quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Nada está morto ou destituído de inteligência



Nada Está Morto ou Destituído de Inteligência


Toda Natureza é Consciente

A psicologia “moderna” mantém uma triste ilusão antropocêntrica: a ilusão segundo a qual o ser humano é o dono exclusivo da consciência.

Assim como outras áreas de conhecimento científico, a psicologia convencional parte da premissa de que o universo é inconsciente. Ela pensa que o mundo vegetal também é inconsciente. Ela vai além e considera que o mundo animal é inconsciente, e que o próprio ser humano é, amplamente, governado por algo que ela insiste em chamar de “inconsciente”.

O que vemos nesta situação é uma forma estreita de consciência imaginando que só ela própria é consciência, e que tudo o mais no universo é destituído de inteligência.

A arrogância − neste caso − é diretamente proporcional à ignorância. Em pleno século 19, H.P. Blavatsky escreveu:

“A ordem inteira da natureza evidencia uma marcha progressiva em direção a uma vida mais elevada. Há um planejamento na ação das forças aparentemente mais cegas. Todo o processo de evolução, com suas adaptações intermináveis, é uma prova disso. As leis imutáveis que eliminam as espécies fracas e frágeis, abrindo espaço para as fortes, e que asseguram ‘a sobrevivência do mais adaptado’, embora sejam cruéis na sua ação imediata − trabalham todas em função daquela grande meta. O próprio fato de que ocorrem adaptações, e que os mais adaptados realmente sobrevivem na luta pela existência, mostra que o que é chamado de ‘Natureza inconsciente’ constitui na verdade um agregado de forças manipuladas por seres semi-inteligentes (Elementais) guiados pelos Espíritos Planetários Superiores (Dhyan Chohans), cujo agregado coletivo forma o verbum manifestado do LOGOS imanifestado, e constitui ao mesmo tempo a MENTE do Universo e a sua LEI imutável.” [1]

E H.P. Blavatsky acrescenta, na edição original do texto, a seguinte nota de rodapé:

“Tomada em um sentido abstrato, a Natureza não pode ser ‘inconsciente’, porque ela é a emanação da consciência ABSOLUTA e portanto é um aspecto desta (no plano manifestado). Onde está o homem suficientemente audaz para pretender negar que a vegetação e mesmo os minerais têm uma consciência própria e peculiar? Tudo o que ele pode dizer é que esta consciência está além da sua compreensão.”

Esta é mais uma evidência no sentido de que, segundo a teosofia, não há matéria morta no universo, e a consciência universal permeia tudo o que existe. Em seu livro “A Lei do Triunfo”, Napoleon Hill escreveu sobre a inteligência presente em cada célula orgânica, e ligou este fato a certos hábitos de alimentação:

“As células de toda vegetação, bem como as da vida animal, são dotadas de um elevado grau de inteligência. (...) Pelo fato de que muitas formas animais (inclusive o homem) vivem de devorar os animais menores e mais fracos, a ‘inteligência celular’ desses animais que entram no homem e se tornam parte dele traz consigo o medo nascido da experiência de ter sido comida viva.” [2]

De fato, a literatura teosófica ensina que comer carne − isto é, comer cadáveres de animais − é algo que embrutece o ser humano, e este embrutecimento começa pelo nível da inteligência celular. Napoleon Hill aborda a interação entre as emoções e os órgãos digestivos do ser humano:

“Sabe-se que os aborrecimentos, as emoções ou os temores interferem com o processo digestivo e, em casos extremos, detêm inteiramente este processo (.....). É claro, pois, que o espírito cumpre um papel na química da digestão e da distribuição dos alimentos” [3]

Napoleon Hill discute a relação entre o estado de espírito do indivíduo e a inteligência celular do seu corpo físico:

“A preguiça não é mais do que o resultado da ação de uma mente pouco ativa sobre as células do corpo. (.....) As células agem de acordo com o estado mental, exatamente da mesma maneira como os habitantes de uma cidade agem de acordo com a psicologia da massa que a domina. Se um grupo de cidadãos eminentes procura fazer com que a cidade adquira a reputação de ‘progressista’, esta ação influencia a todos os que vivem ali. Uma mente ativa e dinâmica conserva as células do corpo em constante estado de atividade.” [4]

E ainda:

“Os pensamentos dominantes na nossa mente − ou seja, os pensamentos mais profundos e freqüentes que nos vêm − influenciam a ação do nosso corpo. Cada pensamento posto em ação pelo cérebro atinge e influencia todas as células do corpo.” [5]

Não existem, portanto, coisas ou seres inconscientes. Existem apenas seres e objetos cuja consciência nós ainda somos incapazes de perceber. Em algum momento, a psicologia convencional terá que adequar-se à verdade dos fatos e ir além da pretensão darwinista do século 19, segundo a qual a única forma existente de consciência é a consciência verbal do hemisfério cerebral esquerdo do ser humano, aquela consciência que rotula e classifica, e que julga o futuro com base no passado.

Na verdade, toda natureza é consciente, embora nem todos os seres tenham a consciência individualizada, ou percepção auto-consciente. Além disso, é importante saber que a percepção auto-consciente – de acordo com o budismo e a filosofia esotérica – é também uma forma de ilusão, de maya. Para que se alcance a sabedoria, ela deve ser transcendida, ao mesmo tempo que é preservada como instrumento.

O hemisfério cerebral esquerdo é útil, mas as inteligências das outras áreas cerebrais também devem ser usadas. (Um Estudante de Teosofia)

NOTAS:

[1] “The Secret Doctrine”, Helena P. Blavatsky, “Theosophy Company”, Los Angeles, volume I, pp. 277-278. Na edição da Ed. Pensamento, SP. Ver “A Doutrina Secreta”, vol. I, pp. 308-309.

[2] “A Lei do Triunfo”, de Napoleon Hill, José Olympio Editora, RJ, 18ª Edição, 1997, 736 pp., ver p. 132.

[3] “A Lei do Triunfo”, obra citada, p. 58.

[4] “A Lei do Triunfo”, obra citada, p. 609.

[5] “A Lei do Triunfo”, obra citada, p. 614.

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Fonte: "O Teosofista", boletim mensal de www.filosofiaesotérica.com

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Laboratório...


A vida é o cadinho que abriga a Alma...

A intenção é o fogo que cataliza a reação...

O laboratório?

O Planeta Terra, que possibilita a transformação...

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imagem: google

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A Saúde do Planeta Terra e o Apocalípse...


A Saúde do Planeta Terra e o Apocalipse! 


O que isso tem a ver com a nossa saúde e com as nossas ações?
 
