quinta-feira, 24 de maio de 2012

A Lei da Justiça Ensina Mais do Que Pune




A Lei da Justiça Ensina Mais do Que Pune
 O Carma é Inseparável da Compaixão

Os fatos pouco agradáveis que de tempos em tempos ocorrem na vida de todos não são obra do acaso.  Há toda uma cadeia de ações e reações por trás deles, assim como também ocorre no caso dos fatos agradáveis. Nada é por acaso no universo, e tudo aponta para o caminho da sabedoria.

O carma é feito, portanto,  muito mais de lições do que de prêmios ou punições. Não há algum “deus”  vingativo ou protetor interessado em punir ou privilegiar pessoas.  Há lições que devem ser aprendidas para que os seres avancem evolutivamente. E há uma Lei do Equilíbrio, uma Lei da Justiça, da qual emanam lições, sejam elas amargas ou doces. 

Devemos perceber também que nem sempre o carma desagradável é colheita do que foi plantado pelo indivíduo que o recebe.   O sofrimento de alguém pode ser,  e é frequentemente, um plantio novo e equivocado que está sendo feito ou foi feito antes por outrem. O sofrimento também pode ser o surgimento do carma coletivo de um modo que o indivíduo é, enquanto indivíduo,  inocente.  Por exemplo, todo aspirante à sabedoria universal deve inevitavelmente desafiar e enfrentar como se fosse seu o carma acumulado de ignorância humana. Assim, é possível e é frequente colher o que não se plantou; e haverá compensação por isso, é claro.

É importante que evitemos a ilusão de pensar no carma como um castigo. Também é falta de discernimento catalogar as vítimas de injustiças como culpadas pelo seu próprio sofrimento. Neste caso cairíamos na tese nazista segundo a qual “a culpa é da vítima” e “vale a lei darwinista dos mais aptos”.

Os desinformados pensam que, “devido à lei do carma”, se alguém sofre um ato de violência, é porque está “pagando algum erro do passado”.  Esta afirmativa é de uma covardia intelectual de grande porte.  O fato é que aquele que comete a injustiça está plantando mau carma para si. Um erro não justifica outro, e ainda que alguém tenha cometido injustiça em vida anterior, isto não justifica uma injustiça contra ela  na vida atual. O carma não funciona como lei do talião, na base do olho por olho e dente por dente, exceto quando há uma completa ausência de sabedoria. 

Temos um bom exemplo disso no sistema penal brasileiro. Para certos crimes menores, o condenado presta serviços comunitários e é condenado a trabalhar para o bem comum − como carma de ter cometido um pequeno crime. E fica livre da pena de reclusão.  

Na mesma linha, se fôssemos punir judicialmente os políticos e administradores públicos  que roubam o dinheiro do povo, o que deveríamos fazer do ponto de vista da lei do carma? Não seria eficiente  colocá-los nas celas do atual sistema penitenciário.  Os maus administradores públicos deveriam ser condenados, isto sim, a viver pobremente e com um salário modesto, trabalhando em serviços comunitários.  Neste caso eles permaneceriam livres – sob liberdade condicional – para que pudessem aprender a sua lição de modo saudável.  As fortunas roubadas,  é claro, deveriam ir para projetos de bem-estar social, sendo devolvidas ao povo que eles prejudicaram enquanto  traíam a Nação. Mas o desafio ético da lei  não é promover uma “vingança” contra os criminosos − políticos ou não.  A meta é recuperar, em suas consciências,  o sentido de ética interior que perderam, e cuja perda os reduziu à condição de seres humanos incompletos.   

Do mesmo modo, aquele que mata não deve ser morto. Aquele que mente, não deve pagar o carma ouvindo mentiras. E aquele que é injusto, não deve sofrer injustiças.  A lei do carma não é uma lei de vingança.  Toda vingança é uma grave distorção da lei do carma. A lei do carma é a lei da compaixão, que é inseparável da lei da justiça. A compaixão ocorre através da justiça.

Se tudo o que ocorre de desagradável às pessoas fosse sempre carmicamente merecido, então nossa humanidade já teria alcançado a perfeição, porque seu sofrimento tem sido contínuo. 
Mas ocorre que há mau carma novo sendo gerado todos os dias; e este carma de ignorância é plantado através de injustiças.  Assim, metade ou mais do sofrimento humano não é merecido nem é inevitável, e pode ser eliminado através da solidariedade e da compaixão com  discernimento. Talvez não possamos ajudar a todos os que sofrem.  Esta é uma questão diferente.  Mas não devemos pensar que tudo o que ocorre de sofrimento a alguém é necessariamente algo que a pessoa merece. Longe disso. O que lemos na Carta 88 de  “Cartas dos Mahatmas” é, ao contrário,  que nenhum sofrimento ficará sem compensação;  que a natureza tem um antídoto para cada veneno, e a cada derrota corresponderá uma vitória.

É verdade que “cada homem é absolutamente seu próprio legislador, dispensador da glória ou da desgraça para si mesmo”. Mas é pela ação fraterna que se abre o caminho para a libertação.  Por isso é potencialmente uma bênção a oportunidade que todo indivíduo tem de ser ativamente solidário. É um privilégio confrontar os mecanismos de ignorância espiritual organizada que provocam sofrimento no mundo atual.

