sábado, 31 de dezembro de 2011

Para um ANO NOVO...

Ser criador é ser parte de Deus

A vida somente é vida quando o amor arde dentro de você, quando a chama do amor é tão brilhante que começa irradiar a sua volta, a se espalhar para os outros, a ser sentida pelas pessoas - seu amor se torna quase tão tangível que as pessoas poderiam tocá-lo.

Assim, ele não é uma benção só para você, mas também para todas as outras pessoas.

Um homem verdadeiro é sempre um enriquecimento para o mundo, para a existência; ele contribui muito. Se você não pode contribuir com alguma coisa, nunca será bem-aventurado.

É por meio da contribuição com algo para a existência que você participa da obra do criador, pois você mesmo se torna um criador. Ser criador é ser parte de Deus - não há outro jeito.

Osho, em "Meditações Para o Dia"


imagem: Google


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O Plano das Trevas

O Texto é um pouco longo mas é importante

e você vai gostar...

O Plano das Trevas

Hugo Lapa

Certa vez, o senhor das trevas chamou toda a hierarquia infernal a fim de traçar os planos para implantar o mal em toda a humanidade. Outras reuniões como essa já haviam ocorrido em tempos passados, mas agora, com o advento de novos tempos, há necessidade de uma nova organização das trevas para atualizar seus planos contra a humanidade.

Então, os demônios de alta patente se reuniram e, atentamente, ouviram as instruções de seu chefe.

“Invoquei a presença de todos aqui com o objetivo de transmitir as diretrizes gerais para os novos tempos, a fim de se fazer do planeta Terra, na atualidade, um mundo cada vez mais sofrido, onde o mal predomine finalmente.”

Cada um de vocês deve ouvir atentamente as instruções que serão passadas agora, pois delas depende todo o sucesso de nosso trabalho.

“Para subjugar os seres humanos e fazer delas verdadeiros escravos, os principais pontos que todos devem se esforçar para implementar no mundo são os seguintes:

Em primeiro lugar, vamos estimular ao máximo nos seres humanos o orgulho e o egoísmo. Esses dois pilares devem ser a chave da submissão da humanidade. O orgulho, a soberba, a arrogância e a prepotência são os principais ingredientes de nossas realizações, pois farão com que cada ser humano se sinta melhor do que os outros; quanto mais existirem pessoas que se acreditam superiores, mais essa falsa percepção terá o poder de gerar divisões, disputas e conflitos. A soberba e a arrogância fomentarão o preconceito, a discriminação e a luta pelos direitos de uns se sobressaindo diante dos direitos de outros. Do orgulho brotará o sentimento de egoísmo, que fará com que os seres humanos busquem as coisas apenas para si mesmos, esquecendo que fazem parte de uma coletividade e dela dependem. Estimulando o individualismo ao invés do coletivismo; a competição ao invés da cooperação. Vamos influenciá-los a acreditar que podem levar uma vida totalmente isolada do restante, e mesmo assim serem felizes. Faremos com que a busca de benefícios apenas em proveito próprio seja o pivô de todas as relações humanas, e como consequência, os seres humanos estarão sempre brigando entre si por pequenas migalhas e farão de tudo para passar por cima uns dos outros. Dessa forma, estabeleceremos a competitividade, a violência, as distinções de classe social, dentre outras mazelas. Isso promoverá uma grande distância entre as pessoas e produzirá indivíduos solitários e carentes.”

“Muito bom senhor” respondeu um dos demônios. “Esse é sempre um bom plano”.

“Sim, mas não é só isso” – respondeu o Senhor do Submundo – “Há ainda mais ações a serem implantadas para nosso sucesso total.”

“Em segundo lugar, vamos implantar nas mentes humanas o pecado da vaidade. Vocês devem fazer com as pessoas sejam vaidosas a todo custo. Façam com que elas dêem mais atenção ao exterior do que ao interior. Se conseguirem isso, elas verão apenas a imagem que se encontra na superfície e serão cada vez menos capazes de enxergar além e ver aquilo que jaz oculto no interior de cada um. Isso contribuirá para a criação de pessoas mais voltadas às aparências do mundo e menos capazes de enxergar as coisas como elas realmente são. Vamos também confundir as pessoas e fazê-las acreditar que vaidade e autoestima são a mesma coisa; assim uma pessoa que cuida excessivamente de sua aparência terá a impressão que gosta de si mesma, que se ama, quando a verdade é o contrário disso. Quanto mais uma pessoa é exageradamente ligada a sua aparência, mais defeitos ela vê em si mesma, menos ela se aceita e consequentemente, menos ela se ama. Vamos promover a indústria da moda, dos cosméticos e das revistas de beleza para que as mulheres se sintam cada vez mais desajustadas e se voltem menos para as coisas que interessam – como o amor, o conhecimento, a paz, a sabedoria – e se voltem mais para o supérfluo e aquilo que é passageiro.”

Os demônios ouviam com atenção e curiosos sobre as próximas instruções do mestre das trevas.

