domingo, 27 de fevereiro de 2011

O Ataque Psíquico do Ponto de Vista Espiritual e Psicológico

O Ataque Psíquico do Ponto de Vista Espiritual e Psicológico

Dr. Joshua David Stone


Nível de Proteção Terrestre

Muitas pessoas não pensam no nível de proteção terrestre, mas ele é muito importante para os outros seis níveis. Por exemplo, se estiverem dirigindo em algum lugar perigoso, aos estacionar certifiquem-se de trancar as portas. Sem querer julgar, se alguém é tolo o bastante para deixar as portas destrancadas e as janelas abertas, está pedindo para ser roubado, especialmente se houver objetos de valor no carro. No Movimento da Nova Era, existem pessoas que acham que estão totalmente protegidas e não fazem sua parte, psicológica ou terrestre. A tarefa de protegê-los não é apenas de Deus e dos Mestres. Cada um deve fazer a sua parte,no nível psicológico e terrestre. Deus ajuda a quem se ajuda. atuar junto, de modo integrado, num trabalho de equipe, é o segredo.
Outro exemplo é trancar a casa à noite ou cancelar a entrega do jornal quando sair de férias. A ação física de trancar a porta tem uma contrapartida psicológica, que é o simbolismo de barrar a entrada de intrusos em sua casa psicológica. Faz sentido? Existe um ditado que afirma: "Confie em Alá mas amarre seu camelo." Acho que entenderam o que eu quis dizer, Amados Leitores.
...


Pensamentos Finais

Um pensamento final que eu gostaria de acrescentar aqui é o de que todos os trabalhadores da Luz reconheça o imenso poder dos seus pensamentos e emoções. Quando alguém está zangado, por exemplo, mesmo que essa pessoa não esteja na sua presença física, ela lançará um dardo ou seta na sua direção, no plano psíquico, e vice-versa. Se vocês tiverem uma aura forte, o que pode ser conseguido praticando o programa de proteção dos sete níveis, os dardos ou setas são rebatidos automaticamente pela aura. a Meditação Cósmica de Purificação de 50 Pontos do Monte shasta que indiquei, ajudará a remover todos os dardos e setas que se tenham alojado em seu campo, nesta e em encarnações passadas. assim, não há motivos para preocupação. Por isso é importante manter fortalecido o sistema imunológico físico, psicológico e espiritual, do contrário, esses dardos e setas poderão ficar alojados no seu campo. Os dardos da raiva, por exemplo, em geral se alojam no fígado etérico. Estou lembrando esses fatos, meus Amados Leitores e trabalhadores da luz, não só para protegê-los mas também para que permaneçam jovialmente vigilantes contra seu próprio ego negativo e seus pensamentos e emoções negativas contra os outros. O sistema imunológico e o campo protetor das outras pessoas talvez não estejam tão forte quanto o de vocês. Lembrem-se de que todos os seus irmãos e irmãs são o próprio Deus encarnado. Quando vocês atacam mental ou emocionalmente um irmão ou irmã por meio de sua mente ou emoções, na verdade estão atacando o próprio Deus, pois Deus e seus filhos e filhas são uma coisa só, o que também inclui vocês.
Quanto mais avançarem no processo de iniciação, mais forte será o efeito e o poder de seus pensamentos e emoções sobre os outros.
Os Mestres Ascensionados do plano interior pedem -me para lembrarem vocês de estarem sempre vigilantes nessa questão, em nome de Deus e de Seu reino.
Em geral as pessoas imaginam que um ataque psíquico só pode ser feito por uma entidade astral. Mas eu devo lembrar-lhes que a maioria dos ataques psíquicos ocorrem neste mundo, entre filhos e filhas de Deus encarnados fisicamente, que estão estudando suas lições de relacionamentos de todos os tipos.
Muitos adoecem mental, emocional e fisicamente não apenas devido ao ataque de vírus e bactérias, mas devido por causa desse tipo de ataques psíquicos de outras pessoas, que se desenvolvem e se acumulam ou penetram quando estamos enfraquecidos. Neste livro, estou fornecendo instrumentos para vocês se purificarem interiormente. agora que já estão cientes, têm um incentivo a mais para manterem sua proteção e se guardarem de seus próprios pensamentos e emoções negativos. Não há nada a temer, pois nada pode penetrar no seu campo se vocês seguirem o programa simples que lhes ensinei!
Se estiverem preocupados com pensamentos e emoções negativos que tenham tido no passado e que possam ter afetados outras pessoas, posso ajudar a curá-los. Em primeiro lugar, perdoem-se a si mesmos. Em segundo lugar percebam que a maioria das pessoas nascem com sistema imunológico razoavelmente bom, em todos os níveis, e a maioria dos pensamentos e emoções negativos não penetram em seu campo. Mas se estiverem preocupados com isso, rezem ao Espírito Santo para que desfaça os efeitos negativos, nesta e nas encarnações passadas decorrentes de pensamentos e emoções negativas que possam ter enviados a outros, consciente ou inconscientemente. O imenso poder e amor do Espírito Santo, com sua onipotência, onisciência e onipresença, como terceiro aspecto da Trindade Divina, pode anular todos os efeitos negativos por meio da graça de Deus, se a sua oração estiver em Harmonia com a vontade Dele.
Assim está escrito, Assim seja feito!


Fonte: O Livro de Ouro de Melquisedeque, vol. II
Dr. Joshua David Stone - Ed. Pensamento

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O Ataque Psíquico do Ponto de Vista Espiritual e Psicológico.


O Ataque Psíquico do Ponto de Vista Espiritual e Psicológico

Dr. Joshua David Stone

( Continuação...)