Naturalmente, devemos optar por combater a causa, e não apenas os efeitos do sofrimento.

A origem da dor  humana está nas diversas formas de ignorância ética e espiritual, e a teosofia ensina a plantar as bases da sabedoria. Mas a atitude solidária com os que sofrem é indispensável, porque  todo sofrimento ocorre sob a lei do carma, mas nem todo ele é  necessário ou merecido.   

A Lei do carma não justifica, por exemplo, as crueldades contra os judeus nos últimos 2000 anos, ou contra negros e indígenas nos últimos 500 anos. A lei do carma não justifica a destruição das florestas.  Ela não justifica o sofrimento dos palestinos. Não justifica roubos, assaltos e violência.  A lei do carma não justifica a omissão diante do sofrimento humano, porque a omissão é uma forma de ação, e é também uma decisão carmicamente responsável.  

A lei do carma apenas estabelece que cada ação errada será substituída −  não pelo erro igual e contrário (lei do talião) − mas pela ação correta correspondente, segundo a lei da fraternidade, que é a nota-chave superior da lei da justiça no reino humano.

Fonte:
O Teosofista - Notas e Informações Sobre Teosofia e o Movimento Esotérico
Ano II, Número 23, Abril de 2009. O Teosofista é o boletim eletrônico mensal do wbsite www.filosofiaesoterica.com

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O Pensamento é o Poder Motor da Ação



C.W.Leadbeater


O pensamento revela-se como uma vibração no corpo mental que se comunica com a matéria externa e produz um efeito. Portanto, o pensamento em si é uma força real e definida, e o interessante é que todos nós possuímos esse poder. Cada pensamento produz dois efeitos externos principais: uma vibração irradiante e uma forma flutuante. Analisemos como ambas afetam o pensador e as outras pessoas.


Em primeiro lugar, vamos lembrar da força do hábito. Se acostumarmos nossos corpos mentais com certo tipos de vibrações, eles aprenderão a reproduzi-las com facilidade e prontidão. Se pensarmos um certo tipo de pensamento hoje, amanhã será mais fácil repetir o mesmo pensamento. Se alguém começa a pensar mal dos outros, logo se torna fácil pensar pior, e torna-se mais difícil pensar no bem deles. Cria-se assim um ridículo preconceito que cega totalmente a pessoa, impedindo-a de ver os pontos bons de seus semelhantes, e aumentando enormemente o mal nos outros.


Em seguida seus pensamentos começam a incitar as emoções, e como só vê o mal nos outros começa a odiá-los. As vibrações da matéria mental excitam as da matéria astral densa assim como o vento perturba a superfície do mar. Todos sabemos que ao pensar em nossos erros facilmente nos irritamos e freqüentemente ignoramos a conclusão inevitável de que, pensando racionalmente e com calma, prevenimos ou dissolvemos a raiva.


A forma de pensamento gerada também reage sobre o pensador. Se o pensamento destina-se a alguém, a forma dispara como um míssil na sua direção, mas se o pensamento, como acontece com tanta freqüência, diz respeito principalmente ao próprio pensador, esta permanece flutuando nas proximidades, pronta a reagir sobre ele e duplicar-se, isto é, pronta a estimular na sua mente o mesmo pensamento mais uma vez. Para o pensador parecerá que o pensamento surgiu em sua mente vindo de fora, mas a experiência é, na verdade, apenas o resultado mecânico de seus próprios pensamentos prévios.


Observemos agora como esse fragmento de conhecimento pode ser usado. Obviamente todo pensamento ou emoção produz um efeito de longa duração, pois fortalece ou enriquece uma tendência e, além disso, reage constantemente sobre o pensador. Portanto, fica claro que temos de ter todo cuidado com os pensamentos ou emoções que permitimos surgir dentro de nós mesmos. Não podemos nos desculpar como tantos fazem, dizendo que sentimentos indesejáveis são naturais em certas condições. Temos de usar o direito de controlar nossa mente e nossas emoções. Se podemos habituar-nos a procurar as qualidades desejáveis nas pessoas que conhecemos, e não as indesejáveis, nós nos surpreenderemos ao descobrir como as boas qualidades são numerosas e importantes. Assim começaremos a gostar delas e a não evitá-las, e teremos, pelo menos, a possibilidade de fazer avaliações mais justas das pessoas.


Podemos dedicar-nos ao exercício útil de admitir apenas pensamentos bons e agradáveis e, se persistirmos, logo começaremos a perceber resultados. Nossas mentes trabalharão mais facilmente pêlos canais da admiração e da simpatia ao invés da suspeita e do menosprezo, e, quando nossos cérebros estiverem desocupados, os pensamentos que se apresentarem serão bons e não maus, em uma reação natural das formas graciosas que criamos para nos circundar. "O homem é aquilo que pensa em seu coração", e obviamente o uso correto e sistemático do poder do pensamento torna a vida muito mais fácil e agradável .