“Em terceiro lugar, vamos promover ações principalmente no plano monetário, no mundo do dinheiro. Vamos estimular a cobiça, o sentimento de posse, e divulgar a ideia de que o ser humano mais realizado é aquele que possui mais sucesso profissional, mais bens, mais dinheiro guardado. Vamos confundir a mente das pessoas e fazê-las acreditar que o dinheiro é tudo na vida, e que todo o resto é secundário. Levando uma vida toda voltada à sobrevivência e à aquisição de bens materiais, não sobrará tempo para a família, para o encontro consigo mesmo, para leituras e para o conhecimento, para a reflexão, a oração e a meditação. Vamos fazer do dinheiro o píncaro da realização pessoal, assim não sobrará tempo para o que realmente é importante. O dinheiro não deve ser apenas um instrumento do viver, deve ser, isso sim, o fim da vida, seu objetivo primordial, a meta derradeira de todos os seres humanos. Quanto mais os seres humanos buscarem no dinheiro a realização, mais eles ficarão frustrados por não a encontrarem; ficarão tristes, deprimidos, solitários, carentes e vulneráveis. Fecharão os olhos para tudo e todos e se dedicarão, quase com exclusividade, ao sucesso do mundo da acumulação de capital. Eles ganharão mais e mais dinheiro, mas ainda assim não estarão satisfeitos, e vão buscar mais e mais, e nem vão desconfiar que o dinheiro nunca poderá preencher o espaço interior vazio do seu coração. Por outro lado, vamos fazer as pessoas serem consumidoras por excelência: toda a vida humana deve estar voltada ao consumo, mesmo que os bens consumidos sejam desnecessários. Faremos da compra algo ritualizado, que gera prazer e contentamento pessoal, assim as pessoas vão buscar fora de si algo que só poderia ser conquistado dentro. Vamos enganá-los com a ideia de que o dinheiro pode comprar tudo. Precisamos agir no mundo de tal modo que, aqueles que não têm dinheiro, vão sofrer pela sua ausência; e aqueles que têm dinheiro, vão sofrer pela possibilidade de perdê-lo. Tanto um como outro serão nossos escravos e não encontrarão a verdadeira realização: a realização espiritual”.

Os demônios apreciaram muito a explanação, e estavam sedentos de novas instruções.

“Além desses três aspectos” – continuou o senhor da escuridão – “há outros dois que devemos investir com todas as nossas forças, a ciência e a religião:

“Com relação à ciência, devemos tomar todas as medidas para que ela se torne materialista, tecnicista e voltada apenas aos interesses econômicos. A ciência precisa ser apenas técnica, sem alma, e tudo que se faça nela deve responder a interesses de grandes empresas; os cientistas devem estar sempre subjugados a grupos econômicos, para que suas ações não sejam livres e independentes. Isso ajudará a fazer com que a pesquisa científica seja controlada por grupos pequenos, que serão os detentores do direcionamento que será dado a trajetória da ciência. Expurguem completamente do campo científico qualquer debate sobre os limites éticos do conhecimento e disseminem a ideia de que, para o conhecimento humano, não há barreiras éticas e humanas. Faremos as pessoas dependerem completamente da tecnologia, a ponto de fazer com que uma ruptura no sistema seja a causa de um colapso geral. Assim, cada vez mais as pessoas vão acreditar que dependem da tecnologia e estão subordinadas a ela. Por outro lado, façam de tudo para que a ciência se torne dogmática, assim como a religião, e que haja uma constante disputa entre ambas, mesmo que em essência tanto a ciência como a religião seja duas faces de uma mesma moeda. Vamos estimular nos cientistas a preservação conservadora dos conhecimentos: fazer ela mais dogmática e menos investigativa, um verdadeiro depósito de certezas. Façam com que os cientistas não percebam que o conhecimento científico sempre possui um prazo de validade. É preciso traçar com firmeza e de forma bastante definida os limites que separam a ciência da religião, e que essa linha limítrofe se torne praticamente intransponível, pois com essas barreiras, os conflitos entre ambas vão desgastar, minar e atrasar o desenvolvimento de uma e outra, fazendo com que o ser humano precise escolher entre uma das duas e que sua consciência fique dicotomizada, totalmente dividida e em permanente conflito. De toda forma, é importante também descartar completamente qualquer intercâmbio entre essas duas formas de conhecimento, e rechaçar com veemência as novas pesquisas que ajudem a aproximar uma da outra. Os cientistas só devem acreditar naquilo que veem e acreditar que nada exista fora da ciência. Além disso, façam de tudo para deixar a consciência totalmente de fora da pesquisa científica, e estimulem ao máximo os cientistas a buscarem reduzir a realidade a um mero aglomerado de átomos inertes e sem vida. Façamos principalmente a ciência acreditar no acaso; acreditar que tudo surgiu do nada e para o nada retornará; façamos os cientistas acreditarem que a vida não tem um significado e que cada modelo científico é definitivo, e que deve resistir ao máximo à prova do tempo, mesmo que existam muitas evidências em contrário.”