A principal forma de prevenir os ataques em qualquer nível é aprender a dominar os nossos próprios pensamentos, emoções, desejos, a mente subconsciente, a criança interior, o corpo físico, a energia e , acima de tudo, a mente e o pensamento do ego negativo. Se você não aprender isso, todas as outras formas de proteção serão muito limitadas. Muitas pessoas estão sob ataques psíquicos ou psicológicos devido a seus próprios pensamentos, emoções, criança interior e mente do ego negativo. Quando pensamento e emoções estão programados pelo ego negativo e não pela mente de Melquisedeque/Cristo/Buda, não apenas nos sentimos infelizes mas também estamos predispostos a ser atacados por outras pessoas, entidades astrais ou Extraterrestres negativos. A abertura para esses e outros tipos de ataques ocorre porque muitos trabalhadores da luz e outras pessoas não aprenderam a dominar suas próprias energias psicológicas, razão pela qual esses tipos de ataques ocorrem. Assim Amados Leitores, leiam e estudem todo este livro bem como o Soul Psychology, How to Clear the Negative Ego e Integral Ascension. Inúmeras pessoas sofrem por não dominar a própria mente, suas emoções, seu corpo físico, sua criança interior e seu ego negativo. Por favor compartilhem com elas meus livros sobre o assunto, pois, na minha humilde opinião, eu escrevi alguns dos livros de mais fácil compreensão, os mais abrangentes e práticos que já foram escritos sobre esse assunto. Sem o entendimento e os instrumentos adequados é quase impossível para uma pessoa aprender essas lições. É por isso que os Mestres me orientaram para escrever esses livros. Utilizem-nos e partilhe-os com seus amigos e clientes.

Na minha opinião, se esse primeiro nível for controlado quase todos os ataques cessarão. Mas dominar esse nível leva algum tempo e não vai acontecer de um dia para outro. É preciso grande concentração, determinação e vigilância espiritual. Se seguirem as orientações que tenho dado neste e em outros livros, isso pode acontecer rápida e eficientemente.

Nível Espiritual de Proteção

Depois de concentrar as energias para tentar dominar o nível psicológico, é hora de invocar a proteção das forças espirituais. Amados Leitores, esse processo foi incrivelmente facilitado por mim. Neste livro, transmito uma das mais profundas meditações de proteção jamais criadas e canalizadas. Ela atua em todos os setes níveis e invoca a ajuda da Hierarquia Cósmica e Planetária e o Reino dos Arcanjos, liderados por Miguel e Fé, uma vez que Eles são Arcanjos do Primeiro Raio, cuja função é proteger. Se vocês fizerem o trabalho espiritual como indiquei e a meditação sempre que necessário, criarão um campo de proteção tão profundo que nada passará através dele. A menos que vocês o permitam. O nome dessa meditação é “Meditação de Proteção da Hierarquia Cósmica e Espiritual.

(Geper: Oportunamente publicaremos aqui esta Meditação)

Nível de Proteção Físico-Terrena

O terceiro nível de proteção necessário para completar a invulnerabilidade aos ataques psíquicos é o físico-terreno. Com isso eu quero dizer primeiramente fortificar o sistema imunológico físico através de dieta adequada, exercícios físicos, hábitos de sono saudáveis, repouso, sol, ar livre, afirmações e visualizações positivas, invocando os Mestres Ascensionados do Plano Interior e os Anjos para que mantenham os corpo físico e etérico (o corpo de energia) em saúde perfeita e radiante.

O motivo disso ser importante é porque o corpo físico pode ser atacado também por bactérias, vírus e fungos, etc.; e manter um sistema imunológico físico forte afasta as possíveis doenças.

Manter um sistema imunológico e o corpo físico fortalecidos nos proporciona vitalidade e energia físicas. Isso reforça a aura e fornece energia aos corpos etérico, emocional e mental para que criem Amor, Sabedoria e Poder em seus respectivos níveis. A invulnerabilidade completa é obtida através do equilíbrio dessa Chama Trina em todos os níveis da aura. Manter o corpo físico forte também faz com que não nos cansemos, ficando mais fácil manter o poder pessoal, o autodomínio e a vigilância jovial em todos os momentos.

É muito mais difícil manter o sistema imunológico e a proteção psicológica, bem como o sistema imunológico e proteção espirituais, em perfeitas condições se o corpo físico está doente, alquebrado ou fatigado o tempo todo. Mesmo assim, a invulnerabilidade ainda pode ser obtida, mas com muito mais dificuldade e esforço. Amados Leitores, como vêem, manter o corpo físico forte e saudável é muito importante para ser protegido em todos os níveis.

(continua na próxima publicação...)

O livro de ouro de Melquisedeque – volume II – Joshua David Stone - Ed. Pensamento

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O Ataque Psíquico do Ponto de Vista Espiritual e Psicológico.

Por

Dr. Joshua David Stone

Como líder e mestre espiritual, recebo inúmeros chamados e cartas de pessoas que estão sob ataques psíquicos de diversos tipos. Muitas delas procuram ajuda junto a membros do movimento da Nova Era, inclusive junto aos Mestres, mas parece que nada adianta. Os Mestres Ascensionados do plano interior pediram-me que escrevesse um capítulo para esclarecer o assunto e explicar por que isso ocorre. Estou grato por esta oportunidade de transmitir essas informações a vocês.

A questão é de fato complicada e é preciso construir uma base para a sua compreensão. O primeiro nível do ataque psíquico é o ego negativo da própria pessoa. Isto é muito comum e muitos sofrem por autocrítica exagerada, falta de auto-estima, pensamento do ego negativo e sabotagem, para mencionar apenas alguns.

Os ataques psíquicos do segundo nível são feitos por outras pessoas que nos atacam em contatos diretos, em conversas, ou no plano psíquicos sem o nosso conhecimento. Elas podem estar atacando consciente ou inconscientemente.

Os ataques psíquicos do terceiro nível vêm de entidades astrais inferiores do plano interior, individualmente ou em grupo.

O quarto nível de ataques é de extraterrestes negativos.

Em seguida explicarei como são esses ataques e como se defender deles.