Reparemos agora como nossos pensamentos afetam os outros. A ondulação irradiante, como muitas outras vibrações na Natureza, tende a se duplicar. Por que um determinado objeto se aquece diante do fogo? Porque a radiação das vibrações vindas da matéria incandescente leva as moléculas do objeto a oscilarem mais rapidamente. Da mesma maneira, se enviarmos com persistência ondulações de pensamentos agradáveis sobre outrem, com o tempo uma vibração similar aos pensamentos de simpatia surgirá naquela pessoa. Formas de pensamentos dirigidas para ela flutuarão à sua volta e agirão quando surgir uma oportunidade. Assim como um mau pensamento pode ser um demônio tentador tanto para o pensador quanto para outrem, assim também um bom pensamento pode tornar-se um anjo guardião que encoraja a virtude e evita o vício. Infelizmente é comum nos dias de hoje aquela atitude de estar sempre procurando falhas nos outros, e as pessoas que agem assim não compreendem o mal que causam. Se observamos suas conseqüências, veremos que o hábito da bisbilhotice maliciosa é simples perversidade. Não importa se o escândalo tem fundamento ou não; em qualquer dos casos ele só pode gerar o mal. Nesta situação encontramos pessoas concentradas em algum suposto vício de alguém, atraindo a atenção de muitas outras que, de outra forma, não se teriam dado conta desse defeito.


Suponhamos que acusem sua vítima de ser invejosa. De imediato centenas de pessoas começam a despejar no infeliz sofredor torrentes de pensamentos sugerindo a idéia da inveja. Não é claro que, se o pobre homem tiver tendência a esse desagradável vício, esta seria grandemente intensificada pela avalanche que o atinge? E se, como normalmente acontece, não houver qualquer razão para esse malicioso rumor, aqueles que o espalhem estão fazendo de tudo para criar em sua vitima o próprio vício de cuja existência imaginária eles tão selvagemente se regozijam.


Devemos pensar sempre nas coisas boas de nossos amigos, não só porque isso é muito mais saudável para nós, mas também porque assim elas se fortalecem. Quando formos obrigados a reconhecer alguma qualidade má de um amigo, devemos ter o cuidado de não pensar nela, mas, sim, na virtude oposta que queremos ajudá-lo a desenvolver. Caso ele seja avarento ou pouco afetivo não devemos fazer comentários ou fixar nosso pensamento nesse defeito, porque, se o fizermos, as vibrações por nós criadas tornarão as coisas piores. Em vez disso, pensemos intensamente na qualidade que ele precisa desenvolver, inundando-o com ondulações de generosidade e amor, pois assim estaremos realmente ajudando nosso irmão.


Se o poder de pensamento for usado com essas orientações, nós nos tornaremos verdadeiros centros de bênção em qualquer lugar onde nos encontremos. Mas lembremos que essa força é limitada; por isso, se quisermos ter o bastante dela para ser úteis, não a desperdicemos.


O homem comum não passa de ser um centro de vibrações agitadas. Encontra-se constantemente preocupado, incomodado, estressado com alguma coisa, em depressão profunda ou, então, excitado sem razão, ao esforçar-se para mudar alguma circunstância ou tratar de conseguir algo. Por uma razão ou outra, está sempre desnecessariamente agitado, muitas vezes por causa de coisas insignificantes. Isso quer dizer que está o tempo todo gastando força, dissipando inutilmente algo pelo qual é diretamente responsável e que poderia torná-lo mais feliz e saudável.


Outra situação que o leva a dissipar muita energia são as discussões desnecessárias. Está sempre tentando fazer alguém concordar com suas opiniões pessoais. Esquece-se de que toda questão tem sempre muitos lados ou aspectos, quer se trate de política, religião ou algum outro interesse de curto prazo, e que os outros também têm direito ao seus próprios pontos de vista, o qual de qualquer modo nada importa, pois os fatos permanecem os mesmos independente do que cada um pense. A maior parte dos assuntos não vale a pena discutir, e, normalmente, aqueles que falam mais alto e com mais confiança são precisamente os que menos sabem.


Quem deseja usar o poder do pensamento de maneira útil, seja para si mesmo ou para os outros, deve economizar suas energias, ser calmo, comedido e refletir cuidadosamente antes de falar ou agir. Que não fiquem dúvidas de que essa força do silêncio é muito poderosa. Qualquer um que se entregue ao trabalho pode aprender a usá-la, e, com seu uso, cada um de nós pode progredir bastante fazendo um grande bem para o mundo à nossa volta.


Deve compreender-se bem esse poder do pensamento e o dever de reprimir pensamentos maus, egoístas ou agressivos. Os pensamentos produzem seus efeitos, quer desejemos ou não. Um homem sábio produz intencionalmente os resultados da sua ação mental. Cada vez que controlamos nossos pensamentos, a próxima vez o controle fica mais fácil. Enviar pensamentos positivos aos outros é algo tão real quanto dar dinheiro; e é uma forma de caridade que até o mais pobre dos homens pode fazer. É errado irradiar depressão. Ela impede os pensamentos elevados, causa muito sofrimento às pessoas sensíveis e é responsável pela maior parte do medo noturno das crianças.


Ao permitir que pensamentos miseráveis e maldosos sejam descarregados sobre uma criança, como muitos fazem, estamos envolvendo-a em penumbra, e isso não está certo. Esqueçam-se da depressão e. em vez de ceder a ela, enviem pensamentos de fortaleza para os doentes.