“O segundo aspecto é a religião. Desde o primórdio dos tempos nós atuamos nas religiões, mas agora precisamos nos manter firmes nessa empreitada, pois a religião, caso seja transformada, tem o poder de mudar muitas coisas. A primeira e principal ação a ser reforçada nas religiões é, como vocês já sabem, estimular o fundamentalismo, o fanatismo e o dogmatismo. Os fiéis de um credo, qualquer que seja ele, devem acreditar piamente que apenas a sua religião é verdadeira e que todas as outras são falsas. Façam com que eles leiam os livros sagrados e os interpretem sempre ao pé da letra; façam com que eles não percebam a sabedoria oculta por detrás dos símbolos; deixe que eles acreditem que não há um significado simbólico nos ensinamentos, e que há apenas uma verdade literal, que deve ser conservada imutável a todo custo. Tornem todos eles submetidos sempre a uma hierarquia sacerdotal, que deverá lançar as bases do que se deve acreditar e do que não se deve acreditar. Assim, ninguém poderá promover mudança numa religião, pois tudo emanará da cúpula sacerdotal.”

“Façam também com que eles pensem que apenas alguns líderes têm o contato com Deus e que apenas eles podem servir de intermediários. Não permitam, em hipótese alguma, que os seres humanos descubram que eles não precisam de um intermediário entre o ser e o divino, e que a verdade pode ser alcançada pelo amor, pela sabedoria, pela compaixão e pela caridade. Procurem extirpar completamente dos cultos o silêncio, a oração e a meditação. Façam os rituais e as reuniões religiosas parecerem cada vez mais um show, com gritarias, barulho, orações repetidas e sem alma. Cuidem para que os líderes religiosos sejam adorados, que seu ego seja cultuado e que eles sejam encarados como semi-deuses na Terra. A personalidade dos líderes deve prevalecer sobre o conhecimento que eles propagam. Algo muito importante, e que não pode faltar nas religiões: a ideia do medo e do pecado. Façam com que as religiões amedrontem as pessoas, com noções de céu e inferno, e influenciem-nas a acreditarem que, uma vez no erro, não há redenção possível nem possibilidade de corrigir suas faltas. Não permitam, de modo algum, que surjam aqui e ali ideias de universalismo religioso, de ecumenismo e integração entre as várias crenças: as religiões devem competir umas com as outras pelos seus fiéis, e estes devem ser coagidos psicologicamente a permanecer toda a vida pertencentes a uma mesma denominação, sem nenhum questionamento. Façam com que o amor pareça uma coisa piegas, sentimentalista e sonhadora; façam com que a compaixão seja confundida com fraqueza; que a humildade seja considerada submissão; estimulem os adeptos a julgarem outras pessoas em nome da fé, e a separarem totalmente a teoria da prática, ou seja, a não incorporarem em suas vidas os mais elevados princípios morais de sua religião. Além de todas estas, há algumas ações menores, porém não menos importantes: façam os fiéis acomodados e anestesiados diante do mundo; façam os líderes religiosos controlar a vida dos membros; façam os fiéis debaterem sempre os mesmos temas e ficarem girando em círculos, sem saírem do lugar; estimulem ideias do tipo: ‘nós’ contra ‘eles’; façam com que eles se sintam pequenos e fracos diante do líder e da grandeza da religião; façam com que os membros se fechem mais dentro de si mesmos e se alienem do meio; promovam uma adoração desmedida da figura do mestre em detrimento do estudo e da prática dos seus ensinamentos originais. Com essas medidas, as religiões continuarão servindo aos nossos propósitos.”

Os demônios, muito interessados, anotavam tudo e procuravam assimilar cada aspecto citado, para que seu trabalho junto à humanidade fosse mais eficiente.

“Há agora alguns outros elementos em que devemos investir…” – disse o príncipe das sombras – “e eles são de extrema importância na modernidade”.

“Quanto à televisão, vamos fazer com que ela sirva aos nossos propósitos. Ao invés de ser um veículo de educação e civilidade, faremos com que se torne um amontoado de propagandas bastante sedutoras. Mesmo que as pessoas não precisem dos produtos anunciados, vamos criar nelas a necessidade de obtê-los, para pensarem que necessitam de muitas coisas para serem felizes. Faremos com que seja promovida a vaidade, a sexualidade desregrada, a cobiça, a alienação, a soberba e a arrogância. Vamos promover uma inversão de valores, e fazer com que as pessoas se atenham ao superficial. Quanto mais elas se detiverem nas imagens sedutoras da telinha, mais elas esquecerão de encontrar a sabedoria dentro de si mesmas. Valorizem o mundo do entretenimento; coloquem homens e mulheres sem roupa e sensuais, para despertar os instintos mais primitivos; tratem as mulheres como objetos na TV e nas revistas, e mostrem-nas apenas como um corpo bonito, porém sem essência, vazio por dentro. Façam uma imprensa tendenciosa, que não represente as diferentes forças sociais, mas que apenas preservem os interesses dos poderosos do mundo. Usem a arma da informação para manipularem a vontade as mentes das pessoas, e o melhor de tudo, façam com que elas pensem que as opiniões são delas mesmas, que as ideias apresentadas nasceram de seu pensamento, assim elas dificilmente perceberão que estão sendo manipuladas. Elas irão acreditar firmemente que as ideias surgiram em suas mentes, e assim jamais vão questionar algo que, segundo creem, teria sido gerido e processado pelo seu pensamento (mas que em realidade não foi). Os homens jamais podem se defender de algo que não conhecem e não percebem. Se eles não perceberem que estão sendo manipulados, não serão capazes de resistir à nossa dominação. E não se esqueçam: veiculem na TV a todo momento cenas de violência, para que os atos criminosos fiquem bem assentados no inconsciente coletivo, pois dessa forma, a violência se tornará corriqueira, comum e natural, pois, assim sendo, quase não será questionada seriamente com ações concretas. Só mostrem o negativo pela TV, ocultem ações positivas e humanistas, para que as pessoas acreditem que o mundo é essencialmente mau e que não há esperança de ser diferente.”