Recentemente recebi de presente do meu amigo e professor Dr. Francisco di Biase (Gran Ph.d,. neurocirurgião e neurocientista, medalha Albert Schweitzer de Ciência e Paz -Albert Schweitzer University - Suiça) o seu mais recente livro denominado “Caminhos para a Paz” em co-autoria com Mário Sergio F. Rocha. Este livro é prefaciado por outro Gran Phd. Prof. Alfonso Roldan Moré que diz entre outras passagens assim: “ As civilizações tem passado por guerras absurdas que somente respondem aos piores instintos do ser humano... Este mundo se corrompeu ao ponto de converter o desenvolvimento tecnológico em um cenário teatral onde vemos um falso mundo feliz ao passo que as diferenças entre países pobre e ricos aumentam assim como também as enfermidades. (foto da capa do livro).
Em um trabalho de conscientização pela saúde e paz na Terra que desenvolvi no início de 2004, o prof. Francisco di Biase participou e frisa o seguinte: ... Se a humanidade não parar de poluir os rios, de contaminar o solo, se não pararmos de destruir o meio ambiente, dentro de no máximo 15 anos as cadeias alimentares que sustentam os ciclos biogeoquímicos do planeta vão se romper de forma irreversível e isso culminará no fim da nossa espécie e de todas as formas de vida... (ouça a faixa 11 do CD PAX de Celso Makhara.
Na realidade isto já está acontecendo sutilmente. Na revista planeta, edição 380, ano 32, páginas 20 a 23 temos uma brilhante matéria de um outro grande amigo, escritor, jornalista, filósofo, e facilitador da UNIPAZ que entre vários assuntos ele relata o seguinte: Uma pesquisa secreta, coordenada pelo pentágono e entregue ao presidente George Bush, indica que o caos climático e ambiental estará instalado em todo o mundo a partir de 2007.
 
Outro pesquisador sério, médico, professor Dr. Marco Marcondes (Biomedicina Quântica, homotoxicologista) afirma o seguinte: ...hoje na medicina quem não pratica medicina ecológica não está fazendo medicina (entenda-se medicina ecológica a medicina que vê o ser humano como parte de um todo, junto ao meio ambiente a suas interações macro e micro orgânicas, respeito pela natureza, holismo). 
Visto o nível das informações acima relatadas e a sua procedência dispenso a hipótese e comentários sobre 'teorias'. Isto tudo é a dura realidade que já estamos vivenciando. O apocalipse bíblico não nos relata sobre estes tempos? Mas o que isto tudo tem a ver com a nossa saúde já que esta coluna trata deste assunto? Provavelmente nenhum outro jornal do país e do mundo tenha mostrado esse tema da forma e do nível técnico que eu organizei com exclusividade para vocês amigos e leitores.Caso você ainda não tenha compreendido, as linhas a seguir serão ainda mais surpreendentes. 
 
John Robbins, Dr. Michael Klapper e inúmeros outros pesquisadores americanos lideraram uma pesquisa ampla, científica e revolucionária nos Estados Unidos. Os dados que se seguem são frutos desta e de outras pesquisas e de mais de 15 anos dos meus estudos em naturopatia e holismo. São dados técnicos verídicos e chegam a ser impressionantes.
O Dr. Michal Klaper ficou muito impressionado ao examinar o sangue de um paciente que irira fazer ponte de safena. Ele verificou que o líquido que flutua sobre o sangue em um tubo de ensaio que normalmente é transparente e amarelado, estava viscoso e não transparente. Ele analisou o sangue e perguntou ao paciente o que ele havia comido. A resposta foi, X-Burguer e Milk Shake. Verificou que a substancia viscosa no sangue era fruto desta alimentação hipercalórica e gordurosa por mais de 30 anos. Verificou também que em todos os casos de morte na sua especialidade assim como em várias formas câncer, apresentavam o mesmo resultado no sangue: Gordura saturada e colesterol. Milhares de exames sempre com o mesmo resultado. Verificou ainda que no Japão o índice de câncer de mama é seis vezes mais baixo que nos E.U.A., e que tudo isso está relacionado com a alimentação rica em maior ou menor índice de gordura. Juntou-se a outro pesquisador, o Ph.d. Dr. Colin Campbell que dirige e coordena um dos estudos mais completos da história médica mundial em 'Alimentação X Doença'. Esse estudo foi realizado na China. Nele foram avaliados 367 itens e envolveu 6.500 pessoas.
Um dos fatores mais importantes que foram observados foi:
 
90% da proteína consumida na China é de origem VEGETAL.
70% da proteína consumida nos EUA é de origem ANIMAL.
 
A mensagem foi clara. Se você que reduzir o risco de câncer, de infarto, de AVC entre outros, coma menos carne, menos laticínio, menos gordura, e coma mais hortaliças, frutas e grãos. Bioquimicamente o excesso de gordura animal aumenta os níveis de hormônios favorecendo o câncer. Bem, até aqui nada de muito novo, porém, quem presta atenção nesses detalhes? Vamos continuando que o principal está chegando.
Você amigo leitor, tem idéia do que envolve a produção da carne e do leite? Vamos entender o que a 'linha de montagem' para produzir gado está fazendo.
David Pimentel, Ph.d. - Entomology, Cornell University, verificou que população de gado nos EUA é quatro vezes superior a população humana. Isto produz uma quantidade enorme de esterco, 1,6 bilhões de toneladas. Mais ou menos 3 toneladas de esterco para cada americano. Uma população de 20 mil animais produz uma quantidade de dejetos equivalente a cidade de São José dos Campos. Estes dejetos vão sendo depositados no solo, formando quilômetros de montanhas de esterco. Parte dele é absorvido pelo solo, contaminando os lençóis freáticos, parte vai para os rios, para os lagos, etc. Sofrem a ação do vento e são espalhados pelo ar, pelas nuvens, pelas chuvas contaminando a população. Isso não acontece apenas nos E.U.A, isso acontece em todo país que segue o sistema de alimentação americana, que é o caso do Brasil. 
Para lavar 20 mil gados leiteiros diariamente é necessário uma quantidade incalculável de água potável, de produtos desinfetantes, inclusive nitratos os quais também escoam para os rios e lençóis freáticos. Isto contamina a água que se bebe. O nível de problemas congênitos nos bebês é enorme nestas regiões. Para limpar a contaminação feita por uma fazenda com 20 mil gados seria necessário gastar de 70 a 100 milhões de dólares.
O que comemos tem um impacto direto na nossa saúde e na saúde das águas e do planeta. As conexões são totais. Quando os primeiros colonizadores chegaram nas Américas (e em qualquer outra região), a maior parte dos continentes estavam cobertas por florestas exuberantes e muito capim nas planícies. O céu era claro, a água pura e o sol brilhava no horizonte. Hoje ao sobrevoar estas mesmas terras vemos que a maioria das florestas e planícies não existem mais, desapareceram; agora pasmem, não para dar lugar às cidades e ao asfalto, mas para dar lugar a pastagens e plantações.
Daí você pode dizer: temos que plantar para sobreviver. Porém a resposta é que a maior parte do que plantamos não é consumida pelas pessoas, mas sim pelos animais.
 