Nossos pensamentos não são -como se poderia supor- assunto apenas da nossa própria conta, pois suas vibrações afetam os outros. Os pensamentos maldosos têm alcance muito maior do que as palavras, mas não podem afetar quem estiver totalmente livre da qualidade que eles veiculam; por exemplo, o pensamento do desejo de beber não pode penetrar no corpo de um homem totalmente abstêmio. Ele atinge seu corpo astral, porém, como não pode penetrar, retorna ao emissor.


A vontade pode ser treinada para agir diretamente sobre a matéria física. Para alguns talvez o exemplo mais comum seja aquele do quadro usado muitas vezes nas práticas de meditação, no qual podem ser observadas com freqüência alterações de expressão; as partículas físicas são, sem dúvida alguma, afetadas por um pensamento forte e constante. A Sra. Blavatsky costumava recomendar algumas práticas a seus discípulos, dizendo-lhes para pendurarem uma agulha em um fio de seda e aprender a movê-la pela força da vontade. Um escultor também usa o poder do pensamento, mas de maneira diferente. Diante de um bloco de mármore, ele cria uma forte forma de pensamento da estátua que deseja esculpir. A seguir coloca sua forma de pensamento dentro do bloco e começa a remover o mármore que sobra fora da forma de pensamento, deixando apenas a parte interpenetrada por ela.


Habituem-se a dedicar algum tempo todos os dias a formular bons pensamentos e enviá-los a outras pessoas. È uma prática fundamental para todos, e fará muito bem para as pessoas que os recebem também, sem dúvida alguma.


(Extraído da obra A Vida Interna, C.W. Leadbeater, Editora Teosófica, 1996.)

terça-feira, 1 de maio de 2012






Retirado do livro    Meditação Taoísta - de Thomas Cleary (comp.)
                            Editora Teosófica - Brasília - DF - 2001 -  pág 46

Vejam...
ooooooooooooooooooo

O desvio deliberado dos princípios chama-se mal.
Os desvios inadvertidos dos princípios chamam-se erros.
Diz um provérbio : " Se as pessoas não são sábias, como não cometerão erros ? "
Este provérbio pode ser usado para perdoar os outros, mas não deve ser usado como
desculpa para si mesmo.

ooooooooooooooooooo 
 Publicado por Celina, integrante do Grupo SerAtento vinculado ao www. filosofiaesoterica.com

domingo, 22 de abril de 2012

Avaliando o Planeta Terra



Amigos,

Para uma reflexão neste dia (22/04), Dia da Terra, trago uma indicação de leitura, abaixo:

 “É notável a incapacidade da civilização atual de pensar o conjunto da questão planetária. Estamos vendo em primeira mão o que ocorre quando o carma coletivo amadurece e o prazo de validade de uma forma de organização está vencido.

Há bem mais que uma limitação cultural. Há uma cegueira organizada, e ela boicota toda capacidade de enxergar. De fato, o pior cego é aquele que não quer ver. Mas isso vai mudar.

A civilização de hoje, como grande parte das civilizações anteriores, é baseada na premissa de que a natureza é inimiga do homem.

A ideia primordial, ainda que implícita, é de que a natureza deve ser substituída pelo asfalto, pela energia atômica, pelo desmatamento, pela desertificação, pelas guerras, pela especulação imobiliária, pelo massacre dos animais, e - claro - por uma filosofia social darwinista, segundo a qual devem dominar “os mais aptos”. Os mais “aptos” são, deste ponto de vista, os mais egoístas, os mais gananciosos, os mais astutos, aqueles que são espiritualmente destituídos de alma e de consciência ética. E, no contexto atual, pode-se mesmo constatar que alguns dos indivíduos “poderosos” cuja fé está colocada na premissa darwinista têm, literalmente, a consciência ética e filosófica de um gorila das selvas. Só lhes falta o respeito instintivo pela vida natural e pela lei do carma que os gorilas autênticos possuem. Os macacos tecnológicos não sabem o que é equilíbrio.”

Texto: Avaliando o Planeta Terra – O Teosofista


Fraternalmente,

Silvia.

Silvia pertence ao Grupo de Estudo SerAtento, vinculado ao www.Filosofiaesotérica .com 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

No prefácio de “Ísis Sem Véu”...

No prefácio de “Ísis Sem Véu”, H.P.B. escreve:

“A obra que agora submetemos ao julgamento público é fruto de um convívio até certo ponto íntimo com adeptos orientais, e do estudo da ciência a que eles se dedicam. Ela é dedicada a aqueles que estão dispostos a aceitar a verdade onde quer que ela esteja, e a defendê-la, enfrentando de frente até mesmo o preconceito popular (....). O livro foi escrito com toda sinceridade. Ele pretende fazer justiça, e dizer a verdade sem malícia ou preconceito. Mas ele não mostra compaixão pelo erro entronizado, nem reverência por autoridade ilegítima. Ele exige para um passado espoliado o crédito que durante muito tempo foi negado às suas descobertas. Ele propõe uma restituição do que foi roubado, e o resgate de reputações caluniadas mas gloriosas. É apenas neste espírito que são feitas críticas a formas de adoração, crenças religiosas e hipóteses científicas. Homens, agrupações, seitas e escolas são apenas fatores efêmeros de uma época que passa. A VERDADE, estabelecida sobre uma rocha de diamante, é eterna e suprema.”

