segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

A Chave da Felicidade...


A chave da felicidade

:: Elisabeth Cavalcante :: 


“Acho que sou feliz.
Eu quero tudo o que tenho,
só desejo o que posso 
E sou da minha idade.
Será isso a tal felicidade?"
Climério Ferreira - poeta e compositor piauiense.

É incrível como aqueles que vivem conectados plenamente com sua sensibilidade e atentos aos pequenos detalhes que compõem a riqueza da vida, como os artistas, acabam por contatar a sabedoria divina que habita neles, sem que façam qualquer esforço neste sentido.

Os versos acima, escritos por um poeta e compositor popular, revelam em poucas palavras os ensinamentos que os Mestres espirituais têm transmitido ao longo de muitos anos.

Expressam de modo simples e objetivo o segredo para se alcançar a felicidade, que nada mais é do que aceitar tudo o que possuímos e recebemos da vida, como um bem precioso. Ao invés de renegar o que a existência nos atribui, devíamos querer exatamente o que recebemos, desejar apenas o que está ao nosso alcance e vivenciar nossa idade cronológica de modo natural.

Numa época em que muitos correm atrás da eterna beleza física, - como se somente ela simbolizasse o sentido da palavra juventude -, e se recusam a aceitar que o tempo passa, assumir a idade que se tem de modo sereno é uma conquista ao alcance somente daqueles que já alcançaram um grau considerável de consciência, e já não se deixam arrastar pelos apelos da massificação.

De acordo com os ensinamentos do budismo, o desejo é a fonte de toda a infelicidade, pois ele nos torna eternamente insatisfeitos com aquilo que possuímos, e leva-nos a criar um novo desejo tão logo alcançamos algo pelo qual tenhamos ansiado intensamente.

Naturalmente isto acontece porque vivemos em função da mente, cuja principal característica é criar desejos, expectativas e metas a serem atingidas, e colocar a nossa chance de felicidade sempre no futuro. Enquanto corremos atrás de tudo aquilo que ainda não possuímos, o valor do que já está ao nosso alcance passa despercebido, na maior parte do tempo.

Conquistar um estado de Ser espontâneo, autêntico e natural, é viver o momento presente de maneira total, focando-se naquilo que acontece nesse exato instante, ainda que nele estejamos sofrendo alguma dor ou tristeza. Vivenciar plenamente o agora é assumir essa tristeza, mas não se apegar a ela de modo patológico, ou enxergá-la como nossa única condição de vida.

É possível descobrir na tristeza e na dor uma nova consciência, a de que a existência é uma imensa colcha de retalhos, que vamos compondo com pedaços belos e outros nem tanto. Mas todos, juntos, formam um rico painel, composto não só de cor como de sombra. Sem qualquer um deles, o resultado não seria o mesmo e certamente ficaria incompleto, e nos impediria de compreender o real significado da palavra Todo.

“Até agora, você viveu de um determinado modo - você não gostaria de viver de um modo diferente? Até agora, você pensou de um certo modo - você não gostaria de vislumbrar novas perspectivas? Então fique alerta e não dê ouvidos à mente.

A mente é o seu passado, tentando, constantemente, controlar o seu presente e o seu futuro. É o passado morto que continua a controlar o presente vivo. Simplesmente fique alerta com relação a isso.

Mas qual é o caminho? Como a mente continua a fazer isso? A mente o faz com o seguinte - ela diz: ‘Se você não me der ouvidos, não será tão eficiente quanto eu. Se fizer uma coisa habitual, poderá ser mais eficiente, porque já a fez antes. Se fizer uma coisa nova, você não poderá ser tão eficiente’. 

A mente continua a falar como um economista, um especialista em eficiência.
Continua a dizer: ‘É mais fácil fazer isso assim. Por que fazer do modo mais difícil? Siga a lei do menor esforço’.

Lembre-se: sempre que você tiver duas coisas, duas opções, escolha a nova. Escolha a mais difícil, escolha aquela que exigirá maior consciência. Em vez da eficiência, escolha sempre a consciência. Assim, você criará a situação ideal para a meditação. 

Tudo isso são apenas algumas sugestões; a meditação acontecerá - não estoudizendo que apenas por realizá-las você entrará em meditação,- mas elas serão úteis: produzirão em você a condição necessária, sem a qual a meditação não pode ocorrer.

Seja menos eficiente, porém mais criativo. Deixe que esse seja o estímulo. Não se preocupe muito com fins utilitários. Em vez disso, lembre-se constantemente de que você não está aqui na vida para se tornar uma mercadoria. Você não está aqui para se tornar algo útil; isso seria pouco digno. Você não está aqui para se tornar cada vez mais eficiente. 