“Quanto à música, vamos retirar seu caráter de elevação da consciência humana, de contato com as emoções, do dinamismo imaginativo e criativo e de conscientização social. As músicas devem, assim como a TV, estimular a alienação e a degradação sexual. Em vez de conservar viva a tradição de um povo, com sua identidade, ela deve, ao contrário, fazer o ser humano esquecer suas origens. Um povo sem memória é muito mais propenso a repetir os erros do passado, reeditando antigas mazelas, sem aprender com elas. A música atual deve ser cada vez mais barulhenta, pois assim o ser humano se tornará incapaz de ouvir a natureza e a si mesmo.”

“Quanto ao meio ambiente, façamos com que eles destruam a natureza, para que, dessa forma, eles destruam a si mesmos. Vamos nos empenhar para que o ser humano acredite ser o senhor da natureza; vamos estimular ações de conquista, e não de integração com o meio natural. O homem deve se impor no meio ambiente, as ruas, as calçadas, o lixo, as casas, todas devem ser construídas de modo que representem a sobreposição do homem diante da natureza, como se ele fosse seu domador. Não deixem que eles percebam que são parte da natureza, que são filhos da terra, e que a ela devem a sua sobrevivência. Não permitam, em hipótese alguma, que o ser humano encontre o elo que o une, de forma indissociável, ao seu lar natural, pois se assim o fizer, ele terá mais força, vitalidade e saúde. Estimulem ações do homem contra seus irmãos menores, os animais, e façam-nos acreditar que os animais só existem para servi-lo, e não para conviver com ele. Façamos também com que os homens se tornem cada vez mais intoxicados. Ao invés de usarem produtos naturais, que eles usem apenas produtos industrializados, modificados quimicamente, pois um homem intoxicado é muito mais vulnerável a nossa dominação do que um homem de vida natural e sadio. Estimulem a procura de remédios alopáticos que visem apenas abafar os sintomas de uma doença, para que sua causa permaneça desconhecida e não seja tratada. Tirem os medicamentos naturais de seu alcance, para que eles vivam menos de ações preventivas, e cada vez mais intoxicados com químicas que acomodem sua consciência. Estimulem o uso do álcool e das drogas, lícitas ou ilícitas: criem o hábito de se recorrer aos entorpecentes ao menor sinal de sofrimento, pois assim eles estarão mais distantes da resolução de seus conflitos internos. Façam com que os seres humanos vivam uma verdadeira era da intoxicação, pois assim eles estarão muito mais propensos a doenças, a transtornos mentais e menos dedicados a causas humanitárias e de transformação social e espiritual.”

“Para finalizar, devemos combater com força dois sentimentos humanos: a fé e a esperança.”

“Para desmerecer a fé, devemos sempre associá-la as religiões. Mesmo sendo a fé uma convicção íntima de uma realidade transcendente, precisamos influenciar as pessoas de que a fé é sinônimo de crença cega, de fanatismo e de conformismo com dogmas religiosos. Neguem a todo custo que a fé seja o sentimento íntimo de uma realidade divina, um farol que guia a um porto seguro, e preguem com toda a ênfase que todas as formas de fé são idênticas, assim as pessoas não poderão distinguir a fé genuína, que nasce de uma aproximação do ser com o cosmos, e a fé fundamentalista, que está subordinada a um conjunto de credos.”

“E finalmente, a esperança. Temos que trabalhar ao máximo para apagar a palavra esperança dos corações humanos. As pessoas precisam acreditar que não existe esperança de um futuro melhor, que nada vai mudar, que tudo sempre foi do jeito que é, e que qualquer coisa que se faça para transformar a realidade atual é pura perda de tempo, pois não trará nenhum resultado.”

Quando os demônios já começavam a deixar o local de reunião, o chefe das trevas gritou-lhes:

“Não se esqueçam: tirem a esperança deles… e façam com que acreditem que não são capazes de transformar o mundo através da transformação íntima. Isso é muito importante: não permitam, em hipótese alguma, que eles percebam que são capazes de transformar a realidade atual.”

HUGO LAPA

imagem: /Anselm Kiefer

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Me dou o luxo...


