Este mundo se corrompeu ao ponto de converter o desenvolvimento tecnológico em um cenário teatral onde vemos um falso mundo feliz ao passo que as diferenças entre países pobre e ricos aumentam assim como também as enfermidades. (foto da capa do livro).
Em um trabalho de conscientização pela saúde e paz na Terra que desenvolvi no início de 2004, o prof. Francisco di Biase participou e frisa o seguinte: ... Se a humanidade não parar de poluir os rios, de contaminar o solo, se não pararmos de destruir o meio ambiente, dentro de no máximo 15 anos as cadeias alimentares que sustentam os ciclos biogeoquímicos do planeta vão se romper de forma irreversível e isso culminará no fim da nossa espécie e de todas as formas de vida... (ouça a faixa 11 do CD PAX de Celso Makhara.
Na realidade isto já está acontecendo sutilmente. Na revista planeta, edição 380, ano 32, páginas 20 a 23 temos uma brilhante matéria de um outro grande amigo, escritor, jornalista, filósofo, e facilitador da UNIPAZ que entre vários assuntos ele relata o seguinte: Uma pesquisa secreta, coordenada pelo pentágono e entregue ao presidente George Bush, indica que o caos climático e ambiental estará instalado em todo o mundo a partir de 2007.
 
Outro pesquisador sério, médico, professor Dr. Marco Marcondes (Biomedicina Quântica, homotoxicologista) afirma o seguinte: ...hoje na medicina quem não pratica medicina ecológica não está fazendo medicina (entenda-se medicina ecológica a medicina que vê o ser humano como parte de um todo, junto ao meio ambiente a suas interações macro e micro orgânicas, respeito pela natureza, holismo). 
Visto o nível das informações acima relatadas e a sua procedência dispenso a hipótese e comentários sobre 'teorias'. Isto tudo é a dura realidade que já estamos vivenciando. O apocalipse bíblico não nos relata sobre estes tempos? Mas o que isto tudo tem a ver com a nossa saúde já que esta coluna trata deste assunto? Provavelmente nenhum outro jornal do país e do mundo tenha mostrado esse tema da forma e do nível técnico que eu organizei com exclusividade para vocês amigos e leitores.Caso você ainda não tenha compreendido, as linhas a seguir serão ainda mais surpreendentes. 
 
John Robbins, Dr. Michael Klapper e inúmeros outros pesquisadores americanos lideraram uma pesquisa ampla, científica e revolucionária nos Estados Unidos. Os dados que se seguem são frutos desta e de outras pesquisas e de mais de 15 anos dos meus estudos em naturopatia e holismo. São dados técnicos verídicos e chegam a ser impressionantes.
O Dr. Michal Klaper ficou muito impressionado ao examinar o sangue de um paciente que irira fazer ponte de safena. Ele verificou que o líquido que flutua sobre o sangue em um tubo de ensaio que normalmente é transparente e amarelado, estava viscoso e não transparente. Ele analisou o sangue e perguntou ao paciente o que ele havia comido. A resposta foi, X-Burguer e Milk Shake. Verificou que a substancia viscosa no sangue era fruto desta alimentação hipercalórica e gordurosa por mais de 30 anos. Verificou também que em todos os casos de morte na sua especialidade assim como em várias formas câncer, apresentavam o mesmo resultado no sangue: Gordura saturada e colesterol. Milhares de exames sempre com o mesmo resultado. Verificou ainda que no Japão o índice de câncer de mama é seis vezes mais baixo que nos E.U.A., e que tudo isso está relacionado com a alimentação rica em maior ou menor índice de gordura. Juntou-se a outro pesquisador, o Ph.d. Dr. Colin Campbell que dirige e coordena um dos estudos mais completos da história médica mundial em 'Alimentação X Doença'. Esse estudo foi realizado na China. Nele foram avaliados 367 itens e envolveu 6.500 pessoas.
Um dos fatores mais importantes que foram observados foi:
 
90% da proteína consumida na China é de origem VEGETAL.
70% da proteína consumida nos EUA é de origem ANIMAL.
 