80% - do milho é consumido pelos animais.
90% - da soja e da aveia são para os animais.
 
Que efeito isto tem no meio-ambiente? Pesticidas, herbicidas, fungicidas altamente tóxicos são comuns na agricultura, causando graves problemas ambientais. Os nitratos dos adubos e outros produtos que escoam para os lagos e rios fazem as algas crescerem descontroladamente, sufocando as outras formas de vida, já que consomem todo oxigênio. Assim temos lagos mortos, sem vida, sem peixes. É um desastre para toda forma de vida que depende deste ecossistema. Então veja a nossa parte nisso tudo. Se comêssemos menos carne teríamos:
- água mais pura
- menos agrotóxicos na comida
- menos impacto ambiental
- mais saúde
- um mundo mais saudável
Em regiões onde a chuva é rara, é necessário fazer um sistema de irrigação para levar água até as plantações e para o gado. Poucas pessoas sabem quanta água é utilizada na irrigação de forragem. Normalmente pensamos que a maior parte da água é consumida pelas pessoas, mas foi observado que em Los Angeles, com seus 12 milhões de habitantes e milhares de piscinas, o maior consumo de água é para irrigar pastagens. Na realidade é maior que o consumo de todo estado da Califórnia. Calculou-se que para produzir 500kg de carne que chegam ao açougue foi consumido água suficiente para fazer flutuar um navio 'Destroyer'. Veja o gráfico a seguir e reflita:
 
 
para produzir se gasta em água
500g de maçã 200 litros
500g de batata 100 litros
500g de carne 2 milhões de litros
 
dados fornecidos pela Universidade da Califórnia
 
 
Quando compramos 1Kg de carne, pensamos que o preço é X reais, porém a realidade o verdadeiro custo deveria englobar a enorme quantidade de água consumida, vastas áreas de terra devastadas, a contaminação dos ciclos que sustentam a vida, o custo ambiental, etc.
Se mudarmos nossa alimentação, comendo menos carne, haverá uma quantidade enorme de terra disponível para se fazer coisas maravilhosas. Pode-se reflorestar milhões de hectares, auxiliando inclusive no problema do aquecimento global. Florestas saudáveis seriam uma reserva permanente de madeira para construir casas. Fornecem oxigênio para o ar, retira o dióxido de carbono, estabiliza o solo, purifica a água, proporciona habitat para a flora e para a fauna, atrai o turismo. Resumindo, uma floresta saudável vale mais que capim com uma vaca em cima.
Teríamos uma redução drástica nos impactos ambientais, menos infartos, menos derrame, menos AVC, menos diabetes. Seríamos mais esbeltos, mais saudáveis e mais felizes. A natureza é uma comunidade, é um ser vivo e nós fazemos parte de tudo isso. A saúde na Terra e a vida da Terra está em nossas mãos.
 

Celso Zymon

imagem: google


quarta-feira, 29 de abril de 2009


Gripe Suína - Quando a humanidade "perde" para um vírus


Há uns dias atrás participei de uma reunião onde estava um querido professor, médico há muitos anos. Só fui porque era realmente muito importante, pois uma gripe terrível havia me "derrubado" e eu estava realmente em um estado lamentável. Quando o professor me viu, expressou espanto e ao mesmo tempo, perplexidade quando me disse:
- Não acredito que um vírus te venceu! Um organismo microscópico foi capaz de invadir teu campo de energia, se instalar e causar tudo isso? Nossa! Em que estado você estava para isso acontecer...

Ele falou em tom de brincadeira, é claro... Só que acredito que nada acontece por acaso e já que ficar de cama era inevitável, me pus a pensar no que havia acontecido no período anterior à gripe. Como estaria meu estado espiritual, mental e emocional para que um vírus conseguisse atravessar todos esses estágios?

E só existe uma conclusão: puro desamor...

E o desamor, principalmente por nós mesmos é que abala o timo, uma glândula que está presente perto de nosso coração e produz o "linfócito T", hormônio responsável pelo sistema imunológico.

Em algum momento me entristeci, não me amei, faltou amor. Ou a quantidade de amor não foi suficiente. Então o vírus vence, soberano!

Muitas pesquisas já demonstram que seres amorosos não adoecem. São felizes. Imunes. Testes já foram realizados com monges que dedicam sua vida pela humanidade, que permanecem em oração, que amam incondicionalmente. Adivinhe o resultado? Saúde! A energia da oração, do amor universal, aquele amor de verdade, que Jesus sentia por todos os seres, irriga linfócito T na corrente sanguínea, produzindo saúde, bem-estar, imunidade. Pesquisas demonstram que a vida simples do campo, perto da natureza também traz imunidade.

Pois bem, eis que surge nos últimos dias uma gripe suína. Um vírus destrutivo, avassalador, que destrói a imunidade e pode matar.

E ontem (27/04/09) em nota oficial, a OMS (Organização Mundial da Saúde) comunica que o vírus não pode mais ser controlado porque se espalhou por todo o Planeta. 
E que as vacinas podem levar de quatro a seis meses para serem produzidas.

O que observamos na maioria das pessoas? Medo. Pânico. Angústia.

O que esquecemos é que já aconteceu a doença da vaca louca, a gripe aviária e não aprendemos. Não entendemos o recado. Nossos peixes vivem em mares e rios poluídos, cheios de dejetos que são frutos de nosso desequilíbrio e ignorância.

Talvez tenha chegado a era de o ser humano repensar o consumo de carne... Isso deve ser repensado antes de nossa extinção...

Esse é o maior recado que uma pandemia pode causar. Pandemia é uma doença que atinge a maioria dos povos da Terra. Perto disso, epidemia é fichinha.

Uma pandemia como a AIDS ou como essa gripe suína que mata e se prolifera rapidamente, sempre tem uma mensagem para todos nós...

É lamentável que a humanidade criada à imagem e semelhança da Divindade esteja tão distante de seu Criador ao ponto de se deixar dominar por um vírus... Um vírus! Tão pequeno, tão invisível, mas tão cheio de propósitos em causar destruição!

Repense suas atitudes, pensamentos, sentimentos. O que você tem feito ultimamente?

Tem conseguido sentir amor, inclusive pelos seus desafetos?

Tem conseguido expressar-se, dizer o que sente vontade, ou é apenas uma marionete que obedece ao sistema, a moda e à mídia de cabeça baixa?