Como Lidar com os quatros tipos de ataques psíquicos

A pergunta mais importante deste capítulo é por que tantas pessoas sofrem desse problema e têm tanta dificuldade para resolvê-lo. É o que vou explicar agora. O que eu vou explicar-lhes aqui é uma questão da maior importância para todos os trabalhadores da luz deste planeta, pois todos estão sujeitos a algum tipo de ataque psíquico, o tempo todo. Talvez não sejam tão graves quanto os das pessoas que me procuram, mas ainda assim eles estão ocorrendo. Este capítulo também irá aprimorar-lhes a compreensão, tornando-os invulneráveis a esses ataques, em todos os níveis, de dentro e de fora do seu eu.

Para se tornarem invulneráveis a ataques psíquicos de qualquer tipo é preciso criar proteção em sete níveis: espiritual, mental, emocional, psíquico, etérico, físico e terrestre. O motivo dos trabalhadores da luz sofrerem ataques psíquicos é que eles procuram proteção mas não fazem em todos os sete níveis.

Se, por exemplo, alguém pedir ajuda ao Arcanjo Miguel mas não o fizer a sua parte no nível psicológico, deixará uma abertura para ser vitimado. Em outro capítulo deste livro, falei da necessidade de desenvolver um excelente sistema imunológico espiritual, psicológico e físico. Invocar a ajuda dos arcanjos e dos Mestres Ascensionados é maravilhoso e faz parte do desenvolvimento de um sistema espiritual para esse tipo de coisa; se , contudo, não desenvolvermos o sistema imunológico psicológico ou físico-terreno, poderemos suplicarmos aos Mestres o quanto quisermos e ainda assim sermos atacados por entidades do plano astral. Portanto, vamos começar do começo, assentando as bases de como se proteger em todos os sete níveis.

(continua na próxima publicação...)


imagem: Google

domingo, 12 de dezembro de 2010

A Lei da Evolução.


A meta da lei da evolução universal da vida se sintetiza na antiga trilogia grega; o Bem, e Belo eo Verdadeiro. é a vontade de Deus atuante em todos os seres e em todas as coisas, epor isso, em busca da perfeição.
O conhecimento esotérico advoga três leis ocultas que, descobertas pelo ser humano e aplicadas emsua vida cotidiana, levam-no à realização dessa meta: Evolução, Karma e reencarnação. Estas leis regem não apenas a vida oculta humana, mas também destinos de tudo quanto existe na natureza.



O Homem que indague a sua origem e o seu fim sem o conhecimento prévio dessas leis, assemelha-se ao pássaro que levanta voo sem rumo certo, cortando o azul do céu, porém sujeito a cansaço e exaustão. Perdido no seu voo irá de encontro a um obstáculo, ferindo-se, ou se precipitará na terra, perecendo vítima de uma ousadia e intrepidez insensatas. Geralmente, o indiferente ao "de onde veio e para onde vai" debate-se desvairado como esse pássaro. Busca no desconhecido, no distante, aquilo cuja resposta deveria ser dada por ele próprio, favorecida pelo conhecimento dessas leis.



Não adianta correr mundos . em busca da Verdade, Felicidade ou paz, com o coração aflito ea mente obscurecida, sobrecarregada de ideias fixas, tradições e superstições. É imprescindível, primeiro, um conhecimento perfeito de si mesmo e das leis que governam o seu curso neste e em outros mundos , para que possa então identificar, através de uma iluminação interior, a resposta às suas investigações.



A luz interior reside em todos os reinos da natureza. Existem, portanto, poderes latentes no homem e em toda a natureza que, embora desconhecidos para a maioria dos mortais, aumentam, crescem e se desabrocham como flor, que perfuma os prados e impregna o mundo com seu aroma.



Nada existe no universo que não evolua. Para adquirir autoconsciência, o Espírito necessita embrenhar-se na matéria. É a lei da Involução ou Autosacrifício, que limita cada vez mais sua divindade infundindo-se nos três reinos elementais até o mineral. Depois, já mais forte, inicia sua marcha ascensional através dos reinos vegetal, animal e humano: é a Lei da Evolução.



Tudo evolui no mundo em que vivemos: pedra, planta, animal e homem, com o único objetivo de atualizar as potencialidades que jazem latentes em todas as coisas e todos os seres, como sementes que são do Criador.




Fonte: Introdução á Filosofia Esotérica - Cinira Riedel de Figueiredo - Ed.Pensamento.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sindromes Evolutivas


Síndromes Evolutivas


Por Dalton Campos Roque – www.consciencial.org

 

Existem dois erros evolutivos graves: as mimeses e as antimimeses. As mimeses são repetições dos erros efetuados nas encarnações passadas, algo bem comum, mas essa interpretação pode ter desdobramentos que veremos depois.

 

A antimimese é o extremismo antagônico, diante do erro efetuado em vida passada, que leva ao extremo oposto no presente. É o paradoxo da lucidez. Lúcido do erro que cometeu em vida passada, e desesperado para não repeti-lo, inclina-se a pessoa para o extremo oposto, cometendo um erro novo e grave em sentido contrário; e se efetuado com extremismo, pode se manifestar com radicalismo.

 

A lucidez relativa e suficiente de perceber o erro passado não é suficiente para perceber o novo erro presente, tornando a repeti-lo por meio de atitudes radicalmente opostas.

 

Há várias síndromes evolutivas comuns:

 

1.     Sentimento de Estrangeiro ou Síndrome do Estrangeiro;

2.     Síndrome da Repetição ou Mimese;

3.     Síndrome da Antimimese ou Extremismo do Contrário;

4.     Síndrome de Swedenborg, o desvio da programação existencial (dharma) no fim do curso da vida;

5.     Síndrome do Descaso Evolutivo;

6.     Síndrome do Atacadismo Consciencial;

7.     Síndrome da Salvação;

8.     Síndrome do Evoluído;

9.     Síndrome do Fundamentalismo.

 

A seguir iremos explicar melhor cada uma.

 

1.     Síndrome do Estrangeiro ou Sentimento de Estrangeiro

 

São pessoas que encarnaram com bagagem de um bom curso intermissivo, mas possuem imaturidades marcantes em diversas facetas de sua personalidade.