Me dou o luxo...

"Sou daquelas pessoas que têm a alma distraída
e atravessam a vida com confiança, sem medo de cruzar becos escuros e estradas
movimentadas... que diz o que sente e sente o que diz, olha no olho e acredita
no que ouve, porque não acha que as pessoas tenham razões para mentir ou
motivos para enganar... que não sabe representar personagens nem diz sim às
tentações narcísicas que alguns minutos de sucesso põem à mesa.

Nessa imperfeição toda de quem tem o coração à mostra
num mundo tão doente, já pulei muitos muros traiçoeiros, atravessei mares
raivosos e venci tempestades. O mais difícil, porém, foi/é sobreviver à fúria
dos vaidosos contrariados e às epidemias de falsidades e desamor...

Depois de tantos caminhos percorridos, tantos erros
e acertos, me dou o luxo de só ter como amigo quem compreende a língua do
coração e sabe ler a poesia da vida, quem tem a alma distraída de maldades;
quem é incapaz de uma indelicadeza por palavra, ato ou omissão, quem não concebe
a bondade como escambo e se admite falível. Sou muito imperfeita para conviver
com os deuses sem maculá-los. Ou com demônios sem não feri-los.

Por isso não me causa nenhuma dor eliminar os
atiradores nem os jogadores acostumados a fazer da vida um bingo ou um
carteado, não me fere nenhum princípio deixar de acender vela para os falsos
santos ou expulsar do meu templo os sepulcros caiados...

Tenho muita preguiça pra ser infeliz e falta-me
disposição pra viver triste e insatisfeita perto de quem não é falível e
maravilhosamente complexo como os seres verdadeiramente humanos. Quem não se
sentir elo de corrente que se desgarre... só acredito na vida que se faz pela
união, pela compreensão mútua e pelo amor incondicional."


Aíla Sampaio

Fonte: http://literaila.blogspot.

PS: Para reflexão profunda e com discernimento... GEPER.

domingo, 30 de outubro de 2011

EGO.


Ego

Todos nós nascemos sem um ego. Quando uma criança nasce, ela é apenas consciência: flutuando, fluindo, lúcida, inocente, virgem, sem ego. Aos poucos, o ego é criado pelos outros. O ego é o efeito acumulado das opiniões dos outros sobre você.

Um vizinho chega e diz "Que criança bonita!", e olha para a criança com um olhar de apreciação. Então o ego começa a funcionar. Alguém sorri, uma outra pessoa não sorri. Algumas vezes a mãe é muito carinhosa, outras vezes está muito zangada.

E a criança vai aprendendo que não é aceita como ela é. Seu ser não é aceito de forma incondicional: há condições a serem satisfeitas. Se ela grita e chora e há visitas na casa, sua mãe se zanga. Se ela grita e chora, mas não há visitas na casa, sua mãe não se importa.

Se ela não grita, nem chora, sua mãe a recompensa sempre com beijos amorosos e com carinho. Quando há visitas, se a criança sabe ficar quieta, em silêncio, sua mãe fica muito feliz e a recompensa. A criança vai aprendendo as opiniões dos outros sobre si mesma olhando no espelho dos relacionamentos.

Você não pode ver a sua face diretamente. Você tem que olhar em um espelho, e no espelho você pode reconhecer sua face. Esse reflexo se torna sua ideia de sua face, e há milhares de espelhos a seu redor, todos eles refletindo algo. Alguém o ama, alguém o odeia, alguém é indiferente.

E então, aos poucos, a criança cresce e continua acumulando as opiniões de outras pessoas. A essência total dessas opiniões dos outros constitui o ego. A pessoa começa a olhar para si mesma da forma como os outros a veem. Começa a se olhar de fora: isso é o ego.

Se as pessoas gostam dela e a aplaudem, ela pensa ser bela, estar sendo aceita. Se as pessoas não a aplaudem e não gostam dela, rejeitando-a, ela se sente condenada. Ela está continuamente procurando formas e meios para ser apreciada, para ser repetidamente assegurada de que possui valor, que possui um mérito, um sentido e um significado.

Então a pessoa passa a ter medo de ser ela mesma. É preciso encaixar-se na opinião dos outros.

Se você deixar de lado o ego, subitamente se tornará novamente uma criança. Você não estará mais preocupado com o que os outros pensam sobre você, não prestará mais atenção àquilo que os outros dizem de você.

Nesse momento, terá deixado cair o espelho. Ele não tem mais sentido: a face é sua, então por que perguntar ao espelho?