Chegou a hora de sermos amorosos, livres e questionadores, mas não de forma agressiva. Questione com o seu coração, em meditação e com paz se o que você tem feito lhe agrada, lhe traz tranqüilidade e harmonia.

O maior escudo imunológico que podemos conquistar parte do nosso peito e de nossa consciência alinhados com o mesmo propósito: amor, humildade e unidade.

E MUDE O QUE FOR PRECISO PARA TONAR-SE MAIS AMOROSO! É URGENTE!

Urgente porque nesse mês de abril nosso coração está se preparando em nível de DNA para receber as grandes ondas amorosas que o Universo está emitindo para que possamos sincronizar nosso coração com o coração do universo. Então aproveite essa época, até o Wesak (09/05/09) para abandonar velhos conceitos, reformar-se, perdoar quem precisa ser perdoado e aprender a amar.

DICAS:

1) Fitoenergética - Acredito que as plantas podem nos ajudar nesse momento de transformação e preparação para o amor. Então, preparei um composto Fitoenergético para promover imunidade e ajudar a desenvolvermos sentimentos amorosos e compassivos:

Misturar em um pote as seguintes plantas desidratadas:

Guaco +Pêssego+Jambolão+ Tília+ Marmelo+ Hortelã

Separar uma colher de sopa dessas ervas e deixar em infusão na água quente, como um chá . A água deve ser aquecida no fogo, pois microondas e aquecedores elétricos prejudicam a energia das plantas. 

Beber este chá duas vezes ao dia, preferencialmente ao acordar e antes de dormir, durante 21 dias.

2) Wesak: No dia 09 de Maio de 2009, às 04:02 da manhã acontece o Wesak, o Festival que comemora a vinda de Buda ao Planeta Terra. É um dos maiores ápices de energia do ano e para nos sintonizarmos com o amor e a luz búdica, podemos desde agora entoar a Grande Invocação, o maior número de vezes que conseguirmos durante o dia e à noite:

A Grande Invocação

Do ponto de Luz na Mente de Deus
Flua luz às mentes dos homens
Que a luz permaneça na Terra

Do ponto de amor no coração de Deus
Flua amor aos corações dos homens
Que o Cristo volte à Terra

Do centro onde a vontade de Deus é conhecida
Que o propósito guie as pequenas vontades dos homens
O propósito que os Mestres conhecem e seguem

Do centro a que chamamos Raça dos Homens
Que se manifeste o Plano de amor e luz
E confirme a vontade para o bem

Que a Luz, o Amor e o Poder
Mantenham o Plano Divino sobre a Terra

Que Assim Seja e Sempre Será
Porque Assim É!

Com muito amor,

Patrícia Cândido
patricia@luzdaserra.com.br
http://www.luzdaserra.com.br/index/


Parabéns e te agradecemos Patricia, por este texto!

Namastê!

imagem: google

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Deixe a raiva secar...


Deixe a Raiva Secar


 Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá,
todo azulzinho, com bolinhas amarelas.

No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar. Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã.

Júlia então, pediu á coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.

Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial. 

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.

Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: "Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão."

Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações.

Mas a mãe, com muito carinho ponderou: "Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa?
Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou.
Você lembra o que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa. Deixe a raiva secar primeiro. “Depois fica bem mais fácil resolver tudo."

Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão.

Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão.

Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
"Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.
Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa."

"Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou."

E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.

Nunca tome qualquer atitude com raiva.

A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são.

Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta diante de uma situação difícil.

Lembre-se sempre: Deixe a raiva secar!




Postado por Dalton: http://www.consciencial.org .


domingo, 5 de abril de 2009

Iniciação Total



INICIAÇÃO TOTAL
 
- Por Huberto Rohden -
 
Enquanto algo é meu,
Não pode triunfar o EU.
Meus são bens de fortuna,
Meus são amores de homem ou mulher,
Meus são filhos, parentes, amigos,
Meu é o prestígio social de que gozo,
Meus são o corpo e o intelecto.
 
Nada disto, porém, sou Eu.
Eu sou o sujeito central,
Meus são os objetos periféricos.
E esses objetos são velhos companheiros meus,
Crudelíssimos tiranos,
Desde o meu nascimento,
Poucos decênios atrás.
 
Esses objetos são velhos companheiros,
Onipotentes ditadores,
Do gênero humano,
Há muitos séculos e milênios.
 
Haverá esperança de que eu possa
Realizar a minha libertação?
Que eu possa viver, aqui na terra,
Sem esses objetos escravizantes?
Sem esses queridos "meus"?
Sem esses idolatrados fetiches?...
 
Não! Ninguém pode desfazer-se desses ídolos
E continuar a viver.
Já compreendi que iniciação
Não é algo que eu possa adicionar
À minha vida horizontal,
Como um belo enfeite,
Como um colar de pérolas.
 
Compreendi que iniciação,
A morte total desta vida,
E algo inédito e inaudito,
Até agora vivida...
 
Iniciação não é continuação
De algo preexistente.
Não!
 
É o fim de tudo que foi e é.
E o início de tudo que deve ser...
Iniciação é algo virgem,
Um novo "fiat lux" creador.
Não é remendo novo em roupa velha,
Não é vinho recente em odres gastos.
Não!
 
Iniciação é morte total
Do "homem velho",
E ressurreição integral
Do "homem novo".
Nem um átomo da bagagem do ego
Passa para além da fronteira.
Porque o ego só conhece o que é "dele",
E ignora o que é "ele".
 
O meu verdadeiro
Eu nada sabe
Desse mundo dos meus,
Desses pequenos e grandes nadas
Que parecem ser algo.
Iniciação é verdade suprema,
Incompatível com a menor das ilusões.
 
Ergue-te, pois, sobre asas levíssimas,
Meu grande Eu divino,
Meu átomo crístico!
E lá das excelsas alturas
Dominarás todos os "meus",
Sem seres por eles dominado...
 