 

Apresentam muitos pontos positivos e podem melhorar bastante numa vida. São inadequados em grande período da vida ou em toda ela, apesar de mostrarem talentos e bons traços de caráter e inteligência. Possuem traços de ingenuidade, apesar da excelente bagagem espiritual e forte intelectualidade.

 

A característica dessa síndrome é que parcela expressiva das pessoas que são “espiritualistas” (não espiritualizadas) tentam se encaixar à força nela, pois a maioria das pessoas possui algum tipo de inadequação e insegurança, mas isso é normal e natural em 99% das pessoas. Já escrevemos um artigo específico sobre esta síndrome no site www.consciencial.org.

 

2.     Síndrome da Mimese ou Síndrome da Repetição

 

Quando repetimos um acerto de vida passada, chama-se “acerto”, mas quando repetimos um erro, chama-se “mimese”. Repetir o acerto é denominado continuísmo consciencial, ou seja, uma continuação de um trabalho social/espiritual/consciencial que dinamiza a própria evolução espiritual.

 

Se fizermos uma análise reencarnatória, a rigor tudo será sempre continuísmo, seja piorando, seja melhorando consciencialmente, pois nós somos e seremos sempre nós mesmos, e tudo, quando não for a semântica, será a interpretação que se dá aos conceitos que se propõem.

 

O que escrevo aqui são apenas conceitos sob minha interpretação. Peço que o leitor não leve o texto ao rigor absoluto da letra, mas como ideia geral bem flexível.

 

3.     Síndrome da Antimimese ou Extremismo do Contrário

 

É um pavor criado, oriundo de um trauma extrafísico, num desencarne qualquer, óbvio, em vida anterior. A pessoa leva uma vida correta seguindo o plano de seu curso intermissivo[1] muito bem. Depois de seguir um bom percurso, ela de desvia ou desiste por qualquer motivo, o que não vem ao caso agora, e perde um bom trabalho que realizou. [1] Temos outro artigo explicando em detalhes o que é curso intermissivo, no mesmo site citado.

 

A pessoa desencarna e quando vai analisar seus resultados no extrafísico (plano astral) fica chocada e aborrecida (trauma). E ela promete a si mesma não repetir o erro nas próximas vidas e introjeta isso com tanta força que, ao reencarnar, radicaliza essa emoção e age ao contrário ao erro da vida anterior, radicalizando em seus pensamentos e ações. Um exemplo, grosso modo, desse comportamento seria uma pessoa que se desviou da ciência para a religião numa vida e na seguinte radicaliza suas posições no sentido da ciência.

 

A antimimese, sob visão de duas vidas, pode ser simplificado assim: numa vida, o início num bom caminho e o desvio ao final; na vida seguinte, o início no bom caminho e o desvio ao final, mas em posições opostas.

 

4.     Síndrome de Swedenborg

 

Emanuel Swedenborg (1688-1772) foi um grande cientista de seu tempo, o mais erudito entre seus contemporâneos. Desenvolveu muitos estudos e ideias sofisticadas para sua época. Aos 55 anos de idade, teve um momento de clarividência mais intensa e a partir dessa época voltou-se ao dogmatismo religioso.

 

O que aconteceu com Swedenborg foi um desvio violento de sua programação existencial, após aproximadamente dois terços de sua vida. Portanto, essa expressão só pode ser aplicada nos casos de tarefeiros que trocam suas tarefas de esclarecimento por tarefas de consolação, ou simplesmente as abandonam.

 

Aos tarefeiros que programaram para sua encarnação tarefas de consolação e as abandonaram não se aplica a presente expressão.

 

5.     Síndrome do Descaso Evolutivo

 

Aqui se enquadra a maioria esmagadora da humanidade. Entram majoritariamente os antiéticos, sejam céticos, sejam materialistas, sejam espiritualistas. Qualquer um que seja predominantemente antiético. O típico sujeito que deseja levar vantagem em tudo. E também os que vivem uma vida fútil e vazia de princípios e valores humanos.

 

6.     Síndrome do Atacadismo Consciencial

 

É o fato que surge em movimentos metafísicos – qualquer um que não seja materialista ou cético – estruturas grandes, como forma de se propagarem suas “verdades” e crenças ao maior número de pessoas de forma empresarial, organizada, hierarquizada e em forma semelhante a franquias modeladoras – no caso em estudo, franquias conscienciais.

 

Um líder gera um movimento que cresce, que se empolga, e se deslumbra, muitas vezes, ao criar uma industrialização, que empacota suas ideias, que antes eram originais e livres, e as reduzem a definições pequenas, conceitos reduzidos, perdendo conteúdo e qualidade. É bom lembrarmos uma lei bioenergética que diz: “Uma multidão se nivela por baixo e um grupo evolutivo se nivela pela média baixa.”

 

Quanto maior o atacadismo, mais baixa será a qualidade consciencial do produto final. Às vezes o custo-benefício evolutivo de um atacadismo consciencial é pior que um trabalho focado num grupo menor e de maior qualidade. Nestes casos, quanto maior a quantidade, menor a qualidade.

 

7.     Síndrome da Salvação

 

A Síndrome da Salvação é a febre manipuladora de movimentos dogmáticos proselitistas e absolutistas. Incluem-se aqui também os movimentos que acreditam na reencarnação. Há dogmas oficiais e assumidos, mas há dogmas velados e dissimulados em movimentos que adoram certos ícones e não admitem nada fora de suas obras. A maioria da humanidade está inserida aqui.

 

8.     Síndrome do Evoluído

 

A Síndrome do Evoluído é mais comum em movimentos mais esclarecidos e intelectualizados. Esses movimentos se caracterizam por possuírem um poderoso acervo dos artefatos do saber. Orgulham-se disso, envaidecem-se, não praticam as virtudes da alma, crendo-se superiores aos demais, que desdenham. Seus adeptos caem na distorção da realidade, própria dessa síndrome.

 

9.     Síndrome do Fundamentalismo

 

Quando a Síndrome da Salvação é praticada por pessoas extremistas, estes a transformam num movimento fundamentalista de diversos graus de ódio e destruição.