Você está aqui para se tornar cada vez mais vivo; você está aqui para setornar cada vez mais inteligente; você está aqui para se tornar cada vez mais feliz, extasiantemente feliz. Mas isso é totalmente diferente dos caminhos da mente”. 

OSHO – Criatividade.

imagem: Felipe Pombo


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Os Arquétipos Como Um Reflexo


Os Arquétipos como um Reflexo

Os arquétipos são, num certo sentido, projeções dos reflexos de todas as qualidades emocionais que vêm do âmago da experiência humana – a força e a fraqueza, o amor e o ódio, a coragem e o medo. Eles nos mostram de frente e de costas, mostram nossa luz e nossa sombra, nossa qualidades positivas e negativas, o espírito multifacetado da consciência humana – o Herói e o Vilão, o Bobo e o Sábio, o Que Dá e o Que Recebe, o Destruidor e o Agente de Cura.
Nossas experiências cotidianas no mundo refletem os arquétipos que colecionamos em nosso mundo emocional interior, reconhecer esse fato pode nos ajudar a entender nossas motivações e comportamentos mais claramente. Por exemplo, quando nos sentimos desamparados frente a situações difíceis, podemos se identificados como o arquétipo da Vítima. Mas podemos constatar também que temos outros arquétipos mais positivos, como o da Mãe, o do Guerreiro, ou o do Sábio. Quer sejamos homens ou mulheres, essas qualidades arquetípicas existem dentro de cada um de nós tanto como um ideal, quanto um potencial a ser expresso em nossa própria vida. Podemos nos incorporar essas qualidades nos amando e cuidando de nós mesmos – em outras palavras, tornando-nos nosso próprio arquétipo da Mãe, do Guerreiro ou do Sábio. Criar arquétipo saudáveis em nossa vida é fundamental para a cura e para o crescimento pessoal.
Quando ampliamos nossos arquétipos dessa forma, temos a oportunidade de entrar em contato com os centros mais elevados de consciência, e de viver de acordo com a profunda sabedoria que temos dentro de nós. Para que cresçamos interiormente, a energia de qualquer arquétipo problemático ou negativo deve ser dissipada, de modo que possamos liberar a energia vital que ele está bloqueando. Precisamos com urgência dessa energia para seguir adiante na nossa vida, fazendo-a florescer.

Fonte: As Várias Etapas da Autodescoberta.  Ambika Wauters, Ed. Cultrix

imagem: Google

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O que são Arquétipos?


O que são Arquétipos?

Os arquétipos surgiram do âmago da experiência humana. Eles representam as qualidades positivas e negativas que existem dentro de cada um de nós. Cada arquétipo representa um padrão fixo e específico do comportamento humano: são arquétipos típicos as divindades da Grécia e da Roma antigas, os deuses e as deusas da guerra, do amor, da cura, da comunicação e tantos outros.

Os arquétipos estão personificados nos personagens que aparecem nos mitos e no folclore, através dos tempos - a Linda Princesa, a Buxa Malvada, o Cavaleiro da  
Amardura Reluzente e muitos outros mais. Eles também são as projeções do glamour e da excitação que vemos atualmente no cinema e na televisão. A imagem de Marylin Monroe, por exemplo, é uma forma de beleza e de sensualidade arquetípicas, que representa o arquétipo da Sereia ou da Vamp. 

Reagimos aos arquétipos porque eles espelham aspectos do nosso próprio inconsciente. Então, quando um personagem arquetípico - seja um herói ou um vilão, uma madrastra malvada ou uma criança orfã - é retratado num filme ou numa peça de teatro, somos tocados pela profunda reação emocional que o personagem nos desperta e algo dentro de nós entra em ressonância com ele.


Os arquétipos emergem como heróis ou vilões de todas as culturas. O arquétipo do Guerreiro tem sido representado por Davi, no Velho Testamento, por Aquiles e por Ulisses, na Mitologia Grega e pelo Rei Artur, nas histórias da Távola Redonda. Ele aparece em todos os mitos e histórias que tratam da busca do Herói. A quintessência do arquétipo do macho de nossos dias é Rambo. O motivo de gostarmos tanto dessas histórias é que elas conservam o encanto do arquétipo do Guerreiro, que triunfa sobre terríveis imprevistos. Todos nós podemos nos relacionar com esses mitos, uma vez que todos eles desempenham um papel na nossa vida.