Osho, em "Osho de A a Z: Um Dicionário Espiritual do Aqui e Agora

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

PAZ


"O que é a paz?
Para a maior  parte das pessoas, esta palavra evoca a possibilidade de viver tranquilamente ao abrigo de qualquer agressão. Mas, na realidade, a paz é uma coisa completamente diferente; é o trabalho mais intenso que pode ser realizado no mundo por seres que aprenderem que ela é, em primeiro lugar, um estado interior. Este estado é o resultado de uma vitória obtida com autoridade sobre todos os antagonismos psíquicos que nos dividem.  Para conseguirmos instalar a paz em nós, devemos restabelecer todos os dias a ligação entre a nossa consciência e os centros espirituais que existem no nosso cérebro e no nosso plexo solar.
Quando o conseguimos, nem os tormentos, nem as angústias tomam verdadeiramente posse de nós. Mas devemos agarrar-nos solidamente a um ponto fixo em nós, senão nada nem ninguém pode, do exterior, trazer-nos a paz."
OMRAAM MIKHAEL AIVAN OV

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

È preciso buscar seus motivos na vida espiritual

Os instrumentos que servem a quem pratica um esporte são os mesmos, em potencialidade, a quem produz um quadro; ambos estão extravasando seus sentimentos.
O Homem busca sempre a perfeição em seus atos na vida terrena, mas se esquece de buscar seus motivos na vida espiritual.
É preciso que ele vá buscar em seu passado encarnacional os motivos presentes do sofrimento e também das alegrias.
Todo ser humano já viveu vidas diferentes; é natural que de todas suas oportunidades traga algo pertencente as suas andanças. É por isso que muitos trazem aptidões sem que percebam que são oportunidades vividas em outras vidas e, por que não dizer, também em outros planos.
As experiências marcam uma oportunidade e é bem nítida toda sua impressão, que deixa profundos traços de caráter, pois toda a vivencia de cada espírito fica em seu lastro encarnacional, e é sua marca de personalidade..
-- Uma vida influi na outra oportunidade?
Existe uma personalidade própria em cada encarnação, inclusive pela herança genética de sua família. Mas existe um toque indelével em sua personalidade que o liga ao passado; é tão forte que, às vezes, em muitas encarnações há a recordação de ter vivido cenas completamente iguais muitas vezes.
O espírito guarda seu lastro de emoções. É bem verdade que ele tem que trilhar novas experiências, grandes emoções, mas é também verdade que todas as vezes que ele encarna adquire novas oportunidades de colocar a prova seu livre-arbítrio, seu proceder mais intimo no jogo da vida, que dá sempre novas oportunidades para que ele se eleve que possa cumprir com dignidade aquilo que aqui veio fazer.
O tempo é limitado a cada experiência, portanto, não deve o humano desperdiçar com futilidades sua vida, pois ele é a morada do espírito que veio não para gozar de bens fúteis, materiais, mas sim para se pôr ao dispor de seu irmão, veio para amar e ser amado, dar aquilo de que é formado.
O homem luta sempre contra a própria personalidade, luta para que seus desejos sejam satisfeitos, esquecendo-se de que está em seu lado intimo, em sua essência, tudo o que de mais puro traz, e sofre; ao mesmo tempo, perde grande oportunidade de crescer espiritualmente, de alcançar a plenitude do espírito, sua evolução, e vê sua permanência inútil, sua oportunidade perdida, e tudo voltado para o vazio de realizações.
A vida é dada sempre como oportunidade de ser vivida, como um prêmio e não como um castigo, para que todos se encontrem e se apoiem, mas também que sigam os sentimentos mais íntegros do se humano e que juntos alcancem a
LUZ, a PAZ, o AMOR.
Ramatís - O Despertar da Consciência
obra psicografada por Maria Margarida Ligouri

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Nosso Prisma



Muitos são os espíritas que não se interessam pelos fenômenos da alma. Chegam mesmo a desprezá-los, seja por não os compreenderem, seja por comodismo imobilista. Preferem um Espiritismo que enxergam como uma religião. E religião em moldes já ultrapassados: um ninho de certezas transcendentais, onde as pessoas se acomodem, fabriquem dogmas, intocáveis ortodoxias, carismas, mitos ... e bem delineados limites à investigação, por mais sadia e necessária que seja.
Cremos que a finalidade básica da Doutrina Espírita é redimir os homens. E redimir evangelizando-os, elevando-lhes os sentimentos e pensamentos, aperfeiçoando-os de modo a colocá-los em condições vibratórias que lhes permitam evolução espiritual rápida e segura. Não se deve desejar da Doutrina que ela transforme todos os homens em cientistas, pois a Ciência não é sinônimo de elevação espiritual; pelo contrário, é apenas instrumento desta. Sabe-se, à saciedade, que esforços intelectuais, pura e simplesmente, não levam à meta; áridos, despovoados de vivências, só passam a ter fecundidade quando submergidos na prática da caridade evangélica. Julgamos de fundamental importância, por isso, incrementar a faceta religiosa do Espiritismo por todos os modos e meios a nosso alcance, porque ela constitui um alicerce indestrutível para a elevação espiritual das criaturas e da Humanidade como um todo.
Cremos também que a religião, unindo a criatura ao Criador, deve ser entendida e vista em sua natural amplitude, isto é, dentro de um contexto cósmico. Precisa ser vivida de modo arejado, cada criatura se sentindo imersa em sua própria eternidade, aberta a horizontes infinitos, e ungida de fé inabalável - porque sempre pronta à iluminação, à pesquisa e ao aprendizado. Uma vez que a criatura vislumbre o Cristo Cósmico em si própria, a meta se torna próxima. E a atrai.
Cremos que a Doutrina Espírita, em respeito às próprias formulações e à ampla visão de seu Fundador, não deve enveredar pela trilha fácil e descendente dos decadentes. Estaríamos, assim, no bojo de mais uma religião estática, limitada por dogmatismos sectários e infestada de particularismos e personalismos rasteiros. Infelizmente, esta degradação já se esboça no Espiritismo. Em prejuízo do Espírito.
Cremos que a intolerância religiosa e o culto artificial da pureza doutrinária são incompatíveis com os horizontes da Doutrina dos Espíritos, dinâmica e sempre atual por sua própria natureza, ensejando progresso e aprendizado contínuos. Limitar-se ao passado, em nome de pureza e cânones ortodoxos, é voltar a cair no poço de onde KARDEC e os Espíritos quiseram tirar a Humanidade. Não podemos esquecer: foi, precisamente, invocando a pureza da Lei Mosaica, que o Sinédrio crucificou JESUS. A intolerância medieval também invocou a pureza dos ensinamentos de CRISTO para levar milhares de criaturas à morte, em fogueiras infamantes e cárceres infectos.
Não é possível o Amor sem Liberdade. O Amor à Verdade, também.
Este é o nosso prisma.
Jose Lacerda de Azevedo (Espirito e Matéria)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011