 

Conclusão

 

As síndromes não são estanques, não são absolutas. Cada grupo ou pessoa pode possuir várias delas em diversos graus. Elas se interpermeiam, gerando características bem peculiares e específicas. São hipóteses conscienciais de trabalho a serem mais estudadas e desenvolvidas com o tempo.

 

 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A Magia do Final de Ano




A Magia do Final de Ano

Como o Ciclo Solar Traz Iniciações, Grandes e Pequenas



Carlos Cardoso Aveline


O tempo é circular. Tudo o que ocorre ao longo dele é cíclico. Cada final traz um novo começo, e o modo como terminamos um ano das nossas vidas ajuda a definir como será, para nós, o ano seguinte.

Um breve momento é resultado, e semente, de processos imensamente longos. Segundo a filosofia esotérica, também cada ano que passa é um resumo de toda a nossa vida. O final de cada ciclo é oportuno para refletir sobre nossas vitórias e dificuldades, fazer um balanço – e renovar a decisão de viver de maneira sábia.

As quatro estações do ano correspondem de certo modo às quatro grandes etapas de uma vida humana. A segunda metade do inverno é a infância, que prepara a primavera da juventude. Por enquanto, tudo parece ajudar o nosso desenvolvimento pessoal: somos protegidos e educados, e as tendências da natureza conspiram a nosso favor. Já na primavera e no verão, que correspondem ao período que vai da juventude à meia-idade, se dão os grandes desafios e as principais realizações. Depois vem o outono, a primeira parte da velhice, quando é hora de recolher-se ao fundamental e de substituir com a sabedoria acumulada a força que falha cada dia mais. O ciclo termina com a primeira metade do inverno, a parte final da velhice. Esta é a época da grande renúncia, da travessia de volta para o todo universal, de onde um dia viemos, e de onde no futuro poderemos emergir novamente para uma outra forma de existência, sem nada lembrar do ciclo anterior.

O que permite distinguir as quatro diferentes estações é o ciclo anual da distribuição da energia solar. O sol é a grande fonte de vida material e espiritual em nosso planeta. O futuro de cada força vital depende diretamente da sua relação com ele. Muito mais que uma estrela física, o sol é na verdade o logos solar, a fonte espiritual de tudo o que ocorre em cada um dos seus planetas. Assim, o ciclo da luz solar em nosso planeta também constitui um mapa que assinala a longa jornada de cada alma humana, com seus períodos de expansão e retração, crescimento e decadência, morte e ressurreição.

“O ano místico”, escreveu o teosofista Gottfried de Purucker, “contém quatro pontos sazonais, e estas quatro estações, em seu ciclo, simbolizam os principais eventos no progresso da alma imortal ao longo do caminho iniciático (de expansão da sabedoria). Primeiro, o solstício do inverno, que é chamado de Grande Nascimento e ocorre quando o aspirante faz com que nasça Deus dentro de si, e pelo menos durante algum tempo se mantém em unidade com o mundo divino em consciência e em sentimentos. Este é o nascimento do Buda interior, que surge do esplendor espiritual do sol, ou o nascimento do Cristo místico.” [1]

A palavra solstício, de origem latina, significa “sol imóvel”. No momento máximo do verão, o solstício é o momento em que a luz do sol pára de crescer, para voltar a diminuir, abrindo espaço para o outono. Já no auge do inverno, o solstício indica o momento em que a luz do sol pára de diminuir, para voltar a crescer, preparando a primavera. O solstício do inverno é o momento da noite mais longa do ano, a partir do qual o sol passa a recuperar forças. Daí a idéia de nascimento, ou renascimento. No hemisfério norte, este evento astronômico corresponde ao período do Natal, porque os cristãos adotaram para si a antiga Festa do Sol da tradição pagã.

No hemisfério sul, o solstício de inverno corresponde às nossas festas juninas. Nelas, o fogo noturno simboliza a luz do sol vencendo a noite. A imagem corresponde à primeira grande iniciação. Há um nascimento espiritual depois de um longo período probatório em que o buscador da verdade foi duramente testado pela vida. Desperta o Cristo interior, ou seja, a intuição espiritual, a luz de Buddhi. No Novo Testamento, Jesus fala (para o bom entendedor) da primeira iniciação ao ensinar: “Em verdade lhes digo que, se não mudarem, e não se tornarem como as crianças, de modo algum entrarão no Reino dos Céus” (Mateus 18: 3-4). A imagem é clara: o iniciado do primeiro grau é puro como uma criança. O foco da sua consciência nasceu no nível do eu imortal. Sua consciência pode ser ainda como uma criança indefesa, vivendo precariamente e ameaçada por Herodes (o egoísmo circundante); mas já nasceu e está colocada no centro da vida concreta, iluminando todas as coisas.

O segundo grande momento da jornada evolutiva da alma avançada é simbolizado astronomicamente pelo equinócio da primavera, em que o dia e a noite têm forças e dimensões iguais, durante a fase crescente da luz. A palavra “equinócio” também tem origem latina e significa “noite igual”. No Brasil, o equinócio da primavera abre em setembro a estação em que tudo floresce.

A terceira etapa se abre com o solstício do verão, que corresponde, no hemisfério sul, ao nosso Natal. Aqui a duração do dia chegou ao seu ponto máximo e começa a abrir caminho para o outono. O último grande evento do ciclo é o equinócio do outono, quando a noite alcança o mesmo tamanho do dia, a caminho do inverno que simboliza a morte. Cada inverno, por sua vez, dará lugar a um novo renascimento.

A visão da jornada da alma humana imortal através de quatro grandes iniciações, até atingir a perfeição, é tão velha quanto a filosofia esotérica – e imensamente mais antiga que o cristianismo. Muitos séculos antes da era cristã, a filosofia oriental já tinha nomes sânscritos para os estágios superiores do caminho espiritual. Uma quinta etapa, a “ressurreição de Cristo” é, na verdade, o despertar  já no reino divino – do grande adepto, mahatma, rishi ou sábio, que teve sua condição humana “crucificada”, isto é, se libertou da roda do renascimento obrigatório. Esta é a quinta grande iniciação.