O Movimento Teosófico a Longo Prazo – The Theosophycal Movement - http://www.vislumbresdaoutramargem.com/2010/05/o-movimento-teosofico-longo-prazo.html

Abraços,

Evaldo.

Evaldo é participante do Grupo SerAtento, vinculado ao www.filosofiaesoterica.com

imagem: Google

quarta-feira, 14 de março de 2012

Responsabilidade luminosa


Responsabilidade luminosa


A luz buscada por toda a humanidade está dentro de cada um.

Quando a pessoa sente a necessidade de descortiná-la, torna-se indispensável fazê-lo.

O brilho de uma vida depende disso.

A luminosidade da alma parte dela mesma.

A aura de beleza e esperança são apenas reflexos da chama que resplandece no interior de cada ser.

Não importam as tempestades que alguém possa enfrentar, no fundo, o indispensável é manter vivo o foco luminoso interior.

Não importam os ventos, as chuvas, os obstáculos ou dificuldades na vida de cada um.

A chama interior é a luz viva que nasce dentro do ser e é de lá que ela tem que ser resgatada.

Ela pode ser mantida acesa, independendo do que venha de fora!

Talvez essa seja a grande responsabilidade de cada um, consigo mesmo, em sua vida.

Talvez essa deva ser eleita a tarefa número um de cada ser: a de alimentar essa chama, no dia a dia, a cada dia.

Como alimentá-la, como mantê-la acesa, como fazê-la brilhar mais intensamente, isso depende de cada um.

O importante é fazê-lo.

Estar atento a essa responsabilidade significa não fugir dela.

Na espiritualidade elevada da prática do Raja Yoga é ensinado que: “Quando se dá um passo em direção a Deus, Ele dá mil passos na sua direção”.

Com uma meta elevada o mesmo acontece: não importa de onde, nem de quem, mas “ajudas” surgem, quando nos movemos na direção de metas elevadas.

Manter acesa a chama da vida é uma meta elevada.

Isso parece simples, e é, mas precisa ser intuído com o coração, mais que pela razão.

Autor: Herbert Santos

Livro: Intuição.com – Você na Nova Era

site http://intuicao.com

Foto: disponibilizada pelo banco de imagens do site stockxpert

quinta-feira, 1 de março de 2012

A Árvore da Fraternidade Universal



A Árvore da Fraternidade Universal

Alguns Parágrafos Sobre
a Transição para o Novo Ciclo.

Helena P. Blavatsky

Nota Editorial de 2011

“A Árvore da Fraternidade Universal” é a parte final do ensaio de H. P. Blavatsky “The Beacon of the Unknown” [1]. Publicado pela primeira vez na França, em 1889, o artigo afirma que a tarefa dos teosofistas é construir o movimento esotérico de modo que ele venha a ser uma Arca e um refúgio em tempos difíceis:
“... Uma arca destinada, em um futuro não muito distante, a transportar a humanidade de um novo ciclo para além das vastas águas lamacentas do dilúvio de materialismo sem esperança.”
Na primeira metade do século 21, esta idéia é uma chave para compreender o futuro. Helena Blavatsky não se refere a “transportar a humanidade”, simplesmente. Ela diz que o movimento deve ser capaz de “transportar a humanidade de um novo ciclo” - para além da ilusão materialista.
O novo nasce no meio do velho, e a humanidade do novo ciclo - a humanidade do futuro - nasce da civilização do passado. Cabe a cada indivíduo examinar a que civilização ele pertence, e decidir de qual delas deseja fazer parte. Se optar pela humanidade do futuro, deverá abrir caminho até ela com independência e por mérito próprio, porque, na etapa atual, o caminho ainda pertence aos pioneiros.
Ao ler “A Árvore da Fraternidade Universal” , devemos levar em conta o fato de que a Sociedade Teosófica original deixou de existir alguns anos após Helena P. Blavatsky deixar a vida física, em 1891. Tem havido desde então um movimento teosófico com um grau importante de contraste e diversidade. Nos parágrafos seguintes, portanto, sempre que H.P. B. se refere a “Sociedade”, deve-se ler em vez disso “Movimento”.
(Carlos Cardoso Aveline)

NOTA:
[1] “The Beacon of the Unknown”, (“O Farol do Desconhecido”) “The Collected Writings of Helena Blavatsky”, TPH, Índia / EUA, volume XI, pp.212-283. Ver especialmente pp. 281-283 para o fragmento presente, que conclui o ensaio. O texto foi publicado pela primeira vez em francês em “La Revue Théosophique”, Paris. Ele apareceu parceladamente em várias edições de 1889.
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A Árvore da Fraternidade Universal
Helena P. Blavatsky

A nossa Sociedade é a árvore da Fraternidade, crescida de um grão plantado na terra pelo Anjo da Caridade e Justiça, no dia em que o primeiro Caim matou o primeiro Abel.