Meditação Pelo Brasil

Um Exercício Prático de Construção do Futuro

Carlos Cardoso Aveline

Esta é uma meditação que rompe o circuito fechado de imagens negativas sobre o Brasil e abre espaço para o processo de regeneração social que marcará o nosso futuro.

Você pode praticar esse exercício individualmente ou em grupo, em sua associação, sindicato ou movimento comunitário. De preferência, escolha um local onde haja silêncio e ar puro.

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1 - Sentado, com os pés bem plantados no chão, as partes superiores e inferiores das pernas formando ângulo reto, fique com a coluna ereta.

2 - Respire calma e profundamente. Deixe de lado toda preocupação com assuntos pessoais de curto e médio prazo.

3 - Relaxe os pés, depois as pernas, as mãos, os braços, e finalmente os músculos do rosto. Sinta o contraste entre a musculatura relaxada e a coluna vertebral firme. Assim devemos ser diante da vida: firmes no essencial e flexíveis no que é secundário.

4 - Pense na dor centenária do povo brasileiro e no sofrimento coletivo que houve desde o ano 1500. Pense nos jovens e velhos que sofrem devido às secas, às enchentes, à miséria, ao desemprego, à violência urbana, e à falta de atendimento nos hospitais públicos. Pense na sua própria dor. Em tudo o que você sofreu até hoje. Perceba como a experiência humana transmuta a dor em sabedoria. Admita que todo obstáculo, grande ou pequeno, existe para ensinar-nos uma lição, e que nossa tarefa diante da vida não é lamentar-nos, mas crescer interiormente.

5 - Veja agora a intuição e a solidariedade iluminando as relações entre todos os brasileiros. Imagine a população despertando para o mundo espiritual a partir da sua vida diária concreta. Cada cidade acordando para a solução fraterna e participativa dos seus problemas imediatos.

6 - Veja os meios de comunicação social atuando a serviço da vida, pesquisando e transmitindo sabedoria, e promovendo uma espécie de assembleia geral permanente do povo brasileiro, cujo grande tema seja como atuar de modo correto, individual e coletivamente, a cada momento da vida cotidiana. Visualize o rádio, a televisão e os jornais brasileiros defendendo os interesses da nossa população. Decida fazer alguma coisa de prático a respeito, ou renove a sua decisão se ela já foi tomada.

7 - Visualize dirigentes sinceros ouvindo de coração o povo brasileiro, em nível federal, estadual e municipal. Imagine a sua cidade e o Brasil como territórios livres da desonestidade e do sofrimento que ela causa. Como espaços livres para a nova era de fraternidade entre todos os seres. Guarde consigo esta imagem. Mantenha-a nítida em sua mente e coração.

Faça com que ela seja mais forte que quaisquer sentimentos negativos. Assim você estará não só desenvolvendo o poder da sua vontade espiritual, mas também será um foco criador de uma sociedade melhor.

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Texto reproduzido do livro “A Informação Solidária”, de Carlos Cardoso Aveline, Edifurb, Blumenau, SC, 86 pp., 2001, pp. 72-74.

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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Onde encontrar Deus

Deus está em nós e fora de nós, e pode-se dizer a mesma coisa do nosso Eu superior. A maior parte dos seres humanos não tem uma consciência suficientemente desenvolvida para sentir, dentro de si, a presença desta sublime entidade que é toda luz, todo amor e onipotência.
A primeira tarefa de um espiritualista é a de procurar, dentro de si, todas as pistas de tal presença, sabendo que é o seu verdadeiro eu.
Foi dito: ‘Conhece-te a ti mesmo!’
Para se conhecer verdadeiramente, é preciso se conhecer no alto, no mundo divino. Enquanto o ser humano não tiver tomado consciência de existir no alto como uma partícula da Divindade, nunca se conhecerá e não possuirá nenhuma qualidade divina. Conhecer-se significa encontrar-se a si mesmo e ao mesmo tempo encontrar Deus.
Quando se encontra Deus, encontra-se o amor, a luz, a liberdade, a alegria e não apenas dentro de si, mas em todos os seres humanos e também nos animais, nas plantas e nas pedras.
Quando Deus é encontrado em si mesmo, Ele é descoberto por toda a parte, em toda a natureza, e isto significa conhecer-se verdadeiramente.