Vale a pena examinar o que ensina a tradição esotérica. A primeira grande iniciação, srotapatti, é marcada pela total ausência de egoísmo no coração do ser humano. A humildade, simbolizada na linguagem cristã pela pobre manjedoura, assinala a ausência de orgulho ou egocentrismo. A presença de vários animais em torno do menino Jesus simboliza a comunhão essencial do iniciado com todos os seres. As estrelas no céu mostram que esta unidade fundamental inclui o universo inteiro. As forças poderosas mobilizadas para uma tentativa de frustrar o seu nascimento simbolizam as provações e testes que a alma deve vencer. Refletem, também, o fato de que uma grande iniciação é um momento de fragilidade e vulnerabilidade, do ponto de vista do mundo externo.

Já a segunda iniciação, sakridagamin, corresponde ao surgimento de um forte intelecto a serviço do coração. É o equinócio da primavera, que traz o predomínio crescente da luz. Na vida de Cristo, corresponde ao momento em que o menino Jesus prega aos doutores no templo (Lucas, 2: 46-49). É o despertar da mente superior, manas, a inteligência livre das aparências, ágil, eclética, capaz de ver com clareza a mesma verdade essencial em todas as boas religiões, ciências e filosofias. Para o iniciado do segundo grau, o pensamento positivo e a ação solidária surgem naturalmente do fato de que ele percebe, sem qualquer esforço, o total domínio da Lei do Equilíbrio sobre a realidade aparente, cujas numerosas armadilhas só enganam o ingênuo e o “astucioso”. Se a primeira iniciação faz enxergar toda vida do ponto de vista da bondade, a segunda coloca uma inteligência de grande poder a serviço do amor altruísta. É a primavera iluminando o mundo.

A terceira iniciação, anagamin, corresponde, como vimos, ao solstício de verão. O sol chegou ao auge e passa a preparar-se para a sua grande renúncia. Na vida de Jesus, é a Transfiguração (Mateus, l7). Num alto monte, o rosto de Jesus “resplandece como o sol”. Em seguida, ele percebe todo o sofrimento que o futuro lhe reserva, sua própria morte e a ressurreição (Mt l7: 22-23). Ao assumir a iniciação anagamin, a alma toma uma firme decisão de ir até o final no doloroso sacrifício da sua condição humana, sabendo que o processo culminará na crucificação da sua personalidade ou aniquilação do seu eu inferior, para que possa renascer no mundo divino.

A quarta iniciação, de arhat, corresponde astronomicamente ao equinócio de outono, e, na vida de Jesus, à crucificação. É a chegada da morte, ou inverno, o que possibilitará o renascimento ou ressurreição além dos limites do universo conhecido. Aqui a alma morre definitivamente para as experiências do reino humano. A quinta iniciação, aseka, corresponde à ressurreição. O adepto, o mahatma, o rishi, o Imortal – simbolizado por Jesus no Novo Testamento – ressurge em um reino superior ao humano e está livre do sofrimento tal como o conhecemos, mas ainda guia nossas almas no caminho do bem.

Há pelo menos duas conclusões práticas a serem tiradas desta jornada mágica das almas mais evoluídas da nossa humanidade.

A primeira delas é que podemos preparar-nos desde já para metas divinas, mesmo que elas sejam distantes. Esta opção terá efeitos positivos imediatos em nossa vida. No momento atual da evolução humana, os espiritualistas não-dogmáticos – capazes de aproveitar o que há de melhor em diferentes religiões, ciências e filosofias – podem preparar-se ativamente para a primeira grande iniciação. Mas não convém ter muita pressa. A ignorância espiritual só desaparece aos poucos, e o processo preliminar requer, sem dúvida, várias vidas.

Segundo a filosofia esotérica, a alma humana não interrompe seu aprendizado espiritual ao final de uma única existência. Ela renasce repetidamente para ganhar mais experiência e avançar em direção à luz, até alcançar a proficiência – o “adeptado” – e completar o ciclo evolutivo do reino humano. A cada nova encarnação, o aprendizado espiritual é retomado no ponto em que se interrompeu na vida anterior, embora as circunstâncias externas possam ser completamente diversas. Depois haverá outra encarnação, e outra, até as várias iniciações. Finalmente virá a libertação definitiva das limitações humanas. Na visão integral e transcendente proposta pela filosofia esotérica, a vida no planeta Terra constitui uma única e grande onda evolucionária que faz parte da vida mais ampla do cosmo. Em nosso pequeno jardim planetário, as vidas vegetais estão a caminho do reino animal. As almas dos animais estão a caminho do reino humano. Do mesmo modo, nossas almas humanas avançam, lentamente, em direção ao mundo divino. Assim é que circula a luz divina pelo universo, reciclando eternamente espírito e matéria.

Preparar-se para a primeira grande iniciação, srotapatti, é abrir terreno para o Natal Interior, isto é, o nascimento de Cristo em nosso próprio coração. Porque, se não encontrarmos o Mestre dentro de nós, “é inútil procurar em outra parte”, como ensina o livro “Luz no Caminho” [2]. Este é o caminho da purificação. É desenvolver a humildade necessária para, primeiro, observar serenamente o movimento do egoísmo dentro de nós, e depois libertar-nos passo a passo do emaranhado de interesses e preocupações egocêntricos, colocando-nos a serviço da verdade e da justiça em todas as dimensões da vida. Assim, aprendemos a identificar-nos com a vida maior e não com a vida pequena ou os impulsos animais de busca de segurança e fuga das expectativas de dor.

A segunda conclusão prática é que a história do Novo Testamento simboliza a vida de todos nós. De certa forma, podemos viver hoje, em nossas vidas diárias, amostras pequenas, mas poderosamente inspiradoras, do significado das cinco grandes iniciações. Os mistérios eternos estão sempre ao nosso lado, prontos para a eventualidade de despertarmos, e inspirando-nos em tudo o que é possível. Quem sabe se agora não é o momento?