Durante longos séculos de dominação das mulheres e de sofrimento dos pobres, esse grão foi regado pelas lágrimas amargas derramadas pelos fracos e oprimidos.
Mãos abençoadas o transplantaram de um canto para o outro da terra, sob climas diferentes e em épocas distantes uma da outra. “Não faças aos outros aquilo que não desejas que os outros façam a ti”, disse Confúcio aos seus discípulos. “Tenham amor uns pelos outros, e amem todas as criaturas vivas”, pregou Gautama o Buda a seus Arhats. “Tenham amor uns pelos outros”, foi repetido como um eco fiel nas ruas de Jerusalém. É às nações cristãs que pertence a honra de ter obedecido a esse mandamento supremo do seu Mestre em toda a sua força paradoxal!

Calígula, o pagão, desejou que a humanidade tivesse apenas uma cabeça, para que ele pudesse cortá-la com um só golpe. Os países cristãos aperfeiçoaram este desejo que até então havia permanecido teórico, depois de procurarem, e finalmente encontrarem, os meios para colocá-lo em prática.
Que eles se preparem, portanto, para cortar as gargantas uns dos outros, e que exterminem mais pessoas em um dia em guerra do que os Césares mataram num ano inteiro. Que eles despovoem países inteiros e províncias em nome de sua religião paradoxal, e morram pela espada, eles que matam pela espada.

O que temos nós a ver com isso?
Os teosofistas são impotentes para detê-los. Isso é verdade. Mas está em seu poder salvar tantos sobreviventes quanto possível.
Sendo um núcleo de uma verdadeira Fraternidade, depende dos teosofistas fazer de sua Sociedade uma arca destinada, em um futuro não muito distante, a transportar a humanidade de um novo ciclo para além das vastas águas lamacentas do dilúvio do materialismo sem esperança.
Estas águas estão subindo e neste preciso momento inundando todos os países civilizados. Vamos nós deixar o bom perecer com o mau, por medo do clamor, do grito e do desprezo dos maus, seja contra a Sociedade Teosófica, seja contra nós mesmos? Será que vamos vê-los morrer um após o outro, um de cansaço, o outro procurando em vão pelo raio de sol que brilha para todos - sem jogar-lhes uma tábua de salvação? Nunca!
É bem possível que a bela utopia, o sonho filantrópico que visualiza o tríplice desejo da Sociedade Teosófica como uma realidade, esteja ainda bem longe. A liberdade inteira e completa da consciência humana sendo garantida a todos, a fraternidade estabelecida entre os ricos e pobres, e a igualdade entre os aristocratas e plebeus sendo reconhecida tanto em teoria como na prática - estes são castelos de Dom Quixote, e não por acaso.

Tudo isto deve acontecer naturalmente, de forma voluntária, por iniciativa de ambas as partes. No entanto, ainda não chegou o tempo em que o leão e o cordeiro estarão lado a lado em paz.
A grande reforma deve acontecer sem convulsão social, sem derramar uma gota de sangue, apenas em nome da verdade axiomática da Filosofia Oriental que mostra que a grande disparidade de fortunas, de posição social e de intelecto, é devida aos efeitos do Carma pessoal de cada ser humano. Nós colhemos apenas o que semeamos. Embora a personalidade física do homem seja diferente da de qualquer outro homem, o ser imaterial nele ou a individualidade imortal emana da mesma essência divina da consciência do seu vizinho.

Aquele que percebe profundamente a verdade filosófica de que cada eu superior começa e termina no TODO indivisível não pode amar seu próximo menos que a si mesmo. Mas, até o momento em que isso se torne uma verdade religiosa, a reforma não poderá ocorrer.
O provérbio egoísta segundo o qual “a caridade começa em casa”, e o outro que diz “cada um por si e Deus por todos”, levarão sempre as raças cristãs “superiores” a se oporem à introdução prática do belo ditado pagão: “Todo mendigo é como um filho de um homem rico”, e ainda mais daquele que diz: “Alimenta primeiro o faminto, e come, depois, o que sobrou”

Mas virá o tempo em aquela sabedoria “bárbara” das “raças inferiores” será melhor apreciada. Até lá, devemos tentar trazer um pouco de paz na terra aos corações daqueles que sofrem, levantando uma ponta do véu que esconde deles a verdade divina.

Os fortes devem apontar o caminho para os fracos e ajudá-los a subir a encosta íngreme da existência. Que eles voltem o seu olhar para o Farol que brilha como uma nova estrela de Belém no horizonte, mais além do misterioso e inexplorado mar das ciências teosóficas; e que os deserdados da vida retomem a esperança.

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O texto “A Árvore da Fraternidade Universal” foi publicado pela primeira vez no boletim eletrônico “O Teosofista”, edição de fevereiro de 2011. Sua publicação online como texto independente ocorre em novembro de 2011.

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imagem: Google

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O movimento depende daquilo que não se move.


O movimento depende daquilo que não se move.

(...) Arjuna parece estar preocupado que todas essas pessoas diante dele sejam mortas na Guerra, que deixem de existir. Krishna diz a ele que aquilo que existe sempre existirá, e aquilo que não existe nunca existe.