- Nota de Wagner Borges:

Esse texto foi selecionado daquele que é considerado o melhor trabalho de Rohden: "Escalando o Himalaia". Nesse livro o autor se revela por inteiro, de coração aberto, totalmente entregue ao leitor. Em cada texto dele emerge a voz dos iniciados que se entregaram integralmente ao Grande Arquiteto Do Universo, Senhor de todas as iniciações, Hierofante Maior dos hierofantes, Luz das luzes.
Mais do que evidenciar o Rohden filósofo, os textos desse livro evidenciam o Rohden de dentro, iniciado e alpinista do espírito, mestre das escaladas no Himalaia de dentro, que, com grande inspiração leva o leitor a profundas reflexões sobre si mesmo e a vida.
Fica aqui a sugestão de leitura desse livro do grande Huberto Rohden, verdadeiro bálsamo na inteligência e no coração, e pérola literária permeada pela inspiração dos iniciados nas artes do espírito.
Rohden, meu velho, muito obrigado por tudo o que venho aprendendo em seus livros, e também pelas experiências espirituais que você vem me propiciando ao longo dos anos. 
Como você sempre disse: "Só quem é guiado é que pode guiar alguém."
Então, que Deus nos guie, para que guiemos nossas vidas, nossos pensamentos, nossos sentimentos, nossas energias, nossos filhos, nossos amigos, e a nós mesmos, na direção daquelas vibrações do discernimento e da luz.
Sim, meu velho, é o Grande Anônimo que nos guia.
Que seja feita a vontade Dele, e não a do nosso ego.
Valeu, Rohden!

imagem google.

sábado, 28 de março de 2009

Nem Darwin, Nem Igrejas




Ciência Materialista e Dogma Religioso
São Os Dois Lados De Uma Moeda Falsa
 
 
Carlos Cardoso Aveline
 
 
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O texto a seguir foi produzido
originalmente para o e-grupo
SerAtento, de YahooGrupos.
 
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Amigos, 
 
 
Todos querem um planeta saudável e uma sociedade justa. 
 
Mais que um mero desejo ou esperança, este é um projeto histórico que vale a pena alimentar. Mas é sempre oportuno perguntar-nos o que estamos fazendo a respeito. 
 
Pensar que 'nada podemos fazer em relação a isso' seria, provavelmente, um pretexto e uma justificativa para não fazer aquilo que está, efetivamente, ao nosso alcance e pode ser feito.  
 
A vida física segue a vida do pensamento. A nossa relação com o mundo concreto e visível é sempre uma materialização do que ocorre antes nas mentes. Só uma espiritualidade planetária e e uma filosofia universal podem abrir caminho para uma sociedade planetária e uma cultura global baseada na fraternidade. E o caminho está sendo aberto.  
 
No início do século vinte, Robert Crosbie escreveu: 
 
'Se queremos uma civilização melhor que a que temos agora, somos nós que devemos começar agora mesmo a fazê-la. Mais ninguém a fará para nós. Temos que colocar em movimento as linhas que levam a uma verdadeira civilização, a partir de uma base verdadeira; mas se pensamos que não somos capazes de fazer muita coisa, e não fazemos o que está ao nosso alcance, é certo que nunca poderemos fazer mais.' [1]  
 
É um erro projetar sobre os outros o dever ético de tomar uma pequena iniciativa para que as coisas melhorem. Mas devemos examinar com calma a seguinte pergunta: 'O que deve ser feito?' Aparentemente, as possibilidades e as opções são muitas. Mas o mais importante é construir os alicerces. Um prédio firme necessita alicerces sólidos. Podemos somar-nos mais ativamente aos que estão construindo as bases e premissas de uma sociedade correta. Em que plano da realidade estão os fundamentos de uma civilização?  
 
As civilizações começam no pensamento. As bases do futuro não são físicas, mas mentais.  
 
O que é que necessita ser mudado exatamente? O que há de errado com a sociedade atual? 
 
A árvore se mede pelos frutos. A visão Igrejista de mundo – como podemos ver pela história dos últimos 15 séculos – contraria o ideal do Jesus do Novo Testamento e produz guerras, injustiça, intolerância e, paradoxalmente, um materialismo destituído de alma.  
Por outro lado, a visão darwinista da vida encerra um longo ciclo histórico com um materialismo consumista baseado na ideia da competição pura e simples. O darwinismo compete com o Igrejismo para dar a base filosófica da civilização atual, e busca legitimar-se com base na ideia 'cientifica' da competição. Mas para afirmar-se o darwinismo necessitou e ainda necessita ignorar uma verdade inconveniente. O fato incômodo é que a ajuda mútua constitui o grande fator da evolução em todos os reinos da natureza. A competição é um fator menor e complementar. Como demonstrou Piotr Kropotkin, a regra geral é o apoio mútuo e a complementariedade entre os indivíduos e entre as espécies. [2]
 
 
No plano social, uma civilização mais conscientemente solidária pode emergir de uma filosofia e de uma visão de mundo universais. A filosofia teosófica não supera apenas os dogmas irracionais impostos pelas Igrejas. Ela resgata parte do pensamento de Kropotkin a respeito da evolução humana, e faz isso a partir de uma proposta abrangente da vida no planeta e no cosmo. A teosofia supera a visão fragmentária do darwinismo, e ensina a lei da fraternidade entre todos os seres. Esta lei é uma consequência da lei do carma. A vida entre irmãos nem sempre é fácil, como se sabe. Mas isso não nega o fato da fraternidade, nem elimina o fato de que a solidariedade é a regra. A competição – quando deixa de ser um fator secundário e passa a ser visto como principal – leva à destruição mútua. E isso não é bom. 
 
Fraternalmente, Carlos. 
  
NOTAS: 
 
[1] 'A Book of Quotations From Robert Crosbie', Theosophy Co., Mumbai, India, 107 pp., ver pp. 61-62.  
 
[2] Leia-se por exemplo a obra 'El Apoyo Mutuo', de Piotr Kropotkin, Editorial Proyección, Buenos Aires, 1970, 328 pp. Edição em inglês, 'Mutual Aid, a Factor of Evolution', Peter Kropotkin, Dover Publications Inc., New York, 2006, 312 pp. O pensamento de Kropotkin, príncipe russo e anarquista não-violento, tem pontos em comum com a teosofia no que tange a evolução das espécies. 

 Fonte: www.filosofiaesoterica.com

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domingo, 22 de março de 2009

A Arte de Passear



A arte de passear  

Carlos Cardoso Aveline

"Navegar é preciso, viver não é preciso", diziam os antigos navegadores portugueses. E, de fato, pouco mais de quinhentos anos depois, não há dúvida de que navegar, ou viajar, é inevitável. A ciência moderna demonstrou que viajar é viver, porque tudo que existe flui em um eterno movimento.

O núcleo de cada átomo do universo é como um pequeno sol em torno do qual navegam elétrons em alta velocidade. Nossa galáxia é regida pela lei do movimento. A própria palavra "planeta", que vem do grego, significa "errante" ou "viajante". A terra já foi comparada a uma nave espacial, devido à sua viagem incessante em torno do sol. Além disso, nosso planeta gira em torno do seu próprio eixo, o que dá origem aos nossos dias e noites. Parece pouco? O sistema solar também está em peregrinação. Ele viaja à velocidade de 960 km por minuto ou 57.600 quilômetros por hora em direção à estrela Vega, a mais brilhante da constelação de Lira. Felizmente, Vega não está parada. Ela se desloca pelo cosmo numa direção e com uma velocidade que garantem pelo menos uma coisa: ela nunca será alcançada por nós.(1)

A mudança e o movimento - tanto internos como externos - são, portanto, o estado natural de tudo o que existe. Qualquer imobilidade ou estabilidade são subjetivas e passageiras. Permanentes são a transformação e a harmonização dinâmica das coisas em todo o cosmo. A cada desarmonia, segue-se uma harmonia maior e mais completa.