Ao final de cada ano ou de cada etapa em nossas vidas, seja ela grande ou pequena, podemos fazer um inventário e perguntar-nos pela nossa capacidade de nascer e renascer a cada dia como crianças livres do passado e dos processos de rancor, ódio, cobiça e outros sentimentos negativos. Como vive a criança divina em nosso interior? Ainda sabemos renascer?

É possível antecipar algo da segunda iniciação e avaliar, periodicamente, como anda nossa coragem de buscar a verdade, de olhar a realidade além das nossas opiniões e idéias fixas prediletas, de estudar coisas novas e abrir rumos renovadores à nossa vida intelectual, optando pela inteligência do coração e não pela astúcia da mente egoísta. É possível, nos aspectos da vida em que já podemos ver o anúncio do outono e do inverno, tomar uma firme decisão de renunciar a tudo o que não é de fato nosso, e a cooperar com a vida mesmo quando ela não nos beneficia dando coisas agradáveis, mas nos ensina pelo caminho do desapego e do sacrifício. Assim estaremos vivendo, hoje mesmo, uma parcela infinitamente pequena, mas útil, da terceira iniciação.

Podemos avaliar também as várias e dolorosas “crucificações” que já vivemos nesta vida. Quantos desesperos e derrotas? E quantas lições aprendidas? Qual nossa atitude quando experimentamos crucificações, traições e injustiças? Permanecemos no território da verdade, da ética e do amor altruísta? E quantas vezes, depois da tempestade e da cruz, veio a bonança da ressurreição? Quantas vezes uma nova etapa da vida, primaveril, cheia de promessas e potencialidades, abriu-se inesperadamente diante de nós, apenas porque havíamos sabido sofrer sem ódio ou desespero? A ressurreição é um Natal em um nível mais elevado, assim como o Natal é a promessa da ressurreição total a que nossa alma terá direito um dia.

Por outro lado, o Natal ocorre pouco antes do Ano Novo. Essa proximidade parece refletir sincronicamente o fato de que o nascimento de uma nova consciência, mais sábia, sempre nos abre a possibilidade de um novo começo prático em nossas vidas. Assim, o melhor presépio está em nossos corações e mentes. É ali que acontece, a cada dia, o milagre do nascimento. E da iniciação.

NOTAS:

[1] “The Four Sacred Seasons”, de Gottfried de Purucker, Theosophical University Press, Califórnia, EUA, pp. 42 a 45 e 73 e seguintes. Veja também o “Dictionary of All Scriptures & Myths”, de G. A. Gaskell, Gramercy Books, Nova Iorque, EUA.

[2] “Luz no Caminho”, Mabel Collins, Editora Teosófica, Brasília.


Publicado em http://www.filosofiaesoterica.com/

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O Verdadeiro significado do sinal da cruz




O Verdadeiro significado do sinal da क्रूज़



A Teosofia do Sinal da Cruz


O Significado Universal de um Velho Símbolo Cristão


Carlos Cardoso Aveline

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Um diamante não perde seu significado, ou seu valor, por estar enterrado no solo e no barro: tampouco o ouro ou qualquer pedra preciosa. Assim, o fato de que algo bom seja esquecido ou ignorado não pode diminuir o seu valor: ao contrário, torna-o ainda mais valioso.

O mesmo ocorre com a sabedoria antiga e a filosofia esotérica, que ainda hoje dormem, em um berço nem sempre esplêndido, sob a superficie rotineira dos dogmas cristãos da idade média. Existe, por exemplo, uma versão esotérica, rara e esquecida da oração “Pai Nosso”, e ela foi publicada por H. P. Blavatsky no século 19. [1] Vamos abordar agora o significado esotérico e profundo de outro elemento cotidiano da cristandade: o sinal da cruz. Há séculos ele tem sido usado em todo o mundo. Na verdade, ele tem origem cabalística e possui um significado amplo, filosófico, livre de qualquer relação com crenças supersticiosas.

Em “Ísis Sem Véu” – uma das duas obras monumentais da filosofia esotérica – H.P.Blavatsky mostra em detalhes o processo pelo qual o cristianismo de Roma apropriou-se dos antigos conhecimentos das tradições “pagãs” de sabedoria e, em seguida, passou a perseguir estas mesmas tradições (inclusive a tradição judaica), destruindo suas obras escritas e matando os seus mestres e alunos. Item por item, H.P.B. vai demonstrando que a teologia romana cristã é, na verdade,“pagã”.

Ela escreve:

“Seria realmente muito doloroso tirar de Roma, de uma única vez, todos os seus símbolos; mas é preciso fazer justiça aos hierofantes despojados. Muito tempo antes que o sinal da Cruz fosse adotado como símbolo cristão, ele era empregado como um sinal secreto de reconhecimento pelos neófitos e pelos adeptos.”

Em seguida, H.P.B. cita palavras de Eliphas Levi, em sua obra “Dogma e Ritual da Alta Magia”:

“O sinal da cruz adotado pelos cristãos não pertence exclusivamente a eles. Ele é cabalístico e representa as oposições e o equilíbrio quaternário dos elementos. Constatamos, na estrofe oculta do Pater, à qual aludimos em volume anterior desta obra, que havia originalmente duas maneiras de fazê-lo, ou, pelo menos, duas fórmulas muito diferentes para expressar o seu significado; uma reservada aos sacerdotes e aos iniciados; e outra, comunicada aos neófitos e aos profanos. Assim, por exemplo, o iniciado, levando a mão à fronte, dizia: ‘A ti’; então ele acrescentava; ‘pertencem’; e continuava, enquanto levava a mão ao peito – ‘o reino’; depois, ao ombro esquerdo; ‘a justiça’ ; e ao ombro direito; ‘e a compaixão’. Então ele juntava as mãos e acrescentava: ‘Através dos ciclos da geração: Tibi sunt Malkhuth,et Gerburah et Hesed, per Aeonas’ – um sinal da Cruz total e magnificamente cabalístico, que as profanações do gnosticismo fizeram a Igreja praticante e oficial perder por completo.” [2]

Até aqui, Eliphas Levi, citado por H.P.B. Vejamos agora, ponto por ponto, algo sobre o significado deste gesto simbólico e das palavras cabalísticas associadas a ele: “A ti pertencem o reino, a justiça e a compaixão. Através dos ciclos de geração.”