É bom que entendamos isso.

A religião sempre disse isso, mas a ciência também começou a falar nos mesmos termos. E é melhor começarmos com a ciência, porque a religião fala dos topos que a maioria das pessoas ainda não atingiu; a ciência fala sobre a base, sobre o chão, onde todas as coisas ficam.

Uma das descobertas mais profundas da ciência é de que a existência não pode ser posta na não-existência. Aquilo que existe não pode ser aniquilado. E aquilo que não existe também não pode ser criado.

Toda essa informação científica e know-how, todos os laboratórios do mundo e todos os cientistas do mundo juntos não podem aniquilar nem mesmo um grão de areia. Tudo o que podem fazer é transformá-lo, dar-lhe novas formas.

O que chamamos de criação do universo, o big bang, também não passa de uma manifestação de uma nova forma - não a criação de uma nova existência, apenas uma nova forma. E o que chamamos de "big crunch" não é a aniquilação da existência, apenas da forma, do formato. As formas mudam constantemente, mas o que está escondido dentro da forma é imutável.

É como a roda de uma carriola, que se move e gira, mas o ponto em seu centro se mantém estático. A roda gira ao redor de si. Aqueles que só olharem para a roda dirão que tudo é uma mudança, um fluxo. Aqueles que também olharem para o ponto central dirão que no centro de todo movimento existe algo que não se move, que permanece estático.

E o mais interessante é que se separarmos a roda do eixo, ela não é capaz de se mover! O movimento da roda depende daquilo que não se move. As formas mudam, mas a mudança depende daquilo que não tem forma, que não é mudado.

Quando Arjuna diz que todas essas pessoas morrerão, ele está falando sobre a forma. Ele está dizendo que todas essas pessoas serão aniquiladas; ele não sabe nada além da forma.

E Krishna está dizendo que não é que as pessoas que você vê hoje não existiam antes - elas existiam antes também: eu estava aqui antes e você estava aqui antes. E também não é que os que estão aqui hoje não estarão mais amanhã.

Não, nós estaremos aqui no futuro também - sempre, para sempre. A existência é do não-começo ao não-fim. (...)

Osho, em "Guerra e Paz Interior: Ensinamentos do Bhagavad Gita"

Publicado no blog palavras de Osho


imagem: Google

sábado, 21 de janeiro de 2012

Parasitismo ou Independência?



Parasitismo ou Independência?

A Dependência Deve Ser Transcendida, Para

Que Surja a Verdadeira Auto-Responsabilidade

The Theosophical Movement

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Segundo a teosofia clássica, a independência individual é

indispensável para que exista um verdadeiro auto-conhecimento.

Sem auto-responsabilidade, não há auto-libertação. A adesão

cega a um grupo leva ao parasitismo dos “rebanhos” inconscientes.

Neles, os cegos são conduzidos por cegos ao longo do caminho

“largo e fácil” que perpetua a ignorância. Porém a indispensável

independência individual é sobretudo interna, e não implica

separação nem separatividade. A independência é relativa: ela anda

junto com a interação e a interdependência que unem todos seres.

O texto a seguir é traduzido da edição de janeiro de 2010 de “The

Theosophical Movement”, a revista mensal internacional editada na

Índia por associados da Loja Unida de Teosofistas. O título original

é “Questions and Answers”, e o artigo foi publicado nas páginas 29-31.

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Pergunta:

Como distinguir a interdependência da dependência, e alcançar o verdadeiro discernimento sobre o que é ser independente?

Resposta:

O processo de crescimento é o avanço desde a dependência para a interdependência. Nós nascemos, em primeiro lugar, porque alguma mulher nos carregou durante cerca de nove meses em seu útero, e nos alimentou. Uma criança abandonada após o parto iria chorar até morrer. As crianças que são alimentadas mas não são acariciadas nem ganham colo, isto é, não recebem amor e calor humano, também morrem. Não existe algo como “homem independente”. Desde a nossa infância, ocorre uma contribuição de muitas pessoas para nós sejamos quem somos. Para as nossas necessidades básicas de alimentação, de roupas e de abrigo, nós dependemos de outros. Também somos emocionalmente dependentes dos outros, e da mesma forma os outros dependem de nós. Observamos esta dependência e interdependência nos reinos inferiores da natureza, e neste caso ela é descrita como simbiose, o que significa uma vida conjunta de organismos diferentes. Mutualismo é uma forma de simbiose em que a relação entre os indivíduos produz benefício para eles. No entanto, o parasitismo é a forma de simbiose em que um indivíduo é dependente e se beneficia às custas do outro. A interdependência pode facilmente degenerar em dependência se recebemos passivamente e sem retribuir. Passamos a usar o outro até o ponto de tirar dele sua energia física ou psíquica.

No momento em que reconhecemos que nós também necessitamos fazer nossa própria contribuição, o processo se torna uma interdependência. Caso contrário somos parasitas, ou, como o Bhagavad Gita assinala, somos apenas ladrões que recebem sem fazer uma retribuição. A lei da fraternidade universal se expressa no processo de cooperação entre os seres. Sabemos que uma cidade entra em completo caos quando os coletores de lixo, ou os químicos e farmacêuticos, ou os motoristas, entram em greve. Quando um país sofre de alguma calamidade, tal como terremoto, tsunami, fome ou recessão econômica, os seus efeitos são sentidos em outros países.