Se tudo está em movimento e nada existe fora da dança do universo, não há motivo para que nós queiramos viver fechados entre quatro paredes, como se fosse possível existir sem transformar-se. É só quando perdemos o contato com o ritmo natural da vida que o escritório, a fábrica, o apartamento ou a casa passam a funcionar como modernas prisões, ricas em recursos tecnológicos.

Segundo o filósofo Karl Gottlob Schelle, viver continuamente em atmosferas confinadas amolece o espírito das pessoas e enfraquece o seu bom senso. "O movimento do corpo não é diretamente uma das condições da vida", escreve Schelle, "e sua ausência não desencadeia irremediavelmente a morte... mas ele é, no entanto, uma condição indireta. Ele é indispensável para a saúde do corpo e para o bom funcionamento do organismo."(2)

A solução passa pela simplicidade voluntária. Basta caminhar regularmente ao ar livre e conviver com o ambiente natural para recuperar e manter a vitalidade. A antiga arte de passear pela natureza rompe os muros invisíveis da rotina e amplia nossos horizontes pessoais. É verdade que essa arte meditativa nem sempre precisa ser praticada a pé. A bicicleta e o cavalo são alternativas admissíveis, até certo ponto, porque permitem andar em silêncio, em baixa velocidade, em contato com o vento, percebendo a magia e preservando a paz da natureza.

A arte de viver com sabedoria inclui a necessidade de manter o corpo físico saudável e acostumado ao movimento. Isso nos estimula a tomar duas providências. A primeira é incorporar um pouco de trabalho físico à nossa rotina diária. A segunda é adotar o hábito de meditar caminhando. Passear e contemplar a unidade da vida são duas atividades que podem ser feitas ao mesmo tempo. Quando caminhamos pela natureza com o espírito livre de preocupações, nosso sistema nervoso relaxa, o sangue circula com mais força e vitalidade, o cérebro e o coração têm sua vida renovada. Em todo o organismo, a vitalidade flui melhor. Enquanto isso, podemos contemplar o processo da vida ao nosso redor e perceber mais claramente a nossa identidade profunda com os outros seres.

Outra questão é saber o que o caminhante carrega consigo durante o passeio. Afinal, cada espírito humano possui uma espécie de bagageiro. Ali vão inúmeras lembranças, idéias, crenças, projetos, e alguns princípios éticos. Nem sempre carregamos bagagens agradáveis em nosso espírito. Há também feridas e cicatrizes da alma guardadas ali. Uma coisa é certa, porém. O bom passeador não aceita angústias e ansiedades como parte da sua bagagem. Enquanto pedala ou caminha, ele esquece as atividades de curto prazo e expande sua consciência. As preocupações vão desaparecendo junto com as outras formas de apego emocional. Esse processo de relaxamento é ajudado pelas reações bioquímicas que o exercício físico moderado causa naturalmente no corpo humano. O espírito do caminhante se eleva até que um dia ele passa a perceber em todas as coisas o princípio universal do equilíbrio e da harmonia.

É com esse estado de espírito vasto e sereno que devemos caminhar. Aquele que possui uma mente aberta e um coração puro sabe escutar melhor o som do vento nas folhas das árvores. O aprendiz da sabedoria ouve o cântico dos pássaros e aprecia o nascer do sol sem pressa ou apego. Com a mesma tranqüilidade que tem ao observar o vôo de um pássaro no céu, ele vê as ondas de pensamentos e sentimentos no espaço interior da sua própria consciência.

Na verdade, não há uma separação entre o mundo interno e o mundo externo. De um lado, as nossas emoções são influenciadas pelo que está fora de nós. E de outro, sempre julgamos o mundo externo a partir daquilo que carregamos em nossa própria mente e nosso coração.

Há milhares de anos, diferentes tradições religiosas usam longas peregrinações por terras desconhecidas como meio e método para a libertação dos apegos interiores. É preciso abrir mão tanto dos objetos externos como dos conteúdos internos, para conhecer a liberdade espiritual. O budismo, o hinduísmo e o cristianismo têm disciplinas espirituais que incluem o abandono da vida "normal" - feita de hábitos e compromissos - para viajar pelo mundo durante um período indefinido de tempo.

As caminhadas curtas também são parte daquilo que, não por acaso, passou a ser chamado de "caminho interior". O ato de caminhar era um item básico da vida cotidiana e da disciplina espiritual nas escolas de filosofia do mundo antigo.

Para o cidadão moderno, os passeios a pé, de trinta ou quarenta minutos diários, são exercícios eficientes de meditação e higiene mental. Alguns alegam que não têm tempo para isso. O argumento é compreensível. O hábito de caminhar exige que se abra mão da rigidez e da imobilidade. É necessário renunciar à rotina da pressa emocional para olhar o mundo de outros pontos de vista, enquanto mantemos o corpo em movimento e observamos o fluxo de nossos sentimentos e pensamentos. São João da Cruz escreveu: "A alma que está apegada a alguma coisa, por mais bem que haja nela, não pode chegar à liberdade da união divina. Porque não tem importância se é uma corda grossa e forte ou um fino e delicado fio que prende o pássaro; até que o grilhão se rompa, o pássaro não pode voar."

A prática do desapego está de tal forma associada à arte de passear que, para o escritor chinês Lin Yutang, "o verdadeiro viajante é sempre um vagabundo, com as alegrias, as tentações e o sentido de aventura que tem o vagabundo. Viajar é andar à toa, ou não é viajar". Segundo Yutang, "a essência da viagem é não ter deveres nem horas marcadas". É recomendável esquecer os assuntos pessoais. Lin Yutang acrescenta:

"O bom viajante é o que não sabe aonde vai, e o viajante perfeito é o que não sabe de onde vem. Nem sabe seu nome e sobrenome. (...) É provável que esse viajante não tenha um único amigo em terra estranha, mas, como disse uma monja chinesa, ‘não estimar a ninguém em particular é estimar a humanidade em geral'. Não ter um amigo particular é ter a todos por amigos. Esse viajante, que ama a humanidade em geral, mistura-se com ela e vagueia, observando o encanto das gentes e de seus costumes."(3)