1) “A ti pertencem” – As palavras “a ti” se referem a Atma, o sétimo princípio da anatomia oculta do ser humano. Este é o princípio supremo imortal, o eu superior que vive em unidade com a lei do universo, simbolicamente situado na testa.

2) “o reino,” – Ou seja, o reino dos céus, situado no peito ou no coração. Esta é a consciência do mundo divino, a luz espiritual, Buddhi, o sexto princípio da compreensão universal das coisas, o amor universal.

3) “a justiça e a compaixão.” – Estes são os dois pratos da balança. O reino dos céus (consciência divina) é feito de justiça e compaixão, e para afirmar-se necessita do equilíbrio entre estes dois fatores. Qualquer uma destas duas virtudes só pode existir com base na outra. Sem justiça, a compaixão é falsa. Sem compaixão, a justiça é falsa. Sem justiça e compaixão, não há consciência divina (reino dos céus). O amor universal é feito de justiça e compaixão. É graças às duas virtudes (inseparáveis do discernimento) que o estudante tem acesso ao princípio Supremo e superior (Atma), simbolicamente situado na testa.

4) Através dos ciclos da geração. – As palavras “os ciclos da geração” se referem ao caráter cíclico do tempo eterno e mais especificamente à reencarnações de cada individualidade humana. Aqui a sabedoria da Cabala aponta para a “doutrina dos ciclos”, uma parte essencial da teosofia.

Os dois ombros humanos simbolizam a responsabilidade do indivíduo diante da vida. É a combinação de justiça (ombro esquerdo) e compaixão (ombro direito) que permite ter força e estabilidade ao longo de uma encarnação.

O sinal da cruz cabalístico aciona quatro fatores, e tem relação direta com os quatro elementos (fogo, água, terra e ar). Ele também se refere à Tetraktis ou Tétrade sagrada dos pitagóricos; aos quatro pontos cardeais; e ao Tetragrammaton, o nome de quatro letras da divindade na tradição mística judaico-cristã (IHVH).

A dimensão geométrica e o significado interior do sinal da cruz têm fortes correlações com a filosofia maçônica e a sabedoria salomônica. O templo de Salomão, esotericamente, simboliza o corpo humano.

Para a filosofia antiga e teosófica, como para o cristianismo autêntico, o corpo humano é o grande templo, e os templos físicos são apenas símbolos externos dele. O corpo é a casa do Espírito: “o Espírito está dentro de nós”. Em I Coríntios 3:16, o Novo Testamento afirma: “Não sabeis que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” E em II Coríntios 16, lemos: “Porque vós sois o templo vivo de Deus”.

Segundo a tradição, o templo de Salomão está voltado para o Leste e possui duas colunas, chamadas de “Boaz” e “Jachim”. Idealmente, ao fazer o sinal da cruz, o estudante de sabedoria divina não só se reconhece como um templo vivo, mas também está voltado fisicamente para o Leste, o Nascente. Seus ombros e braços correspondem às colunas. O termo “Boaz”, que corresponde ao ombro esquerdo ou coluna Norte, significa “na força” ou “em fortaleza”. O termo “Jachin”, que corresponde ao ombro direito ou coluna Sul, combina uma abreviatura de “Jeová” (Divindade) com um termo que significa “Estabelecer”.

Assim, quando fazemos a correlação do sinal da cruz cabalístico-cristão com a tradição salomônica e maçônica, vemos o seguinte:

“O reino dos céus (Jeová, a Sabedoria Divina) tem força, isto é, se estabelece como uma fortaleza, quando tem por base a Justiça.”

Quando reconhecemos o corpo humano como um templo, isto é, um invólucro externo de uma presença divina interior, podemos perceber a relação prática entre o sinal da cruz cabalístico e outro campo de conhecimento, a Filosofia da Ioga.

Vejamos, passo a passo, como se dá esta correlação. Inicialmente, enquanto o devoto pronuncia ou pensa as palavras “A ti pertencem”, o sinal da cruz ativa a testa, um ponto intermediário entre os dois chácras superiores, respectivamente localizados no alto da cabeça ( chacra Sahasrara) e entre os dois olhos (chacra Ajna).

A seguir, enquanto o devoto pronuncia as palavras “o reino”, o sinal da cruz toca uma parte do corpo que se refere ao chacra Anahata, localizado no coração. Em seguida, o estudante toca os dois ombros, pronunciando, respectivamente, as palavras “a justiça” (ombro esquerdo) e “a compaixão” (ombro direito).

Os dois ombros simbolizam as duas correntes energéticas ou “colunas” (Nadis) que ligam os chacras, segundo a ioga. Uma das correntes é positiva e ativa: a Justiça. A outra é compreensiva e contemplativa: a Compaixão.

Finalmente, ao unir as duas mãos enquanto pronuncia as palavras “Através dos ciclos de geração”, o devoto fecha o círculo harmonizando simbolicamente os dois hemisférios cerebrais, os dois nadis e as correntes yang e yin em sua natureza interior.

Esta visão esotérica do sinal da cruz vai além de mostrar a relação viva que há entre o corpo e alma, ou e templo e o espírito. A prática original do sinal da cruz é, também, um modo ativo e consciente de expressar o compromisso do indivíduo atento com a consciência universal.

Através do verdadeiro sinal de cruz, que nada tem a ver com superstições, o indivíduo se estabelece simbolicamente na consciência divina. Ele assume por mérito próprio “o poder que o faz parecer nada aos olhos dos outros”. Ele assume o poder de estar em união fraterna com a Lei Universal e com todos os seres.



O texto foi distribuído pela lista do boletim

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