Em última instância, independência e interdependência devem ser elementos de um estudo sobre Carma Coletivo. “Ninguém pode cometer um erro sozinho, nem arcar sozinho com as consequências do erro.” Através das nossas ações boas ou más, nós aceleramos ou retardamos o progresso da raça humana, ainda que em uma proporção muito pequena. Por exemplo, vivendo neste século, temos à nossa disposição comodidades como um transporte melhor, computadores e equipamentos elétricos. Mas isso também significa ter que suportar crime, corrupção e poluição. Este é o aspecto coletivo do carma. Nele nós compartilhamos e suportamos consequências boas e más, pelo fato de fazermos parte do conjunto. Não estamos sozinhos nesta peregrinação. Temos que “chegar ao destino” na companhia de outros peregrinos e não através do isolamento. E no entanto, ninguém pode nos tirar do atoleiro e colocar-nos sob o sol. A mãe pode alimentar o bebê, mas a criança deve comer e fazer a digestão do alimento. Assim, também, nós somos ajudados por seres espirituais, mas cada indivíduo avança tomando decisões certas ou erradas. A interdependência é um fator importante do progresso espiritual, e é através da interdependência que a verdadeira independência é percebida.

A família, a nação, a raça humana, etc., nos deram algumas características, e, como indivíduo, cada vez que erradicamos uma má tendência da nossa natureza pessoal fazemos uma contribuição para a purificação das tendências da nossa família, da nossa nação e da raça humana; estamos mudando seu Carma como coletividade e afirmando a nossa independência. Mesmo vivendo na quarta ronda, Buddha e Shankara possuíram um conhecimento que a média da humanidade só irá adquirir na quinta e na sexta rondas.[1] O sr. William Judge escreve:

“Você pode percorrer a trajetória necessária em 700 encarnações, em sete anos, ou em sete minutos.” Um indivíduo pode avançar à frente da raça humana. [2]

No livro “Letters That Have Helped Me”, William Judge diz:

“Estou cansado das pessoas que bocejam uma e outra vez e são tão norte-americanamente ‘independentes’ - como se os seres humanos pudessem em algum momento ser independentes uns dos outros.” Este é o ponto central da questão. Existe um estado de liberdade positiva, no qual o indivíduo existe como um ser independente, mas unido a outros seres humanos, e em unidade com o mundo e a natureza. Um homem realmente livre desenvolveu a sua divindade até o ponto de ser capaz de viver com outros homens e mulheres sem interferir em suas vidas.

NOTAS:

[1] As Rondas são períodos extremamente longos de evolução das mônadas humanas. O tema é abordado na obra “A Doutrina Secreta”, de Helena Blavatsky. (Nota dos editores de www.filosofiaesoterica.com. )

[2] “Letters That Have Helped Me”, William Q. Judge, Theosophy Co., Los Angeles, p. 21.


Fonte: www.filosofiaesoterica.com e blog www.teosofiaoriginal.com

sábado, 7 de janeiro de 2012

O Despertar da Vontade.


O Despertar da Vontade
A Força Criadora Produz Magnetismo Positivo


A vontade é um fator ativo, é criadora, e tende a surgir do eu superior, ou alma espiritual. O desejo, porém, surge predominantemente do eu inferior, é inerte, e não consegue agir de modo construtivo.
A alma ganha magnetismo através do desenvolvimento da vontade. A verdadeira alquimia consiste em desenvolver simultaneamente o discernimento, a vontade, e a sabedoria. Neste processo, o sofrimento é um mestre indesejável, mas necessário.
Eliphas Levi escreveu:
“O príncipe Sakiamuni, conhecido como Buddha, disse que todos os tormentos da Alma Humana surgem do medo ou do desejo; e ele concluiu com duas frases que podem ser expressas deste modo: ‘Não deseje, pois, coisa alguma, nem mesmo a Justiça; espere, porque cedo ou tarde o céu irá estabelecê-la. O Nirvana não é aniquilação: ele é, na Ordem da Natureza, a grande pacificação’.”
Para Eliphas Levi, “querer sem medo e sem desejo é o segredo da vontade Onipotente”. [1] Aquele que nada deseja, é rico. Quem não teme coisa alguma está livre. Aquele que só quer o que é correto, é feliz.
Mas a Vontade só vence quando é ampla, e ela só é ampla quando é elevada. A vontade elevada é universal e altruísta, porque surge do eu superior ou alma espiritual. A verdadeira vontade é vitoriosa por dois motivos: 1) Ela aponta para a direção certa; e 2) Ela sabe esperar.
NOTA:
[1] “The Paradoxes of the Highest Science”, Eliphas Levi, TPH, Adyar, India, 1922, 172 pp., ver p. 88. A obra tem edição brasileira. Trata-se de “Os Paradoxos da Sabedoria Oculta”, da Editora Pensamento.


Fonte: O Teosofista é o boletim eletrônico mensal do websitewww.FilosofiaEsoterica.com e do blog www.TeosofiaOriginal.com