- Omraam Mikhaël Aïvanhov -(1900-1986): Mestre espiritualista búlgaro, que morou a maior parte de sua vida na França, onde fundou a Fraternidade Branca Universal

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

NA TRILHA DA REFORMA INTERIOR

Toda transformação tem raizes no cotidiano, e não há melhor maneira de evoluir espiritualmente do que vivenciando, dia a dia, as proposições que conduzem o ser humano nesse sentido. Aqui são expostos alguns pontos básicos dessa jornada evolutiva.
O tempo é precioso. Os minutos, às vezes, até parecem escorrer lentamente. Mas uma vida inteira pode se derramar, com surpreendente rapidez, pela interminável repetição do momento presente que chamamos de "agora".
No plano material, nossa eternidade que é interior - não existe. O passado é feito de memórias; o futuro é imaginação. De instante em instante, escoa o tempo que nos é dado viver. O período de uma existência humana é relativamente breve e deve ser aproveitado da melhor forma possível.
A vida se enriquece quando ultrapassa a mera busca de conforto - seja físico, emocional ou mental. No entanto, isso requer disciplina, criatividade, desapego e um amplo conjunto de virtudes que cada indivíduo irá desenvolvendo, de acordo com suas próprias decisões, ao longo do tempo.
Para o dr. Jayadeva Yogendra, instrutor do The Yoga Institute, na índia, um programa pessoal para uma vida mais completa, voltada ao crescimento espintual, pressupõe os seguintes pontos básicos:
1) Aceitar as situações da vida - "Ioga é a arte de viver", diz ele. Na ioga, aprendemos a aceitar a vida como ela é, a buscar seu significado, a desenvolver confiança na natureza e no futuro. E preciso observar a realidade serenamente, sem as distorções do apego ou da rejeição.
2) Colocar nossos deveres numa escala de prioridades - Seja definindo prioridades ou compreendendo nossas próprias motivações, é indispensável estudar nossa natureza interior. Como me relaciono com a vida? Quando decido fazer algo, surge em mim um sentimento de dever? Posso cumprir meus deveres experimentando o prazer do trabalho bem-feito, sem esperar recompensas?
3) Participar plenamente da vida - A sinceridade, a devoção e a consciência do dever geram atenção e concentração. A estabilidade da nossa atitude mental deve ser cultivada. Assim, o significado do trabalho iniciado torna-se cada vez maior. Nosso nível de consciência passa por uma mudança sutil, mas abrangente.
4) Ampliar constantemente nossos horizontes - Devemos superar nossa visão limitada de nós mesmos e do mundo ao nosso redor. Fora dos muros de todo pensamento egoísta está a consciência mais ampla que dá o verdadeiro sentido à vida. É recomendável, portanto, avaliar constantemente nossa capacidade de deixar de lado nosso pequeno "eu". Devemos ter urna direção definida na vida porque a dispersão de metas impede uma existência com frutos mais duradouros.
Quando se pensa em um programa de autodesenvolvimento espiritual, o primeiro grande desafio é reunir a vontade necessária para colocá-lo em prática. Uma vontade concentrada e organizada será vitoriosa, a curto ou longo prazo, especialmente se a meta escolhida for pura e altruísta. Uma vontade dispersa ou dividida, em compensação, é garantia de indecisão e fracassos.
"Toda tendência da nossa vida moderna, com seus confortos", escreveu Clara Codd, "é destruir nossa vontade e nossa capacidade de resistência". Só tem vontade firme aquele que é capaz de dizer não a si mesmo e de enfrentar dificuldades, aquele que tem mais prazer em fazer a coisa certa que em fazer a coisa fácil.
No início, fazer o que é correto pode ser difícil. Com o tempo, torna-se um hábito agradável. A disciplina, no princípio, é como veneno, mas acaba co mo néctar, ensina o Bhagavad Gita. O fortalecimento da vontade é essencial. "0 homem auto-indulgente nunca pode vir a ser o santo, o iluminado, aquele que irradia Deus", explica Clara Codd.
Outro aspecto da vontade fraca é a indecisão. Ninguém com essa característica pode ser feliz por muito tempo. Tomada a decisão de seguir por um caminho, é preciso ir adiante mesmo que as emoções resmunguem o contrário. Depois de um bom tempo, pudesse fazer uma avaliação dos resultados e corrigir a estratégia, se necessário.
Fonte: Trecho extraído da publicação de Carlos Cardoso Aveline na revista Planeta - Abril 1997