Defensor da espontaneidade, autor de obras marcadas pelo espírito taoísta, Yutang afirma que o equipamento mais necessário para quem passeia "é um talento especial no peito e uma visão especial debaixo das sobrancelhas". Ele prossegue:

"O que interessa é saber se o viajante tem coração para sentir e olhos para ver. Se não os tem, suas excursões à montanha são pura perda de tempo e de dinheiro; em compensação, se os tem, poderá conseguir a maior alegria das viagens sem ir sequer às montanhas, mas permanecendo em sua casa e olhando os arredores, e percorrendo os campos para contemplar uma nuvem fugitiva, ou um cachorro, ou uma cerca, ou uma árvore solitária."(4)

Em meio à natureza, o caminhante renova a sua vitalidade física enquanto medita. Se meditar é expandir a consciência em direção ao que é imenso, sagrado e muito maior que ela própria, então é possível haver meditações inconscientes e involuntárias. E é isso que ocorre quando caminhamos. O convívio com plantas e animais nos ensina que a inteligência universal está por toda parte. Há uma inteligência nas orquídeas. Os pássaros têm sua linguagem. O vento sugere coisas. As árvores são seres evoluídos. Para o escritor Maurice Maeterlinck, cada planta que encontramos pelo caminho é um ser dotado de inteligência:

"Não é somente na semente ou na flor, mas em toda a planta, caule, folhas e raízes, que se descobre, se quisermos inclinar-nos por um instante sobre seu humilde trabalho, numerosos sinais de uma inteligência perspicaz. Lembre-se dos magníficos esforços em direção à luz feitos por galhos contrariados, ou a luta criativa e valente das árvores em perigo."

E Maeterlinck narra o drama de uma grande árvore situada à beira de um precipício, cuja pedra de apoio caíra, mas que se sustentava miraculosamente lançando novas raízes ao solo para evitar o pior. Espetáculos como esse são relativamente comuns nas margens dos rios atacados de erosão.(5)

Depois de discutir a questão da inteligência dos vegetais e dos insetos, Maeterlinck aborda em poucas palavras um tema central da filosofia esotérica:

"Mas que pouca importância tem, no fundo, a questão da inteligência pessoal das flores, dos insetos ou dos pássaros! Que se diga, a propósito da orquídea como da abelha, que é a Natureza e não a planta ou a mosca que calcula, combina, adorna, inventa e raciocina. Que interesse pode ter para nós essa distinção?"

Na verdade - acrescenta Maeterlinck - também os conhecimentos humanos fazem parte da natureza. Nossas pequenas inteligências pessoais são parcelas de um conjunto maior: "Todos os nossos motivos arquitetônicos e musicais, todas nossas harmonias de cor e de luz, etc., são tomadas diretamente da Natureza".(6)

Sabendo disso, o bom passeador caminha ou pedala em harmonia com o cosmo, tanto na avenida de uma grande cidade como na beira do mar ou na trilha de um bosque. Ele percebe a unidade da vida e se reconhece como um pequeno ser participante da grande inteligência universal. Por esse motivo, o caminhante sente que nada tem a temer do passado, do presente ou do futuro. Ele vê que, no fundo, a paz comanda a vida - não só aqui e agora, mas também em todas as partes, e sempre.

NOTAS.

(1) "O Livro de Ouro do Universo", de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, Ediouro, 2001, 509 pp., ver p.136.

(2) "A Arte de Passear", de Karl Gottlob Schelle, Ed. Martins Fontes, SP, 2001, pp. 16-17.

(3) "A Importância de Viver", de Lin Yutang, Ed. Globo, Porto Alegre, quarta edição, 1959, tradução de Mário Quintana, 360 pp., ver p. 267.

(4) "A Importância de Viver", obra citada, p. 269.

(5) "La Inteligencia de las Flores", de Maurice Maeterlinck, Ediciones Nuevo Siglo, Buenos Aires, 1997, 126 pp., ver pp. 13-14.

(6) "La Inteligencia de las Flores", obra citada, ver pp. 59-60.

Carlos Cardoso Aveline é jornalista, escritor e articulista da revista Planeta.

Fonte:  www. centroraja.org.br/Raja/

Outro site de interesse: www. filosofiaesoterica.com


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sexta-feira, 20 de março de 2009

Por que os animais sofrem?


POR QUE OS ANIMAIS SOFREM?

Um Fracasso Ético da “Civilização Ocidental e Cristã” 

Helena P. Blavatsky


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Neste texto vigoroso de 1883, H.P.B. mostra 
o saldo ético negativo da chamada “civilização 
cristã” em relação aos animais, e especialmente em 
relação aos animais mais evoluídos, os “irmãos 
menores” da humanidade. Com algumas boas 
e nobres exceções, entre as quais a principal é a 
de São Francisco de Assis e do franciscanismo, 
o cristianismo ainda hoje desculpa e “autoriza” o 
covarde massacre cotidiano de animais indefesos.

Nesta primeira parte do século 21, nossa civilização
começa a despertar. Os movimentos de defesa dos 
animais são cada vez mais fortes. O vegetarianismo 
se alastra, e a consciência ecológica permeia vastos 
setores do próprio cristianismo.  

O texto de HPB, porém, permanece plenamente atual.

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P. É possível para mim, que amo os animais, obter mais poder do que tenho para ajudá-los em seu sofrimento? 

R. Um autêntico AMOR não egoísta, combinado à VONTADE, é um “poder” em si mesmo. Aqueles que amam os animais devem mostrar sua afeição de maneira mais eficiente do que cobrir seus animais com fitas e levá-los para uivar e arranhar nas competições, em busca de prêmios.  

P. Por que os animais mais nobres sofrem tanto nas mãos dos homens? Não preciso entrar em detalhes ou tentar explicar esta questão. As cidades são lugares de tortura de animais que podem, por qualquer motivo, ser usados e abusados pelo homem! E esses são sempre os mais nobres. 


R. Nos Sutras ou Aforismos de Karma-pa, uma seita que é um ramo da grande seita Gelukpa (capuz amarelo) no Tibete, e cujo nome indica sua doutrina – “os que acreditam na eficácia do Carma” (ação, ou boas obras) – um Upasaka [1] pergunta a seu Mestre: “Por que o destino dos pobres animais mudou tanto ultimamente? Nunca um animal era morto ou tratado injustamente nas imediações de um templo budista ou outros templos na China, antigamente, enquanto hoje em dia eles são mortos e livremente vendidos nos mercados de várias cidades, etc.” A resposta é sugestiva: . . . 

“Não ponha a culpa na natureza por esta injustiça sem igual. Não procure inutilmente por efeitos cármicos para explicar a crueldade, porque o Tenbrel Chugnyi (conexão causal, Nidâna) não lhe mostrará nenhum. É a indesejada vinda do Peling (cristão estrangeiro), cujos três deuses ferozes recusaram-se a dar proteção para os fracos e pequenos (os animais), que é responsável pelos sofrimentos incessantes, e de fazer doer o coração, de nossos companheiros mudos.”