A mensagem foi clara. Se você que reduzir o risco de câncer, de infarto, de AVC entre outros, coma menos carne, menos laticínio, menos gordura, e coma mais hortaliças, frutas e grãos. Bioquimicamente o excesso de gordura animal aumenta os níveis de hormônios favorecendo o câncer. Bem, até aqui nada de muito novo, porém, quem presta atenção nesses detalhes? Vamos continuando que o principal está chegando.
Você amigo leitor, tem idéia do que envolve a produção da carne e do leite? Vamos entender o que a 'linha de montagem' para produzir gado está fazendo.
David Pimentel, Ph.d. - Entomology, Cornell University, verificou que população de gado nos EUA é quatro vezes superior a população humana. Isto produz uma quantidade enorme de esterco, 1,6 bilhões de toneladas. Mais ou menos 3 toneladas de esterco para cada americano. Uma população de 20 mil animais produz uma quantidade de dejetos equivalente a cidade de São José dos Campos. Estes dejetos vão sendo depositados no solo, formando quilômetros de montanhas de esterco. Parte dele é absorvido pelo solo, contaminando os lençóis freáticos, parte vai para os rios, para os lagos, etc. Sofrem a ação do vento e são espalhados pelo ar, pelas nuvens, pelas chuvas contaminando a população. Isso não acontece apenas nos E.U.A, isso acontece em todo país que segue o sistema de alimentação americana, que é o caso do Brasil. 
Para lavar 20 mil gados leiteiros diariamente é necessário uma quantidade incalculável de água potável, de produtos desinfetantes, inclusive nitratos os quais também escoam para os rios e lençóis freáticos. Isto contamina a água que se bebe. O nível de problemas congênitos nos bebês é enorme nestas regiões. Para limpar a contaminação feita por uma fazenda com 20 mil gados seria necessário gastar de 70 a 100 milhões de dólares.
O que comemos tem um impacto direto na nossa saúde e na saúde das águas e do planeta. As conexões são totais. Quando os primeiros colonizadores chegaram nas Américas (e em qualquer outra região), a maior parte dos continentes estavam cobertas por florestas exuberantes e muito capim nas planícies. O céu era claro, a água pura e o sol brilhava no horizonte. Hoje ao sobrevoar estas mesmas terras vemos que a maioria das florestas e planícies não existem mais, desapareceram; agora pasmem, não para dar lugar às cidades e ao asfalto, mas para dar lugar a pastagens e plantações.
Daí você pode dizer: temos que plantar para sobreviver. Porém a resposta é que a maior parte do que plantamos não é consumida pelas pessoas, mas sim pelos animais.
 
80% - do milho é consumido pelos animais.
90% - da soja e da aveia são para os animais.
 
Que efeito isto tem no meio-ambiente? Pesticidas, herbicidas, fungicidas altamente tóxicos são comuns na agricultura, causando graves problemas ambientais. Os nitratos dos adubos e outros produtos que escoam para os lagos e rios fazem as algas crescerem descontroladamente, sufocando as outras formas de vida, já que consomem todo oxigênio. Assim temos lagos mortos, sem vida, sem peixes. É um desastre para toda forma de vida que depende deste ecossistema. Então veja a nossa parte nisso tudo. Se comêssemos menos carne teríamos:
- água mais pura
- menos agrotóxicos na comida
- menos impacto ambiental
- mais saúde
- um mundo mais saudável
Em regiões onde a chuva é rara, é necessário fazer um sistema de irrigação para levar água até as plantações e para o gado. Poucas pessoas sabem quanta água é utilizada na irrigação de forragem. Normalmente pensamos que a maior parte da água é consumida pelas pessoas, mas foi observado que em Los Angeles, com seus 12 milhões de habitantes e milhares de piscinas, o maior consumo de água é para irrigar pastagens. Na realidade é maior que o consumo de todo estado da Califórnia. Calculou-se que para produzir 500kg de carne que chegam ao açougue foi consumido água suficiente para fazer flutuar um navio 'Destroyer'. Veja o gráfico a seguir e reflita:
 
 
para produzir se gasta em água
500g de maçã 200 litros
500g de batata 100 litros
500g de carne 2 milhões de litros
 
dados fornecidos pela Universidade da Califórnia
 
 
Quando compramos 1Kg de carne, pensamos que o preço é X reais, porém a realidade o verdadeiro custo deveria englobar a enorme quantidade de água consumida, vastas áreas de terra devastadas, a contaminação dos ciclos que sustentam a vida, o custo ambiental, etc.
Se mudarmos nossa alimentação, comendo menos carne, haverá uma quantidade enorme de terra disponível para se fazer coisas maravilhosas. Pode-se reflorestar milhões de hectares, auxiliando inclusive no problema do aquecimento global. Florestas saudáveis seriam uma reserva permanente de madeira para construir casas. Fornecem oxigênio para o ar, retira o dióxido de carbono, estabiliza o solo, purifica a água, proporciona habitat para a flora e para a fauna, atrai o turismo. Resumindo, uma floresta saudável vale mais que capim com uma vaca em cima.
Teríamos uma redução drástica nos impactos ambientais, menos infartos, menos derrame, menos AVC, menos diabetes. Seríamos mais esbeltos, mais saudáveis e mais felizes. A natureza é uma comunidade, é um ser vivo e nós fazemos parte de tudo isso. A saúde na Terra e a vida da Terra está em nossas mãos.
 

Celso Zymon

imagem: google


quarta-feira, 29 de abril de 2009


Gripe Suína - Quando a humanidade "perde" para um vírus


Há uns dias atrás participei de uma reunião onde estava um querido professor, médico há muitos anos. Só fui porque era realmente muito importante, pois uma gripe terrível havia me "derrubado" e eu estava realmente em um estado lamentável. Quando o professor me viu, expressou espanto e ao mesmo tempo, perplexidade quando me disse:
- Não acredito que um vírus te venceu! Um organismo microscópico foi capaz de invadir teu campo de energia, se instalar e causar tudo isso? Nossa! Em que estado você estava para isso acontecer...

Ele falou em tom de brincadeira, é claro... Só que acredito que nada acontece por acaso e já que ficar de cama era inevitável, me pus a pensar no que havia acontecido no período anterior à gripe. Como estaria meu estado espiritual, mental e emocional para que um vírus conseguisse atravessar todos esses estágios?

E só existe uma conclusão: puro desamor...

E o desamor, principalmente por nós mesmos é que abala o timo, uma glândula que está presente perto de nosso coração e produz o "linfócito T", hormônio responsável pelo sistema imunológico.

Em algum momento me entristeci, não me amei, faltou amor. Ou a quantidade de amor não foi suficiente. Então o vírus vence, soberano!

Muitas pesquisas já demonstram que seres amorosos não adoecem. São felizes. Imunes. Testes já foram realizados com monges que dedicam sua vida pela humanidade, que permanecem em oração, que amam incondicionalmente. Adivinhe o resultado? Saúde! A energia da oração, do amor universal, aquele amor de verdade, que Jesus sentia por todos os seres, irriga linfócito T na corrente sanguínea, produzindo saúde, bem-estar, imunidade. Pesquisas demonstram que a vida simples do campo, perto da natureza também traz imunidade.

Pois bem, eis que surge nos últimos dias uma gripe suína. Um vírus destrutivo, avassalador, que destrói a imunidade e pode matar.

E ontem (27/04/09) em nota oficial, a OMS (Organização Mundial da Saúde) comunica que o vírus não pode mais ser controlado porque se espalhou por todo o Planeta. 
E que as vacinas podem levar de quatro a seis meses para serem produzidas.

O que observamos na maioria das pessoas? Medo. Pânico. Angústia.

O que esquecemos é que já aconteceu a doença da vaca louca, a gripe aviária e não aprendemos. Não entendemos o recado. Nossos peixes vivem em mares e rios poluídos, cheios de dejetos que são frutos de nosso desequilíbrio e ignorância.

Talvez tenha chegado a era de o ser humano repensar o consumo de carne... Isso deve ser repensado antes de nossa extinção...

Esse é o maior recado que uma pandemia pode causar. Pandemia é uma doença que atinge a maioria dos povos da Terra. Perto disso, epidemia é fichinha.

Uma pandemia como a AIDS ou como essa gripe suína que mata e se prolifera rapidamente, sempre tem uma mensagem para todos nós...

É lamentável que a humanidade criada à imagem e semelhança da Divindade esteja tão distante de seu Criador ao ponto de se deixar dominar por um vírus... Um vírus! Tão pequeno, tão invisível, mas tão cheio de propósitos em causar destruição!

Repense suas atitudes, pensamentos, sentimentos. O que você tem feito ultimamente?

Tem conseguido sentir amor, inclusive pelos seus desafetos?

Tem conseguido expressar-se, dizer o que sente vontade, ou é apenas uma marionete que obedece ao sistema, a moda e à mídia de cabeça baixa?

Chegou a hora de sermos amorosos, livres e questionadores, mas não de forma agressiva. Questione com o seu coração, em meditação e com paz se o que você tem feito lhe agrada, lhe traz tranqüilidade e harmonia.

O maior escudo imunológico que podemos conquistar parte do nosso peito e de nossa consciência alinhados com o mesmo propósito: amor, humildade e unidade.

E MUDE O QUE FOR PRECISO PARA TONAR-SE MAIS AMOROSO! É URGENTE!

Urgente porque nesse mês de abril nosso coração está se preparando em nível de DNA para receber as grandes ondas amorosas que o Universo está emitindo para que possamos sincronizar nosso coração com o coração do universo. Então aproveite essa época, até o Wesak (09/05/09) para abandonar velhos conceitos, reformar-se, perdoar quem precisa ser perdoado e aprender a amar.

DICAS:

1) Fitoenergética - Acredito que as plantas podem nos ajudar nesse momento de transformação e preparação para o amor. Então, preparei um composto Fitoenergético para promover imunidade e ajudar a desenvolvermos sentimentos amorosos e compassivos:

Misturar em um pote as seguintes plantas desidratadas:

Guaco +Pêssego+Jambolão+ Tília+ Marmelo+ Hortelã

Separar uma colher de sopa dessas ervas e deixar em infusão na água quente, como um chá . A água deve ser aquecida no fogo, pois microondas e aquecedores elétricos prejudicam a energia das plantas. 

Beber este chá duas vezes ao dia, preferencialmente ao acordar e antes de dormir, durante 21 dias.

2) Wesak: No dia 09 de Maio de 2009, às 04:02 da manhã acontece o Wesak, o Festival que comemora a vinda de Buda ao Planeta Terra. É um dos maiores ápices de energia do ano e para nos sintonizarmos com o amor e a luz búdica, podemos desde agora entoar a Grande Invocação, o maior número de vezes que conseguirmos durante o dia e à noite:

A Grande Invocação

Do ponto de Luz na Mente de Deus
Flua luz às mentes dos homens
Que a luz permaneça na Terra

Do ponto de amor no coração de Deus
Flua amor aos corações dos homens
Que o Cristo volte à Terra

Do centro onde a vontade de Deus é conhecida
Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens
O propósito que os Mestres conhecem e seguem

Do centro a que chamamos Raça dos Homens
Que se manifeste o Plano de amor e luz
E confirme a vontade para o bem

Que a Luz, o Amor e o Poder
Mantenham o Plano Divino sobre a Terra

Que Assim Seja e Sempre Será
Porque Assim É!

Com muito amor,

Patrícia Cândido
patricia@luzdaserra.com.br
http://www.luzdaserra.com.br/index/


Parabéns e te agradecemos Patricia, por este texto!

Namastê!

imagem: google

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Deixe a raiva secar...


Deixe a Raiva Secar


 Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá,
todo azulzinho, com bolinhas amarelas.

No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar. Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã.

Júlia então, pediu á coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.

Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial. 

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.

Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: "Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão."

Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações.

Mas a mãe, com muito carinho ponderou: "Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa?
Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou.
Você lembra o que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa. Deixe a raiva secar primeiro. “Depois fica bem mais fácil resolver tudo."

Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão.

Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão.

Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
"Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.
Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa."

"Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou."

E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.

Nunca tome qualquer atitude com raiva.

A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são.

Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta diante de uma situação difícil.

Lembre-se sempre: Deixe a raiva secar!




Postado por Dalton: http://www.consciencial.org .


domingo, 5 de abril de 2009

Iniciação Total



INICIAÇÃO TOTAL
 
- Por Huberto Rohden -
 
Enquanto algo é meu,
Não pode triunfar o EU.
Meus são bens de fortuna,
Meus são amores de homem ou mulher,
Meus são filhos, parentes, amigos,
Meu é o prestígio social de que gozo,
Meus são o corpo e o intelecto.
 
Nada disto, porém, sou Eu.
Eu sou o sujeito central,
Meus são os objetos periféricos.
E esses objetos são velhos companheiros meus,
Crudelíssimos tiranos,
Desde o meu nascimento,
Poucos decênios atrás.
 
Esses objetos são velhos companheiros,
Onipotentes ditadores,
Do gênero humano,
Há muitos séculos e milênios.
 
Haverá esperança de que eu possa
Realizar a minha libertação?
Que eu possa viver, aqui na terra,
Sem esses objetos escravizantes?
Sem esses queridos "meus"?
Sem esses idolatrados fetiches?...
 
Não! Ninguém pode desfazer-se desses ídolos
E continuar a viver.
Já compreendi que iniciação
Não é algo que eu possa adicionar
À minha vida horizontal,
Como um belo enfeite,
Como um colar de pérolas.
 
Compreendi que iniciação,
A morte total desta vida,
E algo inédito e inaudito,
Até agora vivida...
 
Iniciação não é continuação
De algo preexistente.
Não!
 
É o fim de tudo que foi e é.
E o início de tudo que deve ser...
Iniciação é algo virgem,
Um novo "fiat lux" creador.
Não é remendo novo em roupa velha,
Não é vinho recente em odres gastos.
Não!
 
Iniciação é morte total
Do "homem velho",
E ressurreição integral
Do "homem novo".
Nem um átomo da bagagem do ego
Passa para além da fronteira.
Porque o ego só conhece o que é "dele",
E ignora o que é "ele".
 
O meu verdadeiro
Eu nada sabe
Desse mundo dos meus,
Desses pequenos e grandes nadas
Que parecem ser algo.
Iniciação é verdade suprema,
Incompatível com a menor das ilusões.
 
Ergue-te, pois, sobre asas levíssimas,
Meu grande Eu divino,
Meu átomo crístico!
E lá das excelsas alturas
Dominarás todos os "meus",
Sem seres por eles dominado...
 
- Nota de Wagner Borges:

Esse texto foi selecionado daquele que é considerado o melhor trabalho de Rohden: "Escalando o Himalaia". Nesse livro o autor se revela por inteiro, de coração aberto, totalmente entregue ao leitor. Em cada texto dele emerge a voz dos iniciados que se entregaram integralmente ao Grande Arquiteto Do Universo, Senhor de todas as iniciações, Hierofante Maior dos hierofantes, Luz das luzes.
Mais do que evidenciar o Rohden filósofo, os textos desse livro evidenciam o Rohden de dentro, iniciado e alpinista do espírito, mestre das escaladas no Himalaia de dentro, que, com grande inspiração leva o leitor a profundas reflexões sobre si mesmo e a vida.
Fica aqui a sugestão de leitura desse livro do grande Huberto Rohden, verdadeiro bálsamo na inteligência e no coração, e pérola literária permeada pela inspiração dos iniciados nas artes do espírito.
Rohden, meu velho, muito obrigado por tudo o que venho aprendendo em seus livros, e também pelas experiências espirituais que você vem me propiciando ao longo dos anos. 
Como você sempre disse: "Só quem é guiado é que pode guiar alguém."
Então, que Deus nos guie, para que guiemos nossas vidas, nossos pensamentos, nossos sentimentos, nossas energias, nossos filhos, nossos amigos, e a nós mesmos, na direção daquelas vibrações do discernimento e da luz.
Sim, meu velho, é o Grande Anônimo que nos guia.
Que seja feita a vontade Dele, e não a do nosso ego.
Valeu, Rohden!

imagem google.

sábado, 28 de março de 2009

Nem Darwin, Nem Igrejas




Ciência Materialista e Dogma Religioso
São Os Dois Lados De Uma Moeda Falsa
 
 
Carlos Cardoso Aveline
 
 
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O texto a seguir foi produzido
originalmente para o e-grupo
SerAtento, de YahooGrupos.
 
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Amigos, 
 
 
Todos querem um planeta saudável e uma sociedade justa. 
 
Mais que um mero desejo ou esperança, este é um projeto histórico que vale a pena alimentar. Mas é sempre oportuno perguntar-nos o que estamos fazendo a respeito. 
 
Pensar que 'nada podemos fazer em relação a isso' seria, provavelmente, um pretexto e uma justificativa para não fazer aquilo que está, efetivamente, ao nosso alcance e pode ser feito.  
 
A vida física segue a vida do pensamento. A nossa relação com o mundo concreto e visível é sempre uma materialização do que ocorre antes nas mentes. Só uma espiritualidade planetária e e uma filosofia universal podem abrir caminho para uma sociedade planetária e uma cultura global baseada na fraternidade. E o caminho está sendo aberto.  
 
No início do século vinte, Robert Crosbie escreveu: 
 
'Se queremos uma civilização melhor que a que temos agora, somos nós que devemos começar agora mesmo a fazê-la. Mais ninguém a fará para nós. Temos que colocar em movimento as linhas que levam a uma verdadeira civilização, a partir de uma base verdadeira; mas se pensamos que não somos capazes de fazer muita coisa, e não fazemos o que está ao nosso alcance, é certo que nunca poderemos fazer mais.' [1]  
 
É um erro projetar sobre os outros o dever ético de tomar uma pequena iniciativa para que as coisas melhorem. Mas devemos examinar com calma a seguinte pergunta: 'O que deve ser feito?' Aparentemente, as possibilidades e as opções são muitas. Mas o mais importante é construir os alicerces. Um prédio firme necessita alicerces sólidos. Podemos somar-nos mais ativamente aos que estão construindo as bases e premissas de uma sociedade correta. Em que plano da realidade estão os fundamentos de uma civilização?  
 
As civilizações começam no pensamento. As bases do futuro não são físicas, mas mentais.  
 
O que é que necessita ser mudado exatamente? O que há de errado com a sociedade atual? 
 
A árvore se mede pelos frutos. A visão Igrejista de mundo – como podemos ver pela história dos últimos 15 séculos – contraria o ideal do Jesus do Novo Testamento e produz guerras, injustiça, intolerância e, paradoxalmente, um materialismo destituído de alma.  
Por outro lado, a visão darwinista da vida encerra um longo ciclo histórico com um materialismo consumista baseado na ideia da competição pura e simples. O darwinismo compete com o Igrejismo para dar a base filosófica da civilização atual, e busca legitimar-se com base na ideia 'cientifica' da competição. Mas para afirmar-se o darwinismo necessitou e ainda necessita ignorar uma verdade inconveniente. O fato incômodo é que a ajuda mútua constitui o grande fator da evolução em todos os reinos da natureza. A competição é um fator menor e complementar. Como demonstrou Piotr Kropotkin, a regra geral é o apoio mútuo e a complementariedade entre os indivíduos e entre as espécies. [2]
 
 
No plano social, uma civilização mais conscientemente solidária pode emergir de uma filosofia e de uma visão de mundo universais. A filosofia teosófica não supera apenas os dogmas irracionais impostos pelas Igrejas. Ela resgata parte do pensamento de Kropotkin a respeito da evolução humana, e faz isso a partir de uma proposta abrangente da vida no planeta e no cosmo. A teosofia supera a visão fragmentária do darwinismo, e ensina a lei da fraternidade entre todos os seres. Esta lei é uma consequência da lei do carma. A vida entre irmãos nem sempre é fácil, como se sabe. Mas isso não nega o fato da fraternidade, nem elimina o fato de que a solidariedade é a regra. A competição – quando deixa de ser um fator secundário e passa a ser visto como principal – leva à destruição mútua. E isso não é bom. 
 
Fraternalmente, Carlos. 
  
NOTAS: 
 
[1] 'A Book of Quotations From Robert Crosbie', Theosophy Co., Mumbai, India, 107 pp., ver pp. 61-62.  
 
[2] Leia-se por exemplo a obra 'El Apoyo Mutuo', de Piotr Kropotkin, Editorial Proyección, Buenos Aires, 1970, 328 pp. Edição em inglês, 'Mutual Aid, a Factor of Evolution', Peter Kropotkin, Dover Publications Inc., New York, 2006, 312 pp. O pensamento de Kropotkin, príncipe russo e anarquista não-violento, tem pontos em comum com a teosofia no que tange a evolução das espécies. 

 Fonte: www.filosofiaesoterica.com

imagem: Google