Os arquétipos são universais. O arquétipo da Mãe, por exemplo, existiu ao longo da história sob disfarces variados, e é valorizado em todas as culturas. Ele representa o princípio feminino da criação, não importa como seja chamado: Maria, Ísis, Ishtar, Quan Yin, ou Sofia. esse arquétipo é o espírito do amor, da pureza e da gentileza que vive dentro de todos nós. 

Fonte: As várias etapas da autodescoberta, Ambika Wauters, Ed. Cultrix

imagem: Professional Blogger

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Entregue-se e terá sucesso...


Entregue-se e terá sucesso.

Curve-se, e ficará de pé.

Esvazie-se, e será preenchido.

Abandone o velho, e deixe o novo entrar.

Fique com pouco, e terá espaço para receber mais.

Os Sábios se destacavam, porque se vêem como parte do Todo.

Brilham, porque não pretendem impressionar.

Empreendem grandes coisas, porque não buscam o reconhecimento.

A sabedoria deles está contida no que são, não em suas opiniões.

Como se recusam a lutar, ninguém luta com eles.

  Os antigos diziam: "Entregue-se e terá sucesso."

Será essa uma frase sem sentido?

Tente.

Se você for sincero, encontrará a realização.

Tao-Te King, de Lao-Tzu, Capítulo22 (Piatkus, 1995, apud. Ambika Wauters.)

imagem: Sai Baba, Google.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Os Modos do Pensamento, Segundo as Tradições Espirituais


Os Modos do Pensamento, Segundo as Tradições Espirituais 

Wagner Borges

 
Nós somos o que pensamos.
Muito mais do que imaginamos.
Muito mais do que supomos.
Mais ainda do que sentimos. 

Se pensarmos melhor, melhor seremos.
Isso é lei básica do pensamento.
A energia segue automaticamente o que pensamos.
Logo, melhora as energias quem pensa melhor.

Quem pensa em melhorar, melhora só de pensar.
O pensamento é o artífice do destino.
Cada pensamento é um sulco na mente,
Por onde correm as energias e os sentimentos.

Cada escolha, modos do pensamento.
Cada ato, escolha do pensamento.
Cada destino, modos de escolha.
Cada um é o que pensa! 

Quem pensa, escolhe; Quem semeia, colhe.
Quem planta cerejas, colherá cerejas.
Quem semeia vento, colherá tempestade.
Quem semeia luz, já melhora, só por semear. 

Cada ato é pensamento exteriorizado.
Cada palavra é a sonorização do pensamento.
Cada gesto é movimento do pensamento.
Cada energia manifestada, modos do pensamento. 

Pensamos, logo existimos.
Ou, melhor, existimos porque pensamos.
Ou, seria mais acertado dizer?:
"Pensamos, logo complicamos!" 

O pensamento vai e vem pelos sulcos...
Sua natureza é o movimento.
E esse é o seu tormento: a agitação.
O remédio: a meditação. 

* * *

Ao longo dos milênios, os sábios espirituais vêm falando aos povos 
sobre a necessidade da educação dos pensamentos e emoções. Cada um deles, de acordo com o contexto de sua época e cultura, falou as 
mesmas verdades. 

Alguns deles foram direto ao ensinamento, outros escolheram o caminho das parábolas, e outros mais ensinavam pelo olhar silencioso e a consciência expandida em outros planos invisíveis ao olhar comum.

Seja pelos caminhos iniciáticos do antigo Egito ou da Grécia, ou pelos caminhos iogues ou taoístas, ou ainda, pelos ensinamentos budistas ou sufis, surge sempre a ênfase na educação do pensamento. 

Seja ensinado por Jesus ou Buda, Krishna ou Mahavira, Maomé ou Ghandi, o certo é que a melhoria dos pensamentos é um dos fundamentos básicos para qualquer ser humano interessado em progredir na senda espiritual. 

Baseado nisso, vamos olhar algumas dicas sobre os modos do pensamento, extraídas de várias fontes espirituais. 

Hermetismo: PENSE NA LUZ! SEJA LUZ! O TODO ESTÁ EM TUDO! RÁ!
Cristianismo: PENSE NO BEM DE TODOS! PRATIQUE O AMOR! AMÉM!
Budismo: PENSE NA PAZ! SEJA UM CANAL DE COMPAIXÃO! OM MANI PADME HUM!
Hinduísmo: PENSE NO DIVINO QUE VOCÊ É! OM... OM... OM!
Taoísmo: PENSE NO TAO! SEJA SERENO! DANÇE COM O CHI!
Sufismo: PENSE LEVE! RODOPIE COM A LUZ! FESTEJE A VIDA!
Islamismo: PENSE FIRME NO DIVINO! ELE É LUZ SEM IGUAL! 

Lançando um olhar universalista sobre esses ensinamentos espirituais, nota-se, claramente, que se destaca o toque consciencial de pensar em valores maiores e baseados na LUZ. Talvez o modo do pensamento mais adequado aos nossos esforços seja esse: PENSAR LUMINOSAMENTE! 

É óbvio que é mais fácil falar ou escrever sobre isso, do que praticar e melhorar o clima mental, passo a passo, na prática do viver diário, sempre cheio de coisas para complicar essa boa intenção. Mas, é certo que, mesmo só pensando nisso inicialmente, já melhoramos só de pensar. Pelo menos, é melhor do que nem pensar nisso.
Ou seja, pensar nisso já é LUZ!

Fonte: IPPB

imagem: Indio

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A Escravidão Está Na Mente


A Escravidão Está Na Mente 


  Radha Burnier  
  Presidente Intenacional da Sociedade Teosófica 

 
Uma bem conhecida sentença em um dos Upanishads, afirma que a mente, por si só, é causa, tanto da escravidão, como da libertação do homem. A maioria das pessoas acreditam que está presa pelas circunstâncias e agem como se fossem vítimas, porque não compreendem as forças e condições existentes em torno delas. O homem primitivo, que observava o relâmpago e o trovão, o desaparecimento do sol e a descida da escuridão sobre a terra e vários outros fenômenos, sentia-os como ameaças e que ele devia apaziguar os deus e, para isso, recorrer a feiticeiros, aprender encantamentos, erigir colunas totêmicas e fazer todo tipo de coisas para afastar o mal que ele acreditava pudesse sobrevir. Os mesmos fenômenos, vistos pelo homem moderno, não geram nele mais o medo, porque o conhecimento o fez compreender as leis e forças operando por detrás dos fenômenos. 

Há uma teia de forças na natureza que cria as condições nas quais as pessoas vivem. Elas incluem forças como a gravidade, a eletricidade e o magnetismo. O homem sabe como essas forças funcionam e é capaz de predizer as condições que serão criadas. Pode controlar as circunstâncias em torno dele, alterando e regulando tais leis. O conhecimento habilita-o a mudar as condições e a não considerar a si mesmo como vítima delas. Esta é a posição do homem agora em relação àquela parte do mundo fenomênica que passou a compreender. 

Vôos à Lua e comunicação através de satélites com distantes partes da terra são maneiras de conquistar o ambiente. Mas o conhecimento do homem, mesmo agora, pertence a um campo muito limitado. Os homens brilhantes que podem manipular a natureza e neutralizar as forças de gravidade, etc., são também vítimas das circunstâncias no campo psicológico. A ignorância torna-os temerosos e inseguros e tão escravizados pelas forças interiores, quanto o homem primitivo o era em relação às forças externas, físicas. No campo psicológico também, as forças criam as condições e aquele que quiser ser livre e destemido, deve compreender as leis que operam. Uma das três grandes verdades proclamadas no livro “O Idílio do Lótus Branco”, declara: “CADA HOMEM É SEU ABSOLUTO LEGISLADOR, O DISPENSDOR DE GLÓRIA OU ESCURIDÃO PARA SI MESMO, O DECRETADOR DE SUA VIDA, RECOMPENSA E PUNIÇÃO”.

Em outras palavras, cada homem cria as condições ao seu redor, o seu carma. A escravidão nada mais é senão a prisão construída pelas forças-cármicas que cada um cria. A escrividão diz-se estar no ciclo de nascimentos e mortes, a compulsão para o sofrer. São modos diferentes de afirmar a mesma coisa.

A maioria das pessoas acredita que pode escapar das conseqüências de seus atos, mentais e físicos. Existem algumas que reconhecem, pelo menos teoricamente, que não é possível escapar das conseqüências das forças que liberam, mas não crêem realmente nisso. Se acreditassem no carma, seriam extremamente cuidadosas acerca de tudo o que fazem, o que pensam e sentem, seu relacionamento com as outras pessoas e assim por diante. A fraqueza da crença é tornada evidente pela negligência na conduta. È possível escapar às conseqüências de um ato no mundo físico durante o curso de uma vida. No caso de uma pessoa que rouba, ela pode ser presa imediatamente ou sua falta pode permanecer encoberta durante muito tempo; mas não pode escapar dos resultados indefinidamente, pois “os moinhos de Deus moem lentamente”, trituram até pedaços extraordinariamente pequenos. No entanto, o que é mais sério não é a descoberta do roubo e a pessoa ser presa, mas o efeito da conseqüência imediata no campo psicológico. 

Aquele que engana outra pessoa e pensa que pode ir embora, ilude-se dolorosamente. Muitas pessoas encobrem fatos ou os deturpam ao relatá-los, pretendendo serem diferentes do que são. Não é raro se mostrar uma face diferente sob circunstâncias diferentes. Tudo isso acontecem porque no fundo da mente há um sentimento de que se pode escapar. Na verdade, porém, há um efeito imediato quando há qualquer ação. Quando há um ato de enganar, dá surgimento a um certo “momento” na psique da pessoa. Esta é a a imediata, mas invisível conseqüência. Há muitas coisas na psique que não são percebidas. Há as memórias conscientes e também as inconscientes. Se você encontra alguém a quem não vê ou na qual você não pensa há anos em sua mente consciente, pode não haver memória dessa pessoa, se ela é desta ou daquela maneira. Tudo desaparece. Posteriormente você a encontra e a reconhece. Esse reconhecimento significa que, embora a mente consciente não mantivesse nenhuma memória, a inconsciente manteve-a e essa recordação veio à superfície. O reconhecimento implica em comparar como agora ela aparece, seu comportamento, seus gestos, etc. 

Contudo, há memórias mais profundas. As pessoas têm recordações da infância que estão além da lembrança, exceto sob hipnose ou em momentos de crise. Atrás do limiar da memória consciente há toda um área, como um iceberg oculto. Se a energia é liberada na psique, o “momento” também pode submergir abaixo do nível consciente. Quando há uma oportunidade adequada, ele consegue manifestar-se. Por exemplo, quando uma ação é fraudulenta, como dissemos antes, um “momento” é criado, que pode estar oculto e dormente, abaixo do nível consciente. Num determinado instante, transforma-se num impulso para fazer o mesmo tipo de coisa. Isto torna-se um círculo vicioso, de escravidão; a ação que cria a tendência, a tendência que impele à ação, seja ela de fraude, medo ou inveja, ou uma mistura de vários tipos.

No ser humano existem inúmeras tendências “empurrando” a pessoa indiretamente, queira ou não, saiba ou não. Quando uma pessoa sofre de timidez ou medo, cada sombra a faz sentir que pode haver um inimigo oculto. Quando há orgulho, um homem imagina que há intenção de ofendê-lo, mesmo diante de uma afirmação inocente a seu respeito. Além disso, a mente inconsciente conecta o sentimento com características externas pertencentes a outra pessoa, de quem o perigo ou o insulto é pensado decorrer. Assim, as pessoas têm reações compulsivas contra negros ou brancos, judeus, etc. e contra todos os tipos de coisas. “Momento”, tendências e compulsões vêm à tona no campo da ação, não apenas do passado recente mas das profundezas até de nossa natureza animal. A maioria das pessoas age de acordo com esse profundo condicionamento.

Enquanto há compulsão de dentro, um “momento” sobre o qual não há controle, não há liberdade de modo algum. É a escravidão que a mente cria, porque está num estado de não apercebimento, já que não se dá ao trabalho de descobrir o que está acontecendo a si mesma.

Os condicionamentos da mente criam enormes problemas – de cor, nacionalismos, diferenças raciais, etc. Por causa desse condicionamento existente, ela identifica-se com a família, a comunidade, a religião, etc. Mas a mente pode libertar-se se vê que está criando círculos dentro dos quais está escravizada. Não é necessário que alguém seja vítima de qualquer circunstância. Em lugar de criar “momentos” de insinceridade ou medo através do não-apercebimento, a pessoa pode gerar outras energias, tais como paciência, afeição e calma. Estas regras surgem através do apercebimento e têm uma qualidade de estabilidade. Não são reações. 

Atrás da vigilância e do cuidado exercidos na vida diária, a pessoa pode começar a perceber o que é o estado de liberdade. Dentro da mente há possibilidades de escravidão, como de liberdade. Não se tem de rezar a algum Deus, encontrar um sacerdote, para libertar a si mesmo, mas apenas descobrir o que está profundamente no interior. O Bhagavad Gita fala do homem estável, que não é dependente, porque as circunstâncias não têm poder sobre ele. Isto é o que todos os seres humanos têm de aprender. Pela ativa vigilância, a pessoa cessa de ser vítima das condições e torna-se uma fonte de energia espiritual. 

imagem: Julia T
 

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O Tema é... Conversando sobre Crises e Mudanças Interiores


Conversando Sobre Crises e Mudanças Interiores
 
(Resposta de um Amparador à Seguinte Pergunta: "Por que alguém em crise projeta nos outros o motivo de seus dramas e, raramente, se toca de que é o causador de seus próprios problemas?")
 
Só se ofende quem quiser. Só se exalta quem quiser.
Quando alguém sabe o que está fazendo, a crítica não irrita e o elogio não amplia o ego. Se o discernimento é o comandante do raciocínio, o certo se faz certo, naturalmente.
Remoques e mágoas são manchas que muitos carregam dentro de si mesmos. O mais fácil é sempre colocar a culpa dos próprios fracassos em alguém.
Muitos mudam de lugar ou de centro espiritual, mas, sem mudanças interiores, de que adianta ir de um lugar para outro? As mágoas continuarão dentro e os mesmos erros serão cometidos mais à frente, apenas de maneiras diferentes.
Quem quiser mudar as provas cármicas a que vem sendo submetido, que, simplesmente, mude suas vibrações de irritação e observe por onde os seus pensamentos e sentimentos trafegam. Mudando-se a vibração psíquica, mudam-se as energias e as condições de cada um. 
E tal mudança vibracional acarreta novas condições, que gerarão outras causas, a que se seguirão, naturalmente, os efeitos correspondentes.
Muitos se revoltam diante das dificuldades, mas nada fazem para enfrentá-las com inteligência e compreensão. Pelo contrário, revoltam-se contra a situação e descambam para climas psíquicos danosos, que, por absoluta sintonia vibracional, atraem diversas entidades desencarnadas desequilibradas para seu perímetro espiritual. Muitas obsessões de longo curso se iniciam assim.
É fundamental elevar a consciência acima das turbulências psíquicas, para haurir dos planos elevados as inspirações benfeitoras e novos recursos invisíveis para superação das provas em curso. 
A prece sincera, a meditação profunda, a reflexão ponderada sobre as coisas, a pulsação da luz nos chacras e na aura, e uma atitude positiva e aberta para enfrentar as crises são recursos que cada um pode usar.
Em lugar da revolta, mente aberta para aprender algo com a crise. Em lugar de apontar culpados pelos dramas, paciência para lidar consigo mesmo, o verdadeiro causador de todas as coisas em seu universo interior. Em lugar de lutar contra Deus, render-se a Ele, e investir mais no brilho de seus olhos.
Afinal, alguém de olhar opaco ou injetado de revolta não conseguirá gerar nada criativo como causa e, por conseqüência direta, os efeitos serão negativos.
Cada efeito na vida é engendrado pelas causas postas em ação pela própria consciência. Melhorar as causas, para melhorar os efeitos, é o que se tem a fazer, nada mais, nada menos. O resto é conseqüência direta disto.
 
     - Os Iniciados -
    (Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 10 de julho de 2004.)www.ippb.org.br

sábado, 22 de novembro de 2008

Paciência...



PACIÊNCIA

Quando se arvora teu espírito, na ebulição dos tormentos da consciência, haverás de exercitar o melhor de teus remédios: "A PACIÊNCIA”.
O que é a paciência? É a ciência de fazer a PAZ ou de estar em paz.
Se observarmos a humanidade nos últimos 100 anos, podemos notar que a aceleração dos processos do tempo passou a ser condição essencial para o "progresso do Homem”, a nossa própria velocidade de locomoção de um ponto para outro evoluiu de l0 km horário (uma carroça) aos limites cada vez maiores a ponto de aeronaves que atingem duas ou três vezes a velocidade do som, e com isto nós também ficamos contaminados com os efeitos da velocidade, e aceleramos todos os nossos sentidos.
O que teria a velocidade mecânica ou a dinâmica material com o nosso espírito? Com o nosso procedimento diário? Muito, passamos de uma mensuração do tempo de sol, dia, noite, lua, mês, ano para uma cronologia de hora, minuto, segundo, milésimos de segundo.
Buscamos numa corrida desenfreada vencer todos os obstáculos na menor fração de tempo. E ai perdeu-se a nossa essência como seres integrados a natureza.
O nosso metabolismo exige certos procedimentos, e têm uma regra disciplinar que não pode ser agredida, senão perde o equilíbrio natural, a falta de sono, a alimentação inadequada e fora de horários, a falta de exercícios a correria do dia a dia, nos levam a transgredir essas leis.
Qual é o nosso procedimento ao iniciar o dia? A semana? - São 06h30min da manhã, desperta o relógio, retirando-nos do sono mais gostoso e profundo. Reagimos, estremecemos nosso corpo todo, somos sacudidos em toda a nossa estrutura orgânica, nossa primeira reação é dar um soco no despertador. Ai então nos jogamos da cama, como se fossemos um saco de batatas, e nos esparramamos em mau humor, já criando a primeira tarefa do dia começar a juntar batatas, e aí passamos o dia inteiro juntando batatas.
É sabido que as nossas reações e os nossos estados emotivos produzem em nosso corpo determinadas reações psico-fisiológicas que interferem no sistema nervoso cérebro espinhal, endócrino, linfático, sanguíneo, ósseo muscular e outros fenômenos específicos. Quando isso ocorre estabelecemos um padrão vibratório para o dia e a partir daí, se não exercitar a paciência, vamos produzir toxinas sobrecarregando o baço, fígado, sistema respiratório, cardíaco, e juntando “lixo” em todo o lugar por onde passar: fila do ônibus, fila do banco, caixa do supermercado etc.etc.etc. Ao final do dia estamos exaustos e concluímos: “basta o meu dia hoje foi uma porcaria”. 
Nós somos os algozes da nossa perturbação, e muitas vezes pensamos que se encontra fora de nós àquilo que está nos perturbando, quando na realidade está muito mais perto , basta aquietarmos nossa mente e veremos quanto inimigos cultivamos dentro de nós. Isto são as nossas sombras, o nosso lado negativo.
Vamos pensar sobre os caminhos que trilhamos desde as primeiras horas da manhã, e todas as energias que consumimos e todas as toxinas que acumulamos desnecessariamente.
Observa a paciência com que a natureza elabora seu trabalho, desde a gotícula que leva séculos para esculpir a caverna, ou como o vento que grão a grão dá contornos a pedra.
Nenhuma árvore dá frutos, sem antes passar pela floração, tudo acontece ao seu devido tempo, até o fruto só estará apto a ser consumido após a maturação.
Elabora teus planos baseados na PACIÊNCIA, e não queiras chegar ao final sem venceres as etapas necessárias... Exercite a ciência da PAZ.

                                                                                                            Gilberto Pires

imagem: rstoever

sábado, 15 de novembro de 2008


SMARA, SMARA...

(Iniciados e Trilhas Espirituais)

Se tu és capaz de olhar o cadáver de alguém querido, com 
serenidade e compreensão, sabedor que a viagem dele e a tua continuam em planos diferentes.. .

Se tu sabes que a Mãe Natureza recicla todos os corpos e 
os transforma continuamente. ..

Se teu coração te diz que o teu amor está nas Mãos do 
Ancião dos Dias...

Se tu sentes um Grande Amor, mesmos sem poder explicá-
lo...

Se tu sabes ler no coração dos outros, o que eles mesmos 
não sabem...

Se tu sentes o Grande Espírito operando sutilmente em 
ti...

Se já caístes e levantastes tantas vezes e, mesmo assim, 
tu continuas lutando pelos objetivos que te movem o viver...

Se tu caminhas pela vida sem te iludir pelas coisas 
transitórias do mundo...

Se tu és capaz de ver a luz das estrelas num grão de 
areia...

Se tu perdoas, aos outros e a ti mesmo, e segue em frente 
sem mágoas...

Se tu enches tua aura de luz branca e abraças o mundo em 
silêncio...

Se tu sabes que o Todo está em todas as trilhas...

Se teu riso e teu choro são limpos de coração...

Se tu morres e renasces a cada dia, com os olhos 
brilhando na senda...

Se teu beijo é sincero e o teu amor é lindo...

Se tua luz não é ilusória, mas vem do teu próprio 
espírito, que estuda e trabalha e se esforça em melhorar...

Se tu não deixas o ódio tomar guarida em teu coração...

Se, a cada dia, tu vences a ti mesmo, mais um pouco...

Se tu honras os ensinamentos dos mestres, não com 
adoração cega, mas com atitudes corretas entre os homens...

Se tu agradeces o dom da vida...

Se tu valorizas o teu corpo carnal como a um vazo sagrado 
emprestado pela Mãe Terra, para tua evolução...

Se tu oras em silêncio no templo secreto do coração...

Se tu irradias luz para os sofredores de todos os 
lugares...

Se os seres de luz te respeitam porque tu és esforçado na 
senda...

Se, mesmo em meio às pressões do mundo, tu ainda ergues o 
olhar para o infinito com ânimo de viver...

Se, como curador espiritual, tu sabes que és apenas um 
canal da sabedoria universal...

Se tu sabes que o invisível o se revela no visível...

Se tu sabes que o inefável é invisível aos olhos da 
carne, mas é visível à inteligência e ao coração...

Se tu sabes que és centelha viva do infinito...

Se tu sabes que guardiões espirituais acompanham teus 
passos na senda...

Se tu laboras em tua vida em prol dos magnos ideais de 
Liberdade, Igualdade e Fraternidade. ..

Se os teus passos são justos e tuas mãos luminosas...

E se tu respiras o Sopro Vital do Eterno, com teu pequeno 
coração sentindo a pulsação do Grande Coração do Todo em tudo...

Então, tu podes ser reconhecido como iniciado nas luzes 
do espírito pelos mestres e guardiões da senda secreta e invisível.

Sim, iniciado, porque em teu coração e em teus olhos 
habita o brilho do Eterno Ancião dos Dias, que faz e desfaz universos 
inteiros com um simples acenos de suas Mãos.

Teu hierofante (1) é Ele, só Ele... O Grande Espírito, o 
Todo que está em tudo!

P.S.: Confies no eterno, em ti mesmo.

Continues firme na senda; ela é em teu coração.

Honre tua jornada; pratique o bem.

Jamais traias teus pensamentos.

Tuas escolhas geram teu destino.

Teus chacras (2) são pequenos templos espirituais.

Compreendas: tua arrogância só te humilha!

Não use máscaras; seja você mesmo, sempre.

Mesmo que ninguém entenda o porquê, seja feliz.

Smara, Smara... (3)

Paz e Luz.

(Dedicado aos sábios espirituais Vyasa e Sry Aurobindo). 

- Texto inspirado espiritualmente por Sanat Khum Maat e o 
Grupo dos Iniciados (4).

- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa 
alguma, agradecido ao Grande Arquiteto Do Universo, por tudo (5). 

São Paulo, 12 de novembro de 2008.

- Notas:

1. Hierofante – dentro das tradições herméticas de 
outrora, era o mestre que testava os neófitos – calouros – nos 
processos iniciáticos

2. Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo 
energético e que têm como função principal a absorção de energia - 
prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e 
do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo 
espiritual e o corpo físico.

Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete 
glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, 
laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico. 

3. Smara, Smara – do sânscrito – "lembre-se, lembre-se sempre!"

4. Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos 
orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as 
informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos 
tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do 
presente. 

Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, 
japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os 
antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do 
Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos 
espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, 
são "iniciados" em fazer o bem, sem olhar a quem.



imagem: blogspot.com

domingo, 9 de novembro de 2008

Tudo o que Vive é teu Próximo


Longe de ser apenas uma alternativa alimentar, o vegetarianismo faz parte das alterações urgentes que se impõem aos cidadãos da Nova Era.
"A base do meu vegetarianismo não é física, mas ética", afirmava Gandhi, um dos autores dos quatro textos que compõem esta obra. A sua filosofia da não-violência nos confronta com a incoerência que constitui pregarmos a paz enquanto destruímos vidas, desnecessariamente.
C. W. Leadbeater, um dos pilares da Teosofia, descreve os efeitos energéticos desapercebidos que sobrecarregam as cidades modernas de energias de violência e depressão, com repercussões terríveis sobre os seres humanos, sobretudo crianças, e analisa as conseqüências, do ponto de vista oculto, da alimentação que, por desconhecimento, a humanidade ainda prefere conservar.
Um texto clássico de Ramatís, o conhecido mestre oriental, desvenda o verdadeiro mecanismo produtor das guerras e o substrato que se oculta por trás do domínio das Sombras sobre a humanidade, e que é de interesse de seus líderes conservar oculto para a consciência dos encarnados.
M. de Castro analisa as causas, nunca mencionadas, da fome do planeta e noticia as pesquisas mais atuais sobre as patologias do câncer, as associadas à terceira idade, a reposição hormonal e os distúrbios climatéricos. A posição dos espiritualistas e espíritas diante da alimentação e em face das Leis Maiores é examinada, incluindo a insofismável diretriz kardequiana que poucos têm a coragem de admitir.
O conteúdo desta obra pode ser a sua via de acesso à mudança que o tornará um dos agentes da paz na Terra e um dos "mansos e pacíficos" que a terão por herança nos milênios futuros. 

 Mariléia de Castro, Gandhi e C. W. Leadbeater e Ramatís - Ed. do Conhecimento