A resposta à pergunta acima está aqui em poucas palavras. Pode ser útil, ainda que mais uma vez desagradável, dizer a alguns religiosos que a culpa por este sofrimento universal é inteiramente da nossa religião e educação ocidentais. Cada sistema filosófico oriental, cada religião e seita da antiguidade – bramânica, egípcia, chinesa e, finalmente, o mais puro e nobre de todos os sistemas de ética existentes, o budismo, ensinam bondade e proteção a cada criatura viva, desde o animal e o pássaro até os seres rastejantes e mesmo o réptil. Só a nossa religião ocidental permanece em seu isolamento, como um monumento ao mais gigantesco egoísmo humano jamais desenvolvido por uma mente humana, sem uma palavra em favor ou proteção do pobre animal. Muito pelo contrário. Porque a teologia, enfatizando uma frase do capítulo jeovístico da “Criação”, interpreta-a como prova de que os animais, como todo o resto, foram criados para o homem! Portanto, a caça se tornou um dos entretenimentos mais nobres das classes superiores. Assim – pobres inocentes pássaros feridos, torturados e mortos aos milhões a cada outono, tudo em países cristãos, para a recreação do homem. Disso também surgiu a maldade, e freqüentemente a crueldade a sangue frio, durante a juventude do cavalo e do novilho, indiferença brutal com seu destino quando a idade os torna incapazes para o trabalho, e ingratidão após anos de trabalho duro para o homem e a seu serviço. Em todos os países que o europeu passa a dominar, começa a matança de animais e o seu massacre inútil. 

 “Alguma vez o prisioneiro matou animais por prazer?” perguntou um juiz budista numa cidadezinha fronteiriça na China, infestada de piedosos homens de igreja e missionários europeus, a respeito de um homem acusado de ter matado sua irmã. E, diante de uma resposta afirmativa, já que o prisioneiro tinha estado a serviço de um coronel russo, “um poderoso caçador diante do Senhor”, o juiz não precisou de nenhuma outra evidência e o assassino foi considerado “culpado” – com razão, como sua confissão posterior comprovou.


Deve o cristianismo, ou mesmo o leigo cristão, ser culpado? Nenhum dos dois. É o sistema pernicioso da teologia, são os longos séculos de teocracia e o feroz e sempre crescente egoísmo dos países ocidentais civilizados. O que podemos fazer?

NOTA:

[1] Upasaka: discípulo. (NT)

 

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O texto acima, que mostra o pioneirismo do pensamento de HPB, foi publicado pela primeira vez em maio de 1888. Título original: “Why Do Animals Suffer?”  

Ver “Theosophical Articles”, H.P. Blavatsky, Theosophy Company, Los Angeles, Volume II, 532 pp., 1981, pp. 327-328.


Publicação em:  http://filosofiaesoterica.com/ler.php?id=452


quinta-feira, 19 de março de 2009

A negação


   A negação é uma tentativa de afastar o sofrimento. É um mecanismo de defesa psicológica, geralmente inconsciente, que usamos para nos proteger de sentimentos dolorosos. Se você diz a si mesmo que não sente tristeza em relação a alguma coisa, pode ser capaz de se convencer e de convencer os outros de que seu sofrimento acabou.

   Ninguém gosta de sofrer.  A negação pode ser uma forma de fingir que não estamos sofrendo. Vez por outra a negação é um mecanismo de defesa necessário. É insuportável sentir dor o tempo todo, portanto, às vezes negamos para fugir da dor. Mas se não estivermos conscientes que estamos usando a negação, ela pode ser perigosa.  É possível que cause ainda mais sofrimento do que aquele que estamos tentando negar.

   Fonte: Como Deus Cura a Dor   - Mark W. Baker

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O sofrimento é necessario?

Em muitas religiões, o sofrimento é elevado a um status de "caminho da redenção". A Igreja Católica Apostólica Romana é um exemplo de instituição religiosa que dá muita ênfase ao sofrimento. Em alguns casos, essa ênfase é tão exagerada que os fiéis acabam por sacrificar-se durante suas vidas, em busca do Reino Celestial após a morte. As experiências espirituais só teriam valor quando há sofrimento, e os templos religiosos estão repletos de imagens que retratam o sofrimento dos mártires.

Qual a sua opinião a respeito do sofrimento?


Da minha parte, acredito que o sofrimento não é necessário nem desnecessário. Ele é inerente à existência. O estado Crístico ou Búdico ocorre quando se "aceita os desígnios do Pai" ou quando se "atinge o Nirvana". O que isso significa? Aceitar que o sofrimento existe, da mesma maneira que o prazer. Ambos são transitórios. Um não existe sem o outro.

O caminho de cada ser humano é viver da maneira mais fluida possível. Isso significa, por um lado, sofrer menos, por saber que o sofrimento é passageiro. Mas também significa se apegar menos ao prazer, pois este também passará.

Isso não significa se resignar ao seu destino e não fazer nada para mudar sua vida sofrida. Tampouco significa glorificar o sofrimento como meio de alcançar o "Reino do Pai". Infelizmente, ao meu ver, tanto alguns Cristãos quanto alguns Budistas deixaram de seguir seus próprios caminhos para viver a "imitação de Cristo" ou a imitação de Buda. Seja martirizando-se, seja tornando-se um asceta, seja como for, estes seguidores acabam por apegar-se à história de vida de seus Avatares, ao invés de encararem o ensinamento central de ambos: Siga o Seu próprio caminho! (Não o MEU!)

Dizem os Budistas que do momento em Sidarta Gautama atingiu a Iluminação em diante, ele não se moveu. Foi o mundo que se moveu à sua volta. Os sofrimentos e prazeres deste mundo iam e vinham pelo ser em estado Búdico, mas ele permanecia centrado em seu Eu mais elevado.

Na Bíblia, em uma passagem do evangelho de São João, os Fariseus acusam Jesus de estar pecando ao realizar milagres no Sábado, o dia reservado ao Senhor [não é permitido realizar qualquer trabalho neste dia da semana, em respeito ao Mais Altíssimo, segundo a Lei Judáica]. Jesus afirma categoriamente: "Vós sois Deuses".

Este é o meu entendimento. Somos Todos Divindades a se manifestarem. Cada um no seu próprio caminho, sem imitações nem martírio.

Um abração e Vibrações Positivas!

Irradiando Luz by Gabriel Siqueira is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial 2.5 Brasil License. 
Based on a work at irradiandoluz.blogspot